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O papel da informação na representação ficcional do jornalismo: o caso Teorias da Conspiração

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação analisa a representação do jornalismo e dos jornalistas nas narrativas ficcionais televisivas a partir da série portuguesa Teorias da Conspiração. Esta obra foi inspirada no livro Jogos de Poder, onde o jornalista Paulo Pena relata a sua investigação sobre os bastidores da crise da banca que assolou Portugal a partir de 2011. Através deste caso prático, interrogou-se o lugar da narrativa jornalística na história de ficção e a forma como a informação desempenha o papel central no enredo. Para responder a estas questões, fez-se uma análise de conteúdo qualitativa aos guiões e episódios, cuja leitura foi confrontada com entrevistas realizadas aos autores da série, Paulo Pena e Artur Ribeiro. Concluiu-se que o universo heterogéneo de personagens surge polarizado em dois grupos distintos, através da categorização do uso e valorização atribuída à informação, destacando-se uma fação da ocultação por oposição a uma fação da denúncia. Este fator distingue igualmente as personagens do universo do jornalismo, nomeadamente jornalistas, editores, diretores e assessores presentes na história, numa dualidade, ora como heróis, ora como vilões. Da categorização produzida ressaltam também territorializações na narrativa, que contextualizam a conspiração, mas também a denúncia, o confronto e a pedagogia, estes últimos associados à ação dos jornalistas.
Autores principais:Esteves, Vera Lúcia de Sousa
Assunto:Jornalismo Informação Narrativa Ficção Personagem Journalism Information Narrative Fiction Character
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta dissertação analisa a representação do jornalismo e dos jornalistas nas narrativas ficcionais televisivas a partir da série portuguesa Teorias da Conspiração. Esta obra foi inspirada no livro Jogos de Poder, onde o jornalista Paulo Pena relata a sua investigação sobre os bastidores da crise da banca que assolou Portugal a partir de 2011. Através deste caso prático, interrogou-se o lugar da narrativa jornalística na história de ficção e a forma como a informação desempenha o papel central no enredo. Para responder a estas questões, fez-se uma análise de conteúdo qualitativa aos guiões e episódios, cuja leitura foi confrontada com entrevistas realizadas aos autores da série, Paulo Pena e Artur Ribeiro. Concluiu-se que o universo heterogéneo de personagens surge polarizado em dois grupos distintos, através da categorização do uso e valorização atribuída à informação, destacando-se uma fação da ocultação por oposição a uma fação da denúncia. Este fator distingue igualmente as personagens do universo do jornalismo, nomeadamente jornalistas, editores, diretores e assessores presentes na história, numa dualidade, ora como heróis, ora como vilões. Da categorização produzida ressaltam também territorializações na narrativa, que contextualizam a conspiração, mas também a denúncia, o confronto e a pedagogia, estes últimos associados à ação dos jornalistas.