Publicação

Será o carcinoma hepatocelular um reservatório vírico em pacientes com hepatite C tratados com antiovíricos de ação direta?

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Os antivíricos de ação direta (AADs) revolucionaram o tratamento da infeção pelo vírus da hepatite C (VHC), substituindo terapias mais antigas baseadas em interferão que apresentavam problemas de tolerabilidade e eficácia. Recentemente, o carcinoma hepatocelular (CHC) foi identificado como um preditor significativo de menor eficácia do tratamento com AADs. No entanto, continua por esclarecer por que pacientes com CHC ativo têm uma pior resposta aos AADs. Várias hipóteses foram levantadas, incluindo o eventual comportamento do CHC como reservatório para o VHC durante o tratamento com AADs. Neste estudo, testamos esta hipótese, caracterizando quantitativamente o VHC em tecido do CHC e em tecido hepático não tumoral obtido a partir de pacientes hepatetomizados em diferentes fases de tratamento com AADs. Efetuou-se a quantificação por imunofluorescência direcionada à proteína não estrutural 3 (NS3) do VHC. Os resultados mostraram que durante o tratamento com AAD ocorre uma redução da densidade de VHC, tanto no tecido tumoral como não tumoral, mas que na fase inicial o VHC parece concentrar-se mais no CHC. Estes dados sugerem que o tecido tumoral do CHC pode ser um reservatório para o VHC.
Autores principais:Negrinho, Ana Patrícia Ribeiro
Assunto:Vírus da hepatite C Carcinoma hepatocelular Reservatório vírico Antivíricos de ação direta Hepatitis C virus Hepatocellular carcinoma Virus reservoir Direct acting antivirals MTCL
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:Os antivíricos de ação direta (AADs) revolucionaram o tratamento da infeção pelo vírus da hepatite C (VHC), substituindo terapias mais antigas baseadas em interferão que apresentavam problemas de tolerabilidade e eficácia. Recentemente, o carcinoma hepatocelular (CHC) foi identificado como um preditor significativo de menor eficácia do tratamento com AADs. No entanto, continua por esclarecer por que pacientes com CHC ativo têm uma pior resposta aos AADs. Várias hipóteses foram levantadas, incluindo o eventual comportamento do CHC como reservatório para o VHC durante o tratamento com AADs. Neste estudo, testamos esta hipótese, caracterizando quantitativamente o VHC em tecido do CHC e em tecido hepático não tumoral obtido a partir de pacientes hepatetomizados em diferentes fases de tratamento com AADs. Efetuou-se a quantificação por imunofluorescência direcionada à proteína não estrutural 3 (NS3) do VHC. Os resultados mostraram que durante o tratamento com AAD ocorre uma redução da densidade de VHC, tanto no tecido tumoral como não tumoral, mas que na fase inicial o VHC parece concentrar-se mais no CHC. Estes dados sugerem que o tecido tumoral do CHC pode ser um reservatório para o VHC.