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Crescer com o risco - Das Representações às Ações: Potencialidades das brincadeiras arriscadas para o desenvolvimento integral da criança em idade pré-escolar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente relatório, de natureza crítica e reflexiva, é o culminar do processo vivenciado na Prática Profissional Supervisionada II (PPSII), decorrido em jardim de infância, ao longo de, aproximadamente, quatro meses. Este ilustra um caminho em que assumi a posição de educadora-estagiária, com um grupo composto por 25 crianças, de 4 anos, espelhando aprendizagens e conhecimentos adquiridos ao longo da formação académica e das experiências vivenciadas, relatando a investigação desenvolvida. A partir da caracterização do contexto socioeducativo e do conhecimento de todos os intervenientes da ação, tornou-se relevante desenvolver uma investigação centrada em preocupações pessoais e dos profissionais de educação sobre situações que envolvem jogos emocionantes e desafiadores típicos da infância, as brincadeiras arriscadas. Assim, surgiu a problemática Quais os contributos das brincadeiras arriscadas para o desenvolvimento integral da criança em Educação Pré-Escolar?. Esta investigação, de natureza qualitativa ou interpretativa, trata-se de um estudo de caso que permitiu dar voz aos intervenientes diretos na ação (crianças, profissionais de educação e famílias). Para tal, recorreu-se a diversas técnicas de recolha de dados – observação direta participante, questionários e entrevistas semidiretivas. Suportando-se na Pedagogia, Sociologia da Infância e Educação Física, o estudo realizado permitiu reunir um conjunto de dados que põe em relevo potencialidades e razões para a criança se envolver nestas brincadeiras e ainda conceções que as crianças, os profissionais e as famílias auscultadas têm acerca das mesmas. A análise e discussão dos dados aponta no sentido da existência de uma propensão natural deste grupo de crianças para brincar ao ar livre e de se envolver em brincadeiras arriscadas e, ainda, a presença de conceções negativas por parte das crianças e dos profissionais inquiridos sobre o risco. Revela ainda a valorização e promoção do contacto da criança com a natureza, por parte dos profissionais. Porém, observam-se preocupações que influenciam o comportamento dos adultos de supervisão e gestão do risco. Ainda que se tenha que ter em conta a impossibilidade de extrapolação dos resultados, dada a natureza do estudo realizado, os mesmos suportam a necessidade de se refletir sobre o risco da superproteção da criança e a importância da relação risco-benefício.
Autores principais:Reis, Joana Filipa Gonçalves dos
Assunto:Brincadeiras arriscadas Segurança Supervisão Espaços Natureza Preocupações dos adultos Risky play Safety Supervision Spaces Nature Concerns of adults
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente relatório, de natureza crítica e reflexiva, é o culminar do processo vivenciado na Prática Profissional Supervisionada II (PPSII), decorrido em jardim de infância, ao longo de, aproximadamente, quatro meses. Este ilustra um caminho em que assumi a posição de educadora-estagiária, com um grupo composto por 25 crianças, de 4 anos, espelhando aprendizagens e conhecimentos adquiridos ao longo da formação académica e das experiências vivenciadas, relatando a investigação desenvolvida. A partir da caracterização do contexto socioeducativo e do conhecimento de todos os intervenientes da ação, tornou-se relevante desenvolver uma investigação centrada em preocupações pessoais e dos profissionais de educação sobre situações que envolvem jogos emocionantes e desafiadores típicos da infância, as brincadeiras arriscadas. Assim, surgiu a problemática Quais os contributos das brincadeiras arriscadas para o desenvolvimento integral da criança em Educação Pré-Escolar?. Esta investigação, de natureza qualitativa ou interpretativa, trata-se de um estudo de caso que permitiu dar voz aos intervenientes diretos na ação (crianças, profissionais de educação e famílias). Para tal, recorreu-se a diversas técnicas de recolha de dados – observação direta participante, questionários e entrevistas semidiretivas. Suportando-se na Pedagogia, Sociologia da Infância e Educação Física, o estudo realizado permitiu reunir um conjunto de dados que põe em relevo potencialidades e razões para a criança se envolver nestas brincadeiras e ainda conceções que as crianças, os profissionais e as famílias auscultadas têm acerca das mesmas. A análise e discussão dos dados aponta no sentido da existência de uma propensão natural deste grupo de crianças para brincar ao ar livre e de se envolver em brincadeiras arriscadas e, ainda, a presença de conceções negativas por parte das crianças e dos profissionais inquiridos sobre o risco. Revela ainda a valorização e promoção do contacto da criança com a natureza, por parte dos profissionais. Porém, observam-se preocupações que influenciam o comportamento dos adultos de supervisão e gestão do risco. Ainda que se tenha que ter em conta a impossibilidade de extrapolação dos resultados, dada a natureza do estudo realizado, os mesmos suportam a necessidade de se refletir sobre o risco da superproteção da criança e a importância da relação risco-benefício.