Publicação
Óbidos, vila literária: inovação nas indústrias criativas?
| Resumo: | A vila de Óbidos foi reconhecida, em 2015, como cidade criativa na área da literatura, passando a integrar a Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO. A atribuição do título depende do cumprimento de uma série de critérios que as regiões têm de integrar. Além de Óbidos, a UNESCO atribuiu o mesmo título no mesmo ano a outras cidades europeias, nomeadamente Barcelona, Nottingham, Ljubljana, Tartu e Lviv. O presente artigo pretende realizar um estudo de caso à oferta cultural e artística, bem como ao legado cultural e literário que as diferentes cidades apresentam para podermos indagar sobre a inovação das propostas. O estudo pretende avaliar em que medida Óbidos, comparada com outras cidades com o mesmo título, é criativa. Sabendo que o conceito de cidade criativa (Landry & Bianchini, 1995) resulta da emergência das novas tecnologias e de um novo tipo de economia assente na criatividade e inovação e que a criatividade implica retirar valor económico ou social do trabalho ou talento criativos, pretende-se averiguar em que medida os processos gerados deram origem a novas ideias (criatividade) e quais os processos que deram origem à sua implementação (inovação). Estando a inovação nas indústrias criativas associada ao produto, ao processo, ao posicionamento, à inovação paradigmática e social (Storsul & Krumsvik, 2013), conclui-se que, em Óbidos, as iniciativas de empreendedorismo estão mais centradas nos turistas que ocasionalmente visitam a vila e nas oportunidades de negócio que aí se geram. Novos espaços inovadores e criativos foram criados, promovendo a literatura e acrescentando valor e qualidade ao espaço urbano. Desta intervenção urbana resultou a atração de indivíduos que dinamizaram novos hábitos de estar e agir perante a vila. |
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| Autores principais: | Centeno, Maria João |
| Assunto: | Cidades criativas Inovação Empreendedorismo Creative cities Innovation Entrepreneurship |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | A vila de Óbidos foi reconhecida, em 2015, como cidade criativa na área da literatura, passando a integrar a Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO. A atribuição do título depende do cumprimento de uma série de critérios que as regiões têm de integrar. Além de Óbidos, a UNESCO atribuiu o mesmo título no mesmo ano a outras cidades europeias, nomeadamente Barcelona, Nottingham, Ljubljana, Tartu e Lviv. O presente artigo pretende realizar um estudo de caso à oferta cultural e artística, bem como ao legado cultural e literário que as diferentes cidades apresentam para podermos indagar sobre a inovação das propostas. O estudo pretende avaliar em que medida Óbidos, comparada com outras cidades com o mesmo título, é criativa. Sabendo que o conceito de cidade criativa (Landry & Bianchini, 1995) resulta da emergência das novas tecnologias e de um novo tipo de economia assente na criatividade e inovação e que a criatividade implica retirar valor económico ou social do trabalho ou talento criativos, pretende-se averiguar em que medida os processos gerados deram origem a novas ideias (criatividade) e quais os processos que deram origem à sua implementação (inovação). Estando a inovação nas indústrias criativas associada ao produto, ao processo, ao posicionamento, à inovação paradigmática e social (Storsul & Krumsvik, 2013), conclui-se que, em Óbidos, as iniciativas de empreendedorismo estão mais centradas nos turistas que ocasionalmente visitam a vila e nas oportunidades de negócio que aí se geram. Novos espaços inovadores e criativos foram criados, promovendo a literatura e acrescentando valor e qualidade ao espaço urbano. Desta intervenção urbana resultou a atração de indivíduos que dinamizaram novos hábitos de estar e agir perante a vila. |
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