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Átrios da imagem: cinema e pensamento

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo ocupa-se dos átrios da imagem enquanto figura estética do pensamento e da arte, centrando-nos sobretudo na imagem fílmica, mas apresentando figuras da literatura e da pintura. Os átrios, zona de passagem ou espaço intermédio, são o lugar no qual emerge a imagem enquanto forma viva ou gesto, melhor será chamar-lhe processo ou imagem em transe. Ela não é determinável em qualquer plano conceptual ou linguístico, escapando ao conceito, como a imagem flutuante de Kant, na formação do juízo estético. Produz, nas suas emergências e ressurgências, o desmoronamento da percepção do sujeito e dos sistemas de signos codificados, suspendendo o fluxo das significações estanques e rompendo como pura intensidade. A imagem nos átrios resiste a fixar-se e a fechar-se, procurando libertar-se, descondicionar-se, abrir-se a um plano de imanência que estará sempre entre estados, entre fenómenos, entre pessoas, entre palavras e imagens. O processo dinâmico da imagem será apresentado em três capítulos: Dramas originários, Potências do falso e Experimentação, tendo como referência um contexto conceptual que consideramos como fulcral à compreensão e desenvolvimento dos conceitos de Imagem- Dialéctica de Walter Benjamin e de Imagem-Cristal de Gilles Deleuze. Procurar-se-á a emergência desta imagem em três filmes, que serão analisados enquanto formas de resistência poéticas e criadoras de novas formas de vida: Pedro, o louco (Jean-Luc Godard, 1965) Eu, um Negro (Jean Rouch, 1958) e Rostos (John Cassavetes, 1968).
Autores principais:Mendes, Marta Filipe de Matos Ribeiro
Assunto:Imagem-cristal Cinema Imagem-dialéctica Átrios da imagem Imanência Atriums of the image Dialectical-image Crystal-image Immanence
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo ocupa-se dos átrios da imagem enquanto figura estética do pensamento e da arte, centrando-nos sobretudo na imagem fílmica, mas apresentando figuras da literatura e da pintura. Os átrios, zona de passagem ou espaço intermédio, são o lugar no qual emerge a imagem enquanto forma viva ou gesto, melhor será chamar-lhe processo ou imagem em transe. Ela não é determinável em qualquer plano conceptual ou linguístico, escapando ao conceito, como a imagem flutuante de Kant, na formação do juízo estético. Produz, nas suas emergências e ressurgências, o desmoronamento da percepção do sujeito e dos sistemas de signos codificados, suspendendo o fluxo das significações estanques e rompendo como pura intensidade. A imagem nos átrios resiste a fixar-se e a fechar-se, procurando libertar-se, descondicionar-se, abrir-se a um plano de imanência que estará sempre entre estados, entre fenómenos, entre pessoas, entre palavras e imagens. O processo dinâmico da imagem será apresentado em três capítulos: Dramas originários, Potências do falso e Experimentação, tendo como referência um contexto conceptual que consideramos como fulcral à compreensão e desenvolvimento dos conceitos de Imagem- Dialéctica de Walter Benjamin e de Imagem-Cristal de Gilles Deleuze. Procurar-se-á a emergência desta imagem em três filmes, que serão analisados enquanto formas de resistência poéticas e criadoras de novas formas de vida: Pedro, o louco (Jean-Luc Godard, 1965) Eu, um Negro (Jean Rouch, 1958) e Rostos (John Cassavetes, 1968).