Publicação
Crononutrição e padrão de sono em profissionais de saúde com trabalho por turnos
| Resumo: | Introdução – Ao longo dos anos, os organismos evoluíram biologicamente, desenvolvendo ritmos circadianos. Os profissionais de saúde operam frequentemente em turnos noturnos, estando expostos à luz artificial, trabalhando e alimentando-se no período circadiano noturno, o que aumenta o risco de desalinhamento circadiano. Objetivos – Esta revisão narrativa tem como objetivos aferir o impacto do trabalho por turnos na alimentação, qualidade do sono e atividade física e identificar estratégias alimentares para promover a adaptação circadiana. Métodos – A pesquisa bibliográfica de suporte foi realizada recorrendo às bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science. Resultados – Os trabalhadores por turnos têm padrões de sono de baixa qualidade, ingerem alimentos durante a noite e têm pouca disponibilidade para praticar exercício físico. A manipulação de fatores que favorecem a adaptação circadiana ao trabalho por turnos, como a alimentação, torna-se essencial. O jejum noturno, a ingestão de pequenas e múltiplas refeições durante o turno noturno e a inclusão de proteína nas refeições durante e pós-turno parecem ser potenciais estratégias com benefícios. No âmbito desta temática apresenta-se o protocolo do estudo CRO-NutS, financiado pelo Instituto Politécnico de Lisboa (IPL/IDI&CA2024/CRO-NutS_ESTeSL), que tem como objetivos relacionar o cronotipo e o padrão alimentar e de sono, o estado nutricional, o balanço energético e a atividade física em profissionais de saúde que trabalham por turnos, desenvolver estratégias nutricionais e para redução dos riscos da exposição à luz artificial e promoção de um padrão de sono mais reparador. Conclusão – As alterações do ritmo circadiano são potenciais causas do aumento de riscos para a saúde associado ao trabalho por turnos. Apesar de existirem várias recomendações nutricionais para estes trabalhadores, estas ainda não refletem a evidência científica mais recente, tornando-se imperativo aprofundar e consolidar a evidência atual para que seja incluída nas recomendações alimentares. |
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| Autores principais: | Pinto, Ana Beatriz |
| Outros Autores: | Santos, Zélia; Pitta-Grós, Mónica; Barrigas, Carlos; Mendes, Lino; Ginete, Catarina; Belo, Joana; Silva, Ana Lúcia; Camacho, Pedro; Pereira, Bruno; Nunes, Patrícia Almeida; Moreira, Ana Catarina |
| Assunto: | Alimentação Atividade física Crononutrição Desalinhamento circadiano Sono Turno noturno Chrononutrition Circadian misalignment Night shift Nutrition Physical activity Sleep IPL/IDI&CA2024/CRO-NutS_ESTeSL |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | Introdução – Ao longo dos anos, os organismos evoluíram biologicamente, desenvolvendo ritmos circadianos. Os profissionais de saúde operam frequentemente em turnos noturnos, estando expostos à luz artificial, trabalhando e alimentando-se no período circadiano noturno, o que aumenta o risco de desalinhamento circadiano. Objetivos – Esta revisão narrativa tem como objetivos aferir o impacto do trabalho por turnos na alimentação, qualidade do sono e atividade física e identificar estratégias alimentares para promover a adaptação circadiana. Métodos – A pesquisa bibliográfica de suporte foi realizada recorrendo às bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science. Resultados – Os trabalhadores por turnos têm padrões de sono de baixa qualidade, ingerem alimentos durante a noite e têm pouca disponibilidade para praticar exercício físico. A manipulação de fatores que favorecem a adaptação circadiana ao trabalho por turnos, como a alimentação, torna-se essencial. O jejum noturno, a ingestão de pequenas e múltiplas refeições durante o turno noturno e a inclusão de proteína nas refeições durante e pós-turno parecem ser potenciais estratégias com benefícios. No âmbito desta temática apresenta-se o protocolo do estudo CRO-NutS, financiado pelo Instituto Politécnico de Lisboa (IPL/IDI&CA2024/CRO-NutS_ESTeSL), que tem como objetivos relacionar o cronotipo e o padrão alimentar e de sono, o estado nutricional, o balanço energético e a atividade física em profissionais de saúde que trabalham por turnos, desenvolver estratégias nutricionais e para redução dos riscos da exposição à luz artificial e promoção de um padrão de sono mais reparador. Conclusão – As alterações do ritmo circadiano são potenciais causas do aumento de riscos para a saúde associado ao trabalho por turnos. Apesar de existirem várias recomendações nutricionais para estes trabalhadores, estas ainda não refletem a evidência científica mais recente, tornando-se imperativo aprofundar e consolidar a evidência atual para que seja incluída nas recomendações alimentares. |
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