Publicação
Avaliação da adesão à terapêutica em doentes com diabetes tipo 2 e hipertensão arterial: adesão à medicação nas doenças crónicas
| Resumo: | Objetivos: Avaliação da adesão à terapêutica em doentes recém-diagnosticados com Diabetes Mellitus tipo 2 e Hipertensão Arterial, nos Cuidados de Saúde Primários na Região Lisboa Vale Tejo. Metodologia: Estudo observacional de coorte retrospetivo. População composta pelos doentes recém-diagnosticados com Diabetes Mellitus tipo 2 e Hipertensão Arterial, em início de tratamento. Os dados foram extraídos do Sistema de Informação da Administração Regional de Saúde de Lisboa Vale Tejo. A adesão à terapêutica foi avaliada nas suas três componentes: se os doentes iniciaram a terapêutica prescrita (iniciação); através do Medication Possession Ratio (MPR) durante o período de seguimento (implementação) e a descontinuação da medicação, que marca o fim do tratamento (descontinuação). Resultados: A taxa de iniciação foi de 84.2% nos doentes com ambas as doenças (98% para a terapêutica antidiabética oral e 84.6% para a terapêutica anti-hipertensiva). A taxa de implementação (MPR) para ambas as doenças foi de, apenas 3.4% (4.2% foram considerados aderentes com a terapêutica antidiabética oral e 8.5% para a terapêutica anti-hipertensiva). A taxa de descontinuação foi de 3.4% (5.5% para a terapêutica antidiabética oral e 13.2% para terapêutica anti-hipertensiva). A maioria dos doentes iniciam a toma da medicação após a prescrição, mas poucos têm uma implementação suficiente para que a adesão seja considerada boa. Poucos doentes descontinuaram a medicação. Conclusão: Os doentes tiveram uma maior taxa de implementação à terapêutica anti-hipertensiva, mas, por outro lado, foram mais persistentes à terapêutica antidiabética oral. O padrão da adesão à terapêutica parece ser influenciado pelo doente e pela própria doença. |
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| Autores principais: | Rosu, Amalia |
| Outros Autores: | Coelho, André; Camacho, Pedro |
| Assunto: | Farmacologia Hipertensão arterial Doença crónica Adesão à terapêutica Diabetes mellitus tipo 2 Pharmacology Hypertension Chronic disease Medication adherence Type 2 diabetes mellitus |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | Objetivos: Avaliação da adesão à terapêutica em doentes recém-diagnosticados com Diabetes Mellitus tipo 2 e Hipertensão Arterial, nos Cuidados de Saúde Primários na Região Lisboa Vale Tejo. Metodologia: Estudo observacional de coorte retrospetivo. População composta pelos doentes recém-diagnosticados com Diabetes Mellitus tipo 2 e Hipertensão Arterial, em início de tratamento. Os dados foram extraídos do Sistema de Informação da Administração Regional de Saúde de Lisboa Vale Tejo. A adesão à terapêutica foi avaliada nas suas três componentes: se os doentes iniciaram a terapêutica prescrita (iniciação); através do Medication Possession Ratio (MPR) durante o período de seguimento (implementação) e a descontinuação da medicação, que marca o fim do tratamento (descontinuação). Resultados: A taxa de iniciação foi de 84.2% nos doentes com ambas as doenças (98% para a terapêutica antidiabética oral e 84.6% para a terapêutica anti-hipertensiva). A taxa de implementação (MPR) para ambas as doenças foi de, apenas 3.4% (4.2% foram considerados aderentes com a terapêutica antidiabética oral e 8.5% para a terapêutica anti-hipertensiva). A taxa de descontinuação foi de 3.4% (5.5% para a terapêutica antidiabética oral e 13.2% para terapêutica anti-hipertensiva). A maioria dos doentes iniciam a toma da medicação após a prescrição, mas poucos têm uma implementação suficiente para que a adesão seja considerada boa. Poucos doentes descontinuaram a medicação. Conclusão: Os doentes tiveram uma maior taxa de implementação à terapêutica anti-hipertensiva, mas, por outro lado, foram mais persistentes à terapêutica antidiabética oral. O padrão da adesão à terapêutica parece ser influenciado pelo doente e pela própria doença. |
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