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Divididos: um espectáculo de teatro na paisagem das Comédias do Minho: de corpo na terra, perto do céu

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente relatório expõe a minha experiência de estágio no projecto Comédias do Minho, enquanto observadora-participante, realizado no âmbito do mestrado em Teatro, especialização em Artes Performativas, da Escola Superior de Teatro e Cinema. As Comédias do Minho são uma associação que visa a intervenção artística no interior rural português. Trata-se de um projecto de criação teatral em cinco municípios do Alto Minho: Paredes de Coura, Melgaço, Monção, Vila nova de Cerveira e Valença. Um projecto de descentralização artística não popular em meio rural, que procura formar novos públicos, através da acção pedagógica e comunitária e da sensibilização à criação artística contemporânea. O presente estágio teve como principal objectivo a integração do elenco do espectáculo de teatro na paisagem Divididos, a partir da tragédia de Rei Lear, de William Shakespeare. Um espectáculo dirigido por Lee Beagley, um encenador reconhecido pela criação teatral em espaços não convencionais. As muralhas, as serras ou as margens do rio foram algumas das casas de Lear. Este relatório apresenta as questões levantadas durante o processo de composição da minha personagem, Cordélia, filha mais nova de Lear, bem como as impressões da paisagem musical de Divididos, na qual participei como actriz/cantora. Em síntese, apresenta o relato da minha viagem de aproximadamente quatro meses para o Alto Minho. Uma experiência de mobilidade onde construí o universo de Cordélia, a partir da estética e sensibilidade do encenador Lee Beagley e da relação com cada lugar da paisagem minhota. Uma experiência que partiu de um projecto em constante mutação, por todos as relações criadas entre artistas convidados que chegam e partem (tal como eu) e que debruçam o seu olhar nas especificidades da região. Uma viagem de trocas de património cultural entre os profissionais e o seu público, ou seja, a população residente nos lugares do Vale do Minho.
Autores principais:Crespo, Tânia de Campos Lopes Cardoso
Assunto:Comédias do Minho Rei Lear Paisagem Cordélia Lee Beagley King Lear Landscape
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente relatório expõe a minha experiência de estágio no projecto Comédias do Minho, enquanto observadora-participante, realizado no âmbito do mestrado em Teatro, especialização em Artes Performativas, da Escola Superior de Teatro e Cinema. As Comédias do Minho são uma associação que visa a intervenção artística no interior rural português. Trata-se de um projecto de criação teatral em cinco municípios do Alto Minho: Paredes de Coura, Melgaço, Monção, Vila nova de Cerveira e Valença. Um projecto de descentralização artística não popular em meio rural, que procura formar novos públicos, através da acção pedagógica e comunitária e da sensibilização à criação artística contemporânea. O presente estágio teve como principal objectivo a integração do elenco do espectáculo de teatro na paisagem Divididos, a partir da tragédia de Rei Lear, de William Shakespeare. Um espectáculo dirigido por Lee Beagley, um encenador reconhecido pela criação teatral em espaços não convencionais. As muralhas, as serras ou as margens do rio foram algumas das casas de Lear. Este relatório apresenta as questões levantadas durante o processo de composição da minha personagem, Cordélia, filha mais nova de Lear, bem como as impressões da paisagem musical de Divididos, na qual participei como actriz/cantora. Em síntese, apresenta o relato da minha viagem de aproximadamente quatro meses para o Alto Minho. Uma experiência de mobilidade onde construí o universo de Cordélia, a partir da estética e sensibilidade do encenador Lee Beagley e da relação com cada lugar da paisagem minhota. Uma experiência que partiu de um projecto em constante mutação, por todos as relações criadas entre artistas convidados que chegam e partem (tal como eu) e que debruçam o seu olhar nas especificidades da região. Uma viagem de trocas de património cultural entre os profissionais e o seu público, ou seja, a população residente nos lugares do Vale do Minho.