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Contributo para a validação de uma escala pediátrica, Peabody Developmental Motor Scale-2 (versão portuguesa)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Em Portugal denota-se a existência de poucos instrumentos devidamente validados para avaliar o desenvolvimento motor da criança, no âmbito da fisioterapia pediátrica. Tendo em conta a necessidade de basear a prática clinica do fisioterapeuta cada vez mais na evidência científica, revela-se de extrema importância o desenvolvimento de instrumentos de avaliação válidos e fiáveis, que permitam ao fisioterapeuta uma avaliação objetiva e padronizada dos seus resultados. O presente estudo pretende dar um contributo para a validação da subescala de Motricidade Global da Peabody Developmental Motor Scale – 2 (PDMS-2), na sua versão portuguesa, e analisar sua validade e eficácia quando aplicados em crianças com e sem atraso do desenvolvimento motor, com idade dos 0 aos 71 meses. Pretende-se assim verificar algumas das propriedades psicométricas da versão portuguesa da escala (apenas na componente de Motricidade Global), nomeadamente a coerência interna, da sua fiabilidade teste-reteste e a sensibilidade face às diferentes faixas etárias abrangidas e a crianças com atraso no desenvolvimento motor. Método: Após obter as devidas autorizações aplicou-se a Subescala de Motricidade Global da PDMS-2 e um questionário de caracterização da condição da amostra de 68 crianças residentes na localidade de Moura. Foi realizado o teste-reteste, e verificada a consistência interna de cada dimensão da escala na componente QMG de forma a serem analisados estatisticamente. Resultados: Verificaram-se níveis elevados de coerência interna em todas as dimensões com o alpha de Cronbach a variar entre os 0,87 para a subescala dos reflexos, 0,93 para a subescala da Postura, 0,96 para as Habilidades Manipulativas e 0,99 para a subescala de Locomoção, o que indica a existência de uma elevada consistência interna. A fiabilidade teste-resteste também se revelou elevada com valores de CCI acima dos 0,88. Ao nível da validade de constructo verificaram-se as diferenças entre as pontuações médias das crianças com e sem atraso de desenvolvimento motor não foram estatisticamente significativas. Conclusão: A Subescala de Motricidade Global da versão portuguesa da PSMS-2 mostrou possuir boas propriedades psicométricas, quer a nível de coerência interna, que ao nível da fiabilidade teste-reteste. Não mostrou conseguir discriminar entre crianças com atraso de desenvolvimento motor. Considerou-se uma escala abrangente, útil e clara mas a sua aplicação mostrou-se longa.
Autores principais:Leitão, Patrícia
Assunto:Fisioterapia Medicina de reabilitação Criança Escala de Motricidade Grossa da PDMS-2 Desenvolvimento motor Peabody Developmental Motor Scale-2 Physiotherapy Rehabilitation Children Global Motor Developmental Scales of PDMS-2 Motor development
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: Em Portugal denota-se a existência de poucos instrumentos devidamente validados para avaliar o desenvolvimento motor da criança, no âmbito da fisioterapia pediátrica. Tendo em conta a necessidade de basear a prática clinica do fisioterapeuta cada vez mais na evidência científica, revela-se de extrema importância o desenvolvimento de instrumentos de avaliação válidos e fiáveis, que permitam ao fisioterapeuta uma avaliação objetiva e padronizada dos seus resultados. O presente estudo pretende dar um contributo para a validação da subescala de Motricidade Global da Peabody Developmental Motor Scale – 2 (PDMS-2), na sua versão portuguesa, e analisar sua validade e eficácia quando aplicados em crianças com e sem atraso do desenvolvimento motor, com idade dos 0 aos 71 meses. Pretende-se assim verificar algumas das propriedades psicométricas da versão portuguesa da escala (apenas na componente de Motricidade Global), nomeadamente a coerência interna, da sua fiabilidade teste-reteste e a sensibilidade face às diferentes faixas etárias abrangidas e a crianças com atraso no desenvolvimento motor. Método: Após obter as devidas autorizações aplicou-se a Subescala de Motricidade Global da PDMS-2 e um questionário de caracterização da condição da amostra de 68 crianças residentes na localidade de Moura. Foi realizado o teste-reteste, e verificada a consistência interna de cada dimensão da escala na componente QMG de forma a serem analisados estatisticamente. Resultados: Verificaram-se níveis elevados de coerência interna em todas as dimensões com o alpha de Cronbach a variar entre os 0,87 para a subescala dos reflexos, 0,93 para a subescala da Postura, 0,96 para as Habilidades Manipulativas e 0,99 para a subescala de Locomoção, o que indica a existência de uma elevada consistência interna. A fiabilidade teste-resteste também se revelou elevada com valores de CCI acima dos 0,88. Ao nível da validade de constructo verificaram-se as diferenças entre as pontuações médias das crianças com e sem atraso de desenvolvimento motor não foram estatisticamente significativas. Conclusão: A Subescala de Motricidade Global da versão portuguesa da PSMS-2 mostrou possuir boas propriedades psicométricas, quer a nível de coerência interna, que ao nível da fiabilidade teste-reteste. Não mostrou conseguir discriminar entre crianças com atraso de desenvolvimento motor. Considerou-se uma escala abrangente, útil e clara mas a sua aplicação mostrou-se longa.