Publicação
Contido: processo de criação coreográfica
| Resumo: | A presente redação surge no âmbito do projeto Contido, uma criação coreográfica desenvolvida para o Programa Coreógrafos Emergentes da Companhia de Dança de Almada. Este projeto propôs-me refletir sobre a forma como as delimitações assumidas — tanto no corpo como no processo — podem constituir um motor de descoberta e transformação artística. O ponto de partida foi a vontade de compreender como a restrição pode gerar movimento, relação e sentido, em vez de asfixiar a criação. Assim, o meu interesse centra-se na experiência de existência das intérpretes, na forma como as restrições direcionam a sua expressividade e como a curiosidade, tanto minha como delas, se torna elemento essencial para a construção de uma presença viva e consciente em cena. Esta redação organiza-se em cinco capítulos principais: Enquadramento Geral – apresento o contexto do projeto, o seu enquadramento institucional e profissional, bem como aspetos do meu percurso que justificam as motivações e objetivos desta criação; O Processo de Criação de Contido – exploro o desenvolvimento da obra, os métodos utilizados e as dinâmicas de trabalho que deram origem aos materiais coreográficos; A Análise Coreográfica de Contido – examino a estrutura final e as decisões dramatúrgicas que orientaram a composição; Outros Elementos do Espetáculo – descrevo a integração da música, figurinos e iluminação, analisando a sua relação com o movimento e o conceito da obra; Conclusão – apresento observações, aprendizagens e questionamentos que emergiram ao longo da criação, apontando possíveis desdobramentos para a minha prática artística. Como reflexão inicial, destaco que este processo evidenciou a curiosidade como condição essencial para o trabalho interpretativo e a limitação como espaço fértil de criação, confirmando que a restrição pode ser, paradoxalmente, um caminho para a liberdade artística. |
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| Autores principais: | Marmelada, Hugo |
| Assunto: | Coreografia Dança contemporânea Processo de criação Improvisação Presença Choreography Contemporary dance Creation process Improvisation Presence |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | A presente redação surge no âmbito do projeto Contido, uma criação coreográfica desenvolvida para o Programa Coreógrafos Emergentes da Companhia de Dança de Almada. Este projeto propôs-me refletir sobre a forma como as delimitações assumidas — tanto no corpo como no processo — podem constituir um motor de descoberta e transformação artística. O ponto de partida foi a vontade de compreender como a restrição pode gerar movimento, relação e sentido, em vez de asfixiar a criação. Assim, o meu interesse centra-se na experiência de existência das intérpretes, na forma como as restrições direcionam a sua expressividade e como a curiosidade, tanto minha como delas, se torna elemento essencial para a construção de uma presença viva e consciente em cena. Esta redação organiza-se em cinco capítulos principais: Enquadramento Geral – apresento o contexto do projeto, o seu enquadramento institucional e profissional, bem como aspetos do meu percurso que justificam as motivações e objetivos desta criação; O Processo de Criação de Contido – exploro o desenvolvimento da obra, os métodos utilizados e as dinâmicas de trabalho que deram origem aos materiais coreográficos; A Análise Coreográfica de Contido – examino a estrutura final e as decisões dramatúrgicas que orientaram a composição; Outros Elementos do Espetáculo – descrevo a integração da música, figurinos e iluminação, analisando a sua relação com o movimento e o conceito da obra; Conclusão – apresento observações, aprendizagens e questionamentos que emergiram ao longo da criação, apontando possíveis desdobramentos para a minha prática artística. Como reflexão inicial, destaco que este processo evidenciou a curiosidade como condição essencial para o trabalho interpretativo e a limitação como espaço fértil de criação, confirmando que a restrição pode ser, paradoxalmente, um caminho para a liberdade artística. |
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