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Análise custo-efetividade da angioplastia pulmonar versus terapêutica vasodilatadora pulmonar em doentes diagnosticados com hipertensão pulmonar tromboembólica crónica

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Resumo:A hipertensão pulmonar tromboembólica crónica (HPTEC) é uma doença crónica e progressiva, que limita significativamente a vida dos doentes. A estratégia terapêutica para os doentes diagnosticados com HPTEC inoperável ou persistente/recorrente pós cirurgia, passa pela angioplastia pulmonar de balão (BPA) e/ou terapêutica vasodilatadora pulmonar (TVP). Sabendo que o critério de eficiência económica deve estar presente, mas que os custos devem ser ajustados à efetividade, este trabalho foi estruturado em dois artigos. O primeiro é uma revisão sistemática dedicada à efetividade, intitulado “Angioplastia pulmonar por balão e riociguat no manejo da hipertensão pulmonar tromboembólica crónica: uma revisão sistemática”, que concluiu que a BPA concomitantemente com o riociguat aparenta ser mais efetiva do que a monoterapia, não estando associada a eventos adversos major. O segundo artigo, um estudo de avaliação económica, intitulado “Análise Custo-efetividade da Angioplastia Pulmonar sob Terapêutica Vasodilatadora Pulmonar versus Terapêutica Vasodilatadora Pulmonar isolada em doentes diagnosticados com Hipertensão Pulmonar Tromboembólica Crónica”, foi conduzido como uma coorte retrospetiva em um único centro. Este estudo demonstrou que a BPA sob TVP é mais custo-efetiva em comparação com a TVP isolada na maioria dos indicadores de efetividade avaliados. Concluiu-se que a adoção da terapêutica combinada resulta em uma redução de custos de 8860€±32€ por doente/ano. Este estudo sugere que, de acordo com a evidência demonstrada, a estratégia terapêutica que envolva a BPA sob TVP deverá ser a primeira opção para estes doentes, pois não só demonstrou ser mais efetiva em termos de resultados clínicos, como menos dispendiosa face à alternativa.
Autores principais:Araújo, Patrícia Camões de
Assunto:Hipertensão pulmonar tromboembólica crónica Angioplastia pulmonar por balão Terapêutica vasodilatadora pulmonar Análise custo-efetividade Chronic thromboembolic pulmonary hypertension Balloon pulmonary angioplasty Pulmonary vasodilator therapy Cost-effectiveness analysis MGATS
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:A hipertensão pulmonar tromboembólica crónica (HPTEC) é uma doença crónica e progressiva, que limita significativamente a vida dos doentes. A estratégia terapêutica para os doentes diagnosticados com HPTEC inoperável ou persistente/recorrente pós cirurgia, passa pela angioplastia pulmonar de balão (BPA) e/ou terapêutica vasodilatadora pulmonar (TVP). Sabendo que o critério de eficiência económica deve estar presente, mas que os custos devem ser ajustados à efetividade, este trabalho foi estruturado em dois artigos. O primeiro é uma revisão sistemática dedicada à efetividade, intitulado “Angioplastia pulmonar por balão e riociguat no manejo da hipertensão pulmonar tromboembólica crónica: uma revisão sistemática”, que concluiu que a BPA concomitantemente com o riociguat aparenta ser mais efetiva do que a monoterapia, não estando associada a eventos adversos major. O segundo artigo, um estudo de avaliação económica, intitulado “Análise Custo-efetividade da Angioplastia Pulmonar sob Terapêutica Vasodilatadora Pulmonar versus Terapêutica Vasodilatadora Pulmonar isolada em doentes diagnosticados com Hipertensão Pulmonar Tromboembólica Crónica”, foi conduzido como uma coorte retrospetiva em um único centro. Este estudo demonstrou que a BPA sob TVP é mais custo-efetiva em comparação com a TVP isolada na maioria dos indicadores de efetividade avaliados. Concluiu-se que a adoção da terapêutica combinada resulta em uma redução de custos de 8860€±32€ por doente/ano. Este estudo sugere que, de acordo com a evidência demonstrada, a estratégia terapêutica que envolva a BPA sob TVP deverá ser a primeira opção para estes doentes, pois não só demonstrou ser mais efetiva em termos de resultados clínicos, como menos dispendiosa face à alternativa.