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Quantificação de esteatose hepática através de imagens de ressonância magnética: estudo retrospetivo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A Non Alcoholic Fatty Liver Disease é a patologia crónica hepática mais comum nos países desenvolvidos com uma prevalência de 20-30% nos adultos e 70-91% em doentes de alto risco tais como os afetados pela síndrome metabólica. Apesar do crescimento epidémico, a NAFLD continua pouco diagnosticada, mesmo com o seu potencial evolutivo. De modo a melhorar a deteção e estadiamento da NAFLD, são necessárias técnicas não invasivas que permitam um fácil acesso e avaliação da gordura hepática. A técnica de RM codificada por desvio químico tem-se mostrado mais eficaz na quantificação da esteatose hepática, quando comparada com outros métodos não invasivos. O objetivo geral deste estudo foi avaliar o contributo das técnicas de codificação de desvio químico em Imagem por Ressonância Magnética na avaliação da esteatose hepática utilizando uma aplicação online de livre acesso. Materiais e Métodos: Foram analisados 70 exames de Ressonância Magnética, baseados nas técnicas de Dixon, com os protões em fase e fora de fase. Foi calculada a fração de gordura hepática desta amostra, através de um método quantitativo disponível numa plataforma online, desenvolvida por Philip Cheng, MD, MS, baseada nos métodos de Dixon. Foram correlacionados os resultados obtidos com os valores laboratoriais e componentes da síndrome metabólica. Resultados: Dos 70 exames incluídos no estudo, 50% da amostra (35 doentes) apresentaram valores de fração de gordura hepática superiores a 5%. Dos 35 doentes com esteatose hepática, 20 apresentaram esteatose leve (de 5% a 15%), 13 apresentaram esteatose moderada (de 15% a 30%) e 2 deles esteatose grave (>30%). Os doentes do sexo masculino apresentaram médias de fração de gordura hepática superiores às apresentadas pelo sexo feminino. Dos doentes com NAFLD, 89% apresentaram, no mínimo, um dos seguintes fatores de risco: hiperglicemia em jejum, DAS aumentado, ou dislipidemia. Os valores de correlação das diferentes variáveis com a esteatose hepática que se revelaram estatisticamente significativos, com valores de correlação moderados e positivos, foram os dos triglicéridos (ρS=0,526; p=0,01), a glicose, (ρS=0,307; p=0,05), bem como o Diâmetro Abdominal Sagital com (ρS=0,565; p=0,01). A correlação da enzima ALT com a esteatose hepática foi fraca, ρS=0,269, porém com significância estatística (p=0,05). A percentagem FF do segmento V/VIII e a %FF da média dos 3 segmentos hepáticos apresentaram uma correlação positiva forte, sendo esta a correlação mais elevada, de entre os 3 segmentos, com ρS=0,950.
Autores principais:Félix, Cátia Patrícia Augusto
Assunto:Ressonância magnética Esteatose hepática Desvio químico Magnetic resonance Hepatic steatosis Chemical shift
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A Non Alcoholic Fatty Liver Disease é a patologia crónica hepática mais comum nos países desenvolvidos com uma prevalência de 20-30% nos adultos e 70-91% em doentes de alto risco tais como os afetados pela síndrome metabólica. Apesar do crescimento epidémico, a NAFLD continua pouco diagnosticada, mesmo com o seu potencial evolutivo. De modo a melhorar a deteção e estadiamento da NAFLD, são necessárias técnicas não invasivas que permitam um fácil acesso e avaliação da gordura hepática. A técnica de RM codificada por desvio químico tem-se mostrado mais eficaz na quantificação da esteatose hepática, quando comparada com outros métodos não invasivos. O objetivo geral deste estudo foi avaliar o contributo das técnicas de codificação de desvio químico em Imagem por Ressonância Magnética na avaliação da esteatose hepática utilizando uma aplicação online de livre acesso. Materiais e Métodos: Foram analisados 70 exames de Ressonância Magnética, baseados nas técnicas de Dixon, com os protões em fase e fora de fase. Foi calculada a fração de gordura hepática desta amostra, através de um método quantitativo disponível numa plataforma online, desenvolvida por Philip Cheng, MD, MS, baseada nos métodos de Dixon. Foram correlacionados os resultados obtidos com os valores laboratoriais e componentes da síndrome metabólica. Resultados: Dos 70 exames incluídos no estudo, 50% da amostra (35 doentes) apresentaram valores de fração de gordura hepática superiores a 5%. Dos 35 doentes com esteatose hepática, 20 apresentaram esteatose leve (de 5% a 15%), 13 apresentaram esteatose moderada (de 15% a 30%) e 2 deles esteatose grave (>30%). Os doentes do sexo masculino apresentaram médias de fração de gordura hepática superiores às apresentadas pelo sexo feminino. Dos doentes com NAFLD, 89% apresentaram, no mínimo, um dos seguintes fatores de risco: hiperglicemia em jejum, DAS aumentado, ou dislipidemia. Os valores de correlação das diferentes variáveis com a esteatose hepática que se revelaram estatisticamente significativos, com valores de correlação moderados e positivos, foram os dos triglicéridos (ρS=0,526; p=0,01), a glicose, (ρS=0,307; p=0,05), bem como o Diâmetro Abdominal Sagital com (ρS=0,565; p=0,01). A correlação da enzima ALT com a esteatose hepática foi fraca, ρS=0,269, porém com significância estatística (p=0,05). A percentagem FF do segmento V/VIII e a %FF da média dos 3 segmentos hepáticos apresentaram uma correlação positiva forte, sendo esta a correlação mais elevada, de entre os 3 segmentos, com ρS=0,950.