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Mário Mesquita: a importância da palavra. Jornalismo e censura no final da Ditadura

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A morte política de António de Oliveira Salazar e a consequente sucessão de Marcelo Caetano foram um bom augúrio para os portugueses. A Primavera Marcelista trouxe uma esperança a um país debilitado e pouco desenvolvido que, desde 1926, vivia sob uma ditadura. Contudo, a tímida abertura foi ineficaz e insuficiente para solucionar os graves problemas que assolavam o país, nomeadamente o da guerra colonial que se arrastava desde 1961. Brilhante académico e líder da ala reformista do regime nos anos 50, Caetano optou pela evolução na continuidade num regime já desgastado. Ao novo Presidente do Conselho faltou a capacidade de avaliar a realidade nacional e a coragem para proceder a reformas profundas, nomeadamente no que diz respeito aos meios de comunicação social. A expectativa de mudança através da criação da nova lei de imprensa saiu gorada e a imprensa manteve-se dependente do regime. A censura não apenas persistiu como aperfeiçoou os métodos. A presente dissertação tem como principal objetivo promover uma reflexão sobre a censura à imprensa nos anos finais da ditadura portuguesa, através de um estudo de caso: os artigos escritos por Mário Mesquita para o jornal República, no período de 1971 a 1974. Propomo-nos, através de um corpus de 15 provas de censura, analisar a atuação da máquina censória, os seus critérios e a escrita como arma na fuga à malha apertada da censura. A par da caracterização das práticas censórias no período Marcelista, este estudo lança também pistas para uma reflexão sobre a correlação entre a imprensa e a política.
Autores principais:Castanheira, Maria Constança Nogueira Borrego e Jesus
Assunto:Censura Estado Novo Caetano, Marcelo (1906-1980) Jornalismo Mesquita, Mário António da Mota (1950-2022) Censorship Journalism
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:A morte política de António de Oliveira Salazar e a consequente sucessão de Marcelo Caetano foram um bom augúrio para os portugueses. A Primavera Marcelista trouxe uma esperança a um país debilitado e pouco desenvolvido que, desde 1926, vivia sob uma ditadura. Contudo, a tímida abertura foi ineficaz e insuficiente para solucionar os graves problemas que assolavam o país, nomeadamente o da guerra colonial que se arrastava desde 1961. Brilhante académico e líder da ala reformista do regime nos anos 50, Caetano optou pela evolução na continuidade num regime já desgastado. Ao novo Presidente do Conselho faltou a capacidade de avaliar a realidade nacional e a coragem para proceder a reformas profundas, nomeadamente no que diz respeito aos meios de comunicação social. A expectativa de mudança através da criação da nova lei de imprensa saiu gorada e a imprensa manteve-se dependente do regime. A censura não apenas persistiu como aperfeiçoou os métodos. A presente dissertação tem como principal objetivo promover uma reflexão sobre a censura à imprensa nos anos finais da ditadura portuguesa, através de um estudo de caso: os artigos escritos por Mário Mesquita para o jornal República, no período de 1971 a 1974. Propomo-nos, através de um corpus de 15 provas de censura, analisar a atuação da máquina censória, os seus critérios e a escrita como arma na fuga à malha apertada da censura. A par da caracterização das práticas censórias no período Marcelista, este estudo lança também pistas para uma reflexão sobre a correlação entre a imprensa e a política.