Publicação
Quantificação celular no líquido cefalorraquidiano: estudo comparativo entre método manual e Alinity HQ
| Resumo: | A quantificação celular do Líquido Cefalorraquidiano (LCR) é uma metodologia com grande relevância nos serviços de Patologia Clínica, em especial na área de hematologia, nomeadamente em caso de doenças neuro-inflamatórias, hemorragias subaracnoideias e doenças hemato-oncológicas. Apesar dos inúmeros avanços tecnológicos dos contadores celulares automáticos, no Serviço de Patologia Clínica (SPC) do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPOLFG) a contagem de células no LCR é atualmente realizada com hemocitómetro (câmara de Nageotte) e posteriormente, caso o número de células ultrapasse o valor de referência, procede-se à contagem diferencial de células utilizando técnicas de cito-centrifugação e coloração por May-Grünwald-Giemsa. Trata-se de um procedimento moroso e dependente da presença constante de profissionais altamente qualificados. Neste trabalho foi avaliada a possibilidade de automatizar a contagem de células no LCR, através de um estudo descritivo-comparativo, com o objetivo de validar e implementar o método. Assim comparou-se o método manual de contagem de células do LCR (método de referência) com o método automático do Alinity hq. Os dados obtidos foram tratados estatisticamente de modo a determinar a concordância entre os métodos e ainda a capacidade de o Alinity hq discriminar as amostras patológicas (≥ 5 leucócitos/µL) das normais (<5 leucócitos/µL). Utilizando o método de Bland-Altman, obteve-se para os leucócitos uma diferença média entre o método manual e o Alinity hq de – 2,0 leucócitos/µL e uma concordância (com intervalo de confiança de 95%) de [-30,18 a 26,18 leucócitos/µL]. Para os eritrócitos, a diferença média obtida foi de -106,36 eritrócitos/µL e a concordância (com intervalo de confiança de 95%) de [-934,64 a 721,96 eritrócitos/µL]. Apesar dos resultados obtidos abrangerem o conjunto de valores com interesse clínico, seria desejável obter-se mais resultados patológicos e assim aprofundar o estudo do desempenho do Alinity hq. A baixa concentração celular do LCR e os valores de aceitação clínica definidos para o método, não apoiam a implementação do Alinity hq na prática clínica. |
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| Autores principais: | Bragança, Frederico Miguel Serra |
| Assunto: | Líquido cefalorraquidiano Hemocitómetro Automatização Alinity hq Contagem diferencial de células Cerebrospinal fluid Haemocytometer Automation Cell differential count |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | A quantificação celular do Líquido Cefalorraquidiano (LCR) é uma metodologia com grande relevância nos serviços de Patologia Clínica, em especial na área de hematologia, nomeadamente em caso de doenças neuro-inflamatórias, hemorragias subaracnoideias e doenças hemato-oncológicas. Apesar dos inúmeros avanços tecnológicos dos contadores celulares automáticos, no Serviço de Patologia Clínica (SPC) do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPOLFG) a contagem de células no LCR é atualmente realizada com hemocitómetro (câmara de Nageotte) e posteriormente, caso o número de células ultrapasse o valor de referência, procede-se à contagem diferencial de células utilizando técnicas de cito-centrifugação e coloração por May-Grünwald-Giemsa. Trata-se de um procedimento moroso e dependente da presença constante de profissionais altamente qualificados. Neste trabalho foi avaliada a possibilidade de automatizar a contagem de células no LCR, através de um estudo descritivo-comparativo, com o objetivo de validar e implementar o método. Assim comparou-se o método manual de contagem de células do LCR (método de referência) com o método automático do Alinity hq. Os dados obtidos foram tratados estatisticamente de modo a determinar a concordância entre os métodos e ainda a capacidade de o Alinity hq discriminar as amostras patológicas (≥ 5 leucócitos/µL) das normais (<5 leucócitos/µL). Utilizando o método de Bland-Altman, obteve-se para os leucócitos uma diferença média entre o método manual e o Alinity hq de – 2,0 leucócitos/µL e uma concordância (com intervalo de confiança de 95%) de [-30,18 a 26,18 leucócitos/µL]. Para os eritrócitos, a diferença média obtida foi de -106,36 eritrócitos/µL e a concordância (com intervalo de confiança de 95%) de [-934,64 a 721,96 eritrócitos/µL]. Apesar dos resultados obtidos abrangerem o conjunto de valores com interesse clínico, seria desejável obter-se mais resultados patológicos e assim aprofundar o estudo do desempenho do Alinity hq. A baixa concentração celular do LCR e os valores de aceitação clínica definidos para o método, não apoiam a implementação do Alinity hq na prática clínica. |
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