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Avaliação de resultados da condição e qualidade de vida em saúde de indivíduos submetidos a artroplastia total do joelho na perspetiva do doente (PROM): contributo para uma gestão eficiente da intervenção do fisioterapeuta

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A Artroplastia Total do Joelho (ATJ) é um procedimento cirúrgico para restaurar a função e resolver a dor na osteoartrose do joelho. O uso de medidas reportadas pelos doentes (PROM) permite aos fisioterapeutas seguir eficazmente o impacto do tratamento, auxiliando no desenvolvimento de estratégias otimizadas de gestão. Objetivos: Avaliar resultados da ATJ e QV, através dos PROM antes, durante a intervenção da fisioterapia e na alta clínica (T0 a Tn). Medir diferenças mínimas clinicamente importantes (MCIC) e analisá-las no contexto da otimização e gestão adequada do número de sessões a realizar. Métodos: Incluídos indivíduos submetidos a ATJ primária, referenciados para fisioterapia. Foram recolhidos dados sociodemográficos e feita a análise estatística multivariada e correlacional dos PROM EQ-5D-5L (genérico para QV), KOOS (específico para o joelho) e PGIC. Resultados: Analisados 16 indivíduos com média de idade de 70±8,725 anos, 81,25% do género feminino, 68,75% com IMC correspondente a obesidade tipo I e II. A QV variou significativamente entre T0 e Tn ( = 0,000), nas dimensões Mobilidade e Dor /Malestar, índice de valor para estados de saúde (0,607 e 0,842 (r = 0,506; p < 0,05) na VAS (M 50; 70,50 e 95; < 0,011). O KOOS TOTAL obteve MCIC estatisticamente significativas ( < 0,05) de 17,545 ± 11,352 pontos entre T1 e T2 e 8,500 ± 7,314 entre T3 e T4; nas dimensões DOR (22,909 ± 18,463 entre T1 e T2); AVD (27,636 ± 19,495 entre T1 e T2) e QV (22,818 ± 23,012 entre T1 e T2 e 12,333 ± 10,764 entre T3 e T4). As correlações significativas entre variáveis KOOS mostraram uma tendência positiva e forte entre T2 e T3. Na PGIC a média variou entre T1 (̅ = 4,94 ± 1.526) e T5 (̅ = 6,50 ± 0,577) e correlacionou-se de forma positiva moderada com a KOOS TOTAL em T3 ( = 0,734). Conclusão: Os PROM permitiram avaliar melhorias significativas na QV, estado de saúde, mobilidade, dor e AVD nos indivíduos com ATJ entre a 5ª e a 15ª sessões de fisioterapia ambulatória e, contribuir para uma gestão mais adequada do número de sessões de fisioterapia sem perdas na QV e função.
Autores principais:Pinto, Ana Maria Favinha Paraíba Oliveira Ferreira
Assunto:Fisioterapia Artroplastia total do joelho Medidas reportadas pelos doentes PROM Eficiência em saúde Total knee arthroplasty Patient-reported measures Physiotherapy Health efficiency
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A Artroplastia Total do Joelho (ATJ) é um procedimento cirúrgico para restaurar a função e resolver a dor na osteoartrose do joelho. O uso de medidas reportadas pelos doentes (PROM) permite aos fisioterapeutas seguir eficazmente o impacto do tratamento, auxiliando no desenvolvimento de estratégias otimizadas de gestão. Objetivos: Avaliar resultados da ATJ e QV, através dos PROM antes, durante a intervenção da fisioterapia e na alta clínica (T0 a Tn). Medir diferenças mínimas clinicamente importantes (MCIC) e analisá-las no contexto da otimização e gestão adequada do número de sessões a realizar. Métodos: Incluídos indivíduos submetidos a ATJ primária, referenciados para fisioterapia. Foram recolhidos dados sociodemográficos e feita a análise estatística multivariada e correlacional dos PROM EQ-5D-5L (genérico para QV), KOOS (específico para o joelho) e PGIC. Resultados: Analisados 16 indivíduos com média de idade de 70±8,725 anos, 81,25% do género feminino, 68,75% com IMC correspondente a obesidade tipo I e II. A QV variou significativamente entre T0 e Tn ( = 0,000), nas dimensões Mobilidade e Dor /Malestar, índice de valor para estados de saúde (0,607 e 0,842 (r = 0,506; p < 0,05) na VAS (M 50; 70,50 e 95; < 0,011). O KOOS TOTAL obteve MCIC estatisticamente significativas ( < 0,05) de 17,545 ± 11,352 pontos entre T1 e T2 e 8,500 ± 7,314 entre T3 e T4; nas dimensões DOR (22,909 ± 18,463 entre T1 e T2); AVD (27,636 ± 19,495 entre T1 e T2) e QV (22,818 ± 23,012 entre T1 e T2 e 12,333 ± 10,764 entre T3 e T4). As correlações significativas entre variáveis KOOS mostraram uma tendência positiva e forte entre T2 e T3. Na PGIC a média variou entre T1 (̅ = 4,94 ± 1.526) e T5 (̅ = 6,50 ± 0,577) e correlacionou-se de forma positiva moderada com a KOOS TOTAL em T3 ( = 0,734). Conclusão: Os PROM permitiram avaliar melhorias significativas na QV, estado de saúde, mobilidade, dor e AVD nos indivíduos com ATJ entre a 5ª e a 15ª sessões de fisioterapia ambulatória e, contribuir para uma gestão mais adequada do número de sessões de fisioterapia sem perdas na QV e função.