Publicação
O risco de (não) correr riscos: Envolvimento das crianças com o risco no espaço exterior: Conceções e práticas numa sala de Jardim de Infância
| Resumo: | O presente relatório surge no âmbito da unidade curricular Prática Profissional Supervisionada II, incluída no currículo do Curso de Mestrado em Educação Pré-Escolar da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Lisboa, e tem como finalidade apresentar, de forma crítica e reflexiva, o processo de intervenção desenvolvido em contexto de Jardim de Infância, durante um período de quatro meses, com um grupo constituído por 24 crianças com três anos de idade. Apresenta ainda a investigação de natureza qualitativa realizada na modalidade de estudo de caso, que surgiu de um processo reflexivo sobre a minha própria intervenção em situações de envolvimento das crianças com o risco no espaço exterior. Neste sentido procurei compreender quais as conceções da educadora cooperante e das crianças relativamente ao risco no espaço exterior e de que forma a ualidade deste espaço e a ação do/a adulto/a influencia o envolvimento das crianças com o risco. A recolha de dados envolveu diferentes técnicas e instrumentos, nomeadamente a observação direta e indireta, registos escritos, registos fotográficos, entrevistas semiestruturadas e o instrumento “The Children’s Physical Environments Rating Scale”, tendo recorrido à análise de conteúdo para analisar os dados recolhidos. Com o presente estudo depreende-se que o envolvimento das crianças com o risco tem um papel essencial no seu desenvolvimento e aprendizagens, destacando-se o papel do/a adulto/a e a qualidade do espaço como aspetos fulcrais, na medida em que podem condicionar ou promover esse envolvimento. Evidenciam-se ainda algumas preocupações por parte dos/as adultos/as que interferem no comportamento das crianças, servindo o presente estudo também como incentivo à reflexão sobre o risco de não permitirmos que as crianças corram riscos. No presente relatório é referido, ainda, o impacto que a formação inicial e todo o percurso de PPS (desenvolvido em contexto de creche e jardim de infância) tiveram na construção da minha identidade profissional. |
|---|---|
| Autores principais: | Alves, Alexandra da Luz Maio Bettencourt |
| Assunto: | Risco Espaço exterior Papel do/a adulto/a Desenvolvimento Prática profissional supervisionada Risk Outdoor space Role of the adult Development Supervised professional practice |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | O presente relatório surge no âmbito da unidade curricular Prática Profissional Supervisionada II, incluída no currículo do Curso de Mestrado em Educação Pré-Escolar da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Lisboa, e tem como finalidade apresentar, de forma crítica e reflexiva, o processo de intervenção desenvolvido em contexto de Jardim de Infância, durante um período de quatro meses, com um grupo constituído por 24 crianças com três anos de idade. Apresenta ainda a investigação de natureza qualitativa realizada na modalidade de estudo de caso, que surgiu de um processo reflexivo sobre a minha própria intervenção em situações de envolvimento das crianças com o risco no espaço exterior. Neste sentido procurei compreender quais as conceções da educadora cooperante e das crianças relativamente ao risco no espaço exterior e de que forma a ualidade deste espaço e a ação do/a adulto/a influencia o envolvimento das crianças com o risco. A recolha de dados envolveu diferentes técnicas e instrumentos, nomeadamente a observação direta e indireta, registos escritos, registos fotográficos, entrevistas semiestruturadas e o instrumento “The Children’s Physical Environments Rating Scale”, tendo recorrido à análise de conteúdo para analisar os dados recolhidos. Com o presente estudo depreende-se que o envolvimento das crianças com o risco tem um papel essencial no seu desenvolvimento e aprendizagens, destacando-se o papel do/a adulto/a e a qualidade do espaço como aspetos fulcrais, na medida em que podem condicionar ou promover esse envolvimento. Evidenciam-se ainda algumas preocupações por parte dos/as adultos/as que interferem no comportamento das crianças, servindo o presente estudo também como incentivo à reflexão sobre o risco de não permitirmos que as crianças corram riscos. No presente relatório é referido, ainda, o impacto que a formação inicial e todo o percurso de PPS (desenvolvido em contexto de creche e jardim de infância) tiveram na construção da minha identidade profissional. |
|---|