Publicação
Nível de conhecimento das mulheres de Ribeira Grande de Santiago acerca do pavimento pélvico e as suas disfunções
| Resumo: | Introdução: A baixa literacia feminina sobre questões relacionadas com o pavimento pélvico, compromete a capacidade das mulheres procurarem os cuidados de saúde adequados e compromete a sua qualidade de vida. Objetivos: verificar qual o nível de conhecimento das mulheres de Ribeira Grande de Santiago acerca do pavimento pélvico e as suas disfunções. Como objetivo específico pretende-se caraterizar a prevalência de disfunções do pavimento pélvico nestas mulheres e avaliar o impacto das disfunções na sua qualidade de vida. Métodos: Estudo descritivo, quantitativo e transversal em mulheres de Ribeira Grande de Santiago, Cabo Verde. Para coleta dos dados foram utilizados dois instrumentos o questionário de consciencialização e compreensão do pavimento pélvico em mulheres portuguesas e o questionário ICIQ-SF. Resultados: A amostra foi constituída por 158 mulheres, sendo 70,3%, responderam que nunca ouviram falar do pavimento pélvico. Relativamente às disfunções, 11,4% das mulheres referem perda involuntária de urina, nenhuma referiu perda involuntária de fezes, 17,1% tiveram perda involuntária de gases, 13,3% tiveram a sensação de peso/bola na vagina ou ânus ou sensação de vagina descaída e 17,7% referem dor na vagina, vulva e ânus. No que se refere a pergunta se procurou tratamento ou falou com alguém para pedir ajuda, 27 das inquiridas relataram que sim, onde 23 referiram que falaram com médicos, 3 com ginecologistas e somente 1 com o parceiro. Nenhuma das inquiridas referiram que procuraram/falaram com um fisioterapeuta. No que concerne ao questionário ICIQ-SF, constatou-se que 33,3% das mulheres com Incontinência Urinária tiveram um impacto moderado na sua qualidade de vida. Conclusão: As mulheres de Ribeira Grande de Santiago apresentam um baixo nível de conhecimento acerca do pavimento pélvico e as suas disfunções. A prevalência de disfunções nestas mulheres é baixa, mais com um impacto moderado na qualidade de vida das mulheres incontinentes. |
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| Autores principais: | Rosa, Celina Rosária de Jesus Gomes da |
| Assunto: | Fisioterapia Medicina de reabilitação Pavimento pélvico Disfunções do pavimento pélvico Literacia em saúde Physiotherapy Rehabilitation Pelvic floor Pelvic floor dysfunctions Health literacy Cabo Verde Cape Verde Ilha de Santiago |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A baixa literacia feminina sobre questões relacionadas com o pavimento pélvico, compromete a capacidade das mulheres procurarem os cuidados de saúde adequados e compromete a sua qualidade de vida. Objetivos: verificar qual o nível de conhecimento das mulheres de Ribeira Grande de Santiago acerca do pavimento pélvico e as suas disfunções. Como objetivo específico pretende-se caraterizar a prevalência de disfunções do pavimento pélvico nestas mulheres e avaliar o impacto das disfunções na sua qualidade de vida. Métodos: Estudo descritivo, quantitativo e transversal em mulheres de Ribeira Grande de Santiago, Cabo Verde. Para coleta dos dados foram utilizados dois instrumentos o questionário de consciencialização e compreensão do pavimento pélvico em mulheres portuguesas e o questionário ICIQ-SF. Resultados: A amostra foi constituída por 158 mulheres, sendo 70,3%, responderam que nunca ouviram falar do pavimento pélvico. Relativamente às disfunções, 11,4% das mulheres referem perda involuntária de urina, nenhuma referiu perda involuntária de fezes, 17,1% tiveram perda involuntária de gases, 13,3% tiveram a sensação de peso/bola na vagina ou ânus ou sensação de vagina descaída e 17,7% referem dor na vagina, vulva e ânus. No que se refere a pergunta se procurou tratamento ou falou com alguém para pedir ajuda, 27 das inquiridas relataram que sim, onde 23 referiram que falaram com médicos, 3 com ginecologistas e somente 1 com o parceiro. Nenhuma das inquiridas referiram que procuraram/falaram com um fisioterapeuta. No que concerne ao questionário ICIQ-SF, constatou-se que 33,3% das mulheres com Incontinência Urinária tiveram um impacto moderado na sua qualidade de vida. Conclusão: As mulheres de Ribeira Grande de Santiago apresentam um baixo nível de conhecimento acerca do pavimento pélvico e as suas disfunções. A prevalência de disfunções nestas mulheres é baixa, mais com um impacto moderado na qualidade de vida das mulheres incontinentes. |
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