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A aversão ao risco em idade pré-escolar: conceções (e práticas) do e sobre o papel do adulto e as affordances do espaço exterior

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente relatório foi elaborado no âmbito da Unidade Curricular (UC) da Prática Profissional Supervisionada II (PPSII) que decorreu numa Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) em Lisboa, com um grupo de 22 crianças, 9 sexo masculino e 13 sexo feminino, com idades entre os 3 e os 6 anos. Este relatório reflete a minha experiência como educadora-estagiária ao longo da intervenção pedagógica, com a descrição do percurso seguido e o desenvolvimento de uma abordagem investigativa. O relatório também apresenta uma pesquisa conduzida no mesmo contexto educativo centrada no impacto da qualidade do espaço exterior e das atitudes dos adultos na forma como as crianças se envolvem em brincadeiras arriscadas. Com o objetivo principal de entender de que forma as perceções dos adultos sobre o risco e a qualidade do espaço exterior podem ou não impactar a liberdade de ação das crianças, a investigação assume uma natureza mista na modalidade de estudo de caso e a recolha de dados envolveu diferentes técnicas e instrumentos, mais concretamente, observação direta participante e não participante, registos escritos e fotográficos, inquéritos por questionário, o instrumento AHEMD- Affordances in the Home Environment for Motor Development e análise documental. Através da análise e posterior discussão dos resultados revelaram-se as conceções da equipa educativa e da Diretora Pedagógica em relação ao risco e como essas perceções afetam as suas práticas de supervisão, conduzindo-as a comportamentos restritivos que limitam a liberdade das crianças. O estudo apresentado salienta a importância da promoção de práticas pedagógicas que ponderem o risco e o benefício (Ball, 2002), contrastando com a tendência de uma sociedade que evita o risco a qualquer custo (Gill, 2007).
Autores principais:Fonseca, Carolina Nunes da
Assunto:Educação pré-escolar Risco Affordance Espaço exterior Prática profissional supervisionada Preschool education Risk Outer space Supervised professional practice
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente relatório foi elaborado no âmbito da Unidade Curricular (UC) da Prática Profissional Supervisionada II (PPSII) que decorreu numa Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) em Lisboa, com um grupo de 22 crianças, 9 sexo masculino e 13 sexo feminino, com idades entre os 3 e os 6 anos. Este relatório reflete a minha experiência como educadora-estagiária ao longo da intervenção pedagógica, com a descrição do percurso seguido e o desenvolvimento de uma abordagem investigativa. O relatório também apresenta uma pesquisa conduzida no mesmo contexto educativo centrada no impacto da qualidade do espaço exterior e das atitudes dos adultos na forma como as crianças se envolvem em brincadeiras arriscadas. Com o objetivo principal de entender de que forma as perceções dos adultos sobre o risco e a qualidade do espaço exterior podem ou não impactar a liberdade de ação das crianças, a investigação assume uma natureza mista na modalidade de estudo de caso e a recolha de dados envolveu diferentes técnicas e instrumentos, mais concretamente, observação direta participante e não participante, registos escritos e fotográficos, inquéritos por questionário, o instrumento AHEMD- Affordances in the Home Environment for Motor Development e análise documental. Através da análise e posterior discussão dos resultados revelaram-se as conceções da equipa educativa e da Diretora Pedagógica em relação ao risco e como essas perceções afetam as suas práticas de supervisão, conduzindo-as a comportamentos restritivos que limitam a liberdade das crianças. O estudo apresentado salienta a importância da promoção de práticas pedagógicas que ponderem o risco e o benefício (Ball, 2002), contrastando com a tendência de uma sociedade que evita o risco a qualquer custo (Gill, 2007).