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Foco, colaboração e escuta: uma aplicação do jogo teatral no 2.º ano de escolaridade

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Resumo:O presente trabalho parte de uma intervenção baseada nos jogos teatrais de Viola Spolin com crianças do 2º ano do Ensino Básico, em contexto de educação não formal, mais concretamente nas Atividades de Enriquecimento Curricular de Expressão Dramática, com incidência em tópicos como colaboração, escuta e foco. O estudo partiu da seguinte pergunta: “Como podem as atividades de expressão dramática/teatro em contexto de AEC contribuir para o desenvolvimento de competências de foco, escuta e colaboração em crianças do 2º ano de escolaridade?”. Foram definidos três objetivos gerais: (I) Promover a participação regular das crianças nas várias dimensões – organizativa, relacional, lúdica e artístico-pedagógica – das sessões de Teatro; (II) Proporcionar a prática e o reconhecimento das potencialidades do Jogo Teatral em contexto educativo; (III) Estimular o desenvolvimento de competências intra e interpessoais, também específicas da prática teatral, como o foco, a escuta e a colaboração. Concretamente o estudo visou perceber se as crianças conseguiriam melhorar algumas dificuldades verificadas, como: escutar o outro sem interrupções; manter a atenção por maiores períodos de tempo e colaborar, com maior recorrência e por iniciativa própria, com os colegas. A intervenção decorreu num total de 16 sessões, com periodicidade semanal. A metodologia inscreveu-se na abordagem qualitativa, num estudo do tipo investigaçãoação e integrou, como técnicas de recolha de dados, a observação participante, a planificação diária das sessões, a respetiva descrição e avaliação em diários de bordo e a produção escrita das crianças e, como técnica privilegiada de tratamento, a análise de conteúdo. Concetualmente, a intervenção assentou em propostas inspiradas nos jogos teatrais de Viola Spolin, que podem ser desenvolvidos por todos os que pretendam expressarse através do teatro, quer sejam amadores, profissionais ou crianças. O jogo teatral tem regras, entre as quais a definição de premissas como “onde”, “quem” e “o quê”, bem como o objeto (“foco”) de acordo com as características do grupo. Os resultados obtidos permitem concluir que, após a intervenção, a maioria das crianças demonstrou uma notória melhoria na forma e tempo de escuta do outro, revelando maior interesse em ouvi-lo. Foi igualmente constatada melhoria ao nível da concentração, permitindo que o processo de trabalho nas atividades fluísse de um modo mais autónomo, bem como a consciência da necessidade de colaborar com o outro.
Autores principais:Correia, Cátia Maria Rodrigues
Assunto:Escuta ativa Foco Colaboração Jogos teatrais Atividades de enriquecimento curricular (AEC) Active listening Focus Collaboration Theatrical games Curriculum Enrichment activities (CEA)
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente trabalho parte de uma intervenção baseada nos jogos teatrais de Viola Spolin com crianças do 2º ano do Ensino Básico, em contexto de educação não formal, mais concretamente nas Atividades de Enriquecimento Curricular de Expressão Dramática, com incidência em tópicos como colaboração, escuta e foco. O estudo partiu da seguinte pergunta: “Como podem as atividades de expressão dramática/teatro em contexto de AEC contribuir para o desenvolvimento de competências de foco, escuta e colaboração em crianças do 2º ano de escolaridade?”. Foram definidos três objetivos gerais: (I) Promover a participação regular das crianças nas várias dimensões – organizativa, relacional, lúdica e artístico-pedagógica – das sessões de Teatro; (II) Proporcionar a prática e o reconhecimento das potencialidades do Jogo Teatral em contexto educativo; (III) Estimular o desenvolvimento de competências intra e interpessoais, também específicas da prática teatral, como o foco, a escuta e a colaboração. Concretamente o estudo visou perceber se as crianças conseguiriam melhorar algumas dificuldades verificadas, como: escutar o outro sem interrupções; manter a atenção por maiores períodos de tempo e colaborar, com maior recorrência e por iniciativa própria, com os colegas. A intervenção decorreu num total de 16 sessões, com periodicidade semanal. A metodologia inscreveu-se na abordagem qualitativa, num estudo do tipo investigaçãoação e integrou, como técnicas de recolha de dados, a observação participante, a planificação diária das sessões, a respetiva descrição e avaliação em diários de bordo e a produção escrita das crianças e, como técnica privilegiada de tratamento, a análise de conteúdo. Concetualmente, a intervenção assentou em propostas inspiradas nos jogos teatrais de Viola Spolin, que podem ser desenvolvidos por todos os que pretendam expressarse através do teatro, quer sejam amadores, profissionais ou crianças. O jogo teatral tem regras, entre as quais a definição de premissas como “onde”, “quem” e “o quê”, bem como o objeto (“foco”) de acordo com as características do grupo. Os resultados obtidos permitem concluir que, após a intervenção, a maioria das crianças demonstrou uma notória melhoria na forma e tempo de escuta do outro, revelando maior interesse em ouvi-lo. Foi igualmente constatada melhoria ao nível da concentração, permitindo que o processo de trabalho nas atividades fluísse de um modo mais autónomo, bem como a consciência da necessidade de colaborar com o outro.