Publicação
Prevalência de incontinência urinária em mulheres do concelho de Seia e o seu impacto na qualidade de vida
| Resumo: | Introdução: A Organização Mundial de Saúde identificou a incontinência urinária (IU) como uma das prioridades em saúde que tem impacto na qualidade de vida (QdV) das pessoas porque afeta diferentes aspetos da vida e conduz a uma série de consequências psicológicas, sociais e físicas. Objetivos: Identificar a prevalência de IU em mulheres no concelho de Seia e avaliar o impacto da IU na qualidade de vida dessas mulheres. Metodologia: Estudo do tipo observacional descritivo e de características analíticas, com uma amostra de conveniência de entre a população feminina do concelho de Seia (n=416), com uma subamostra das mulheres incontinentes (n=117). Foram utilizados um questionário e o instrumento de medida Contilife®. A análise inferencial foi realizada pelo teste Qui-Quadrado, teste t de Student e medida de Likelihood Ratio (LR). A consistência interna foi avaliada pelo Alfa de Cronbach. Resultados: A prevalência de IU entre os participantes foi de 28,1%, correspondendo a uma prevalência de 1,02% para a população de Seia, com uma associação significativa entre a paridade e a presença de IU tendo o valor de LR grande. A IU tem impacto na QdV das mulheres (59%), medida pelo Contilife (média 7,59 na QdV global), sendo que a IU mista foi o tipo que causou mais impacto (73,3%). Conclusão: A IU feminina tem impacto na qualidade de vida com valores estatisticamente significativos em todas as dimensões do Contilife, embora classificado como impacto baixo. A fisioterapia pode melhorar o bem-estar psicológico, físico e social destas mulheres, levando a uma melhor qualidade de vida tornando os fisioterapeutas como primeira linha de contacto, não só na quantificação destas mulheres como também na prevenção e tratamento desta condição. |
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| Autores principais: | Vilão, Sara Raquel Simões |
| Assunto: | Fisioterapia Medicina de reabilitação Incontinência urinária Prevalência Qualidade de vida Physiotherapy Rehabilitation Urinary incontinence Prevalence Quality of life Portugal Concelho de Seia |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A Organização Mundial de Saúde identificou a incontinência urinária (IU) como uma das prioridades em saúde que tem impacto na qualidade de vida (QdV) das pessoas porque afeta diferentes aspetos da vida e conduz a uma série de consequências psicológicas, sociais e físicas. Objetivos: Identificar a prevalência de IU em mulheres no concelho de Seia e avaliar o impacto da IU na qualidade de vida dessas mulheres. Metodologia: Estudo do tipo observacional descritivo e de características analíticas, com uma amostra de conveniência de entre a população feminina do concelho de Seia (n=416), com uma subamostra das mulheres incontinentes (n=117). Foram utilizados um questionário e o instrumento de medida Contilife®. A análise inferencial foi realizada pelo teste Qui-Quadrado, teste t de Student e medida de Likelihood Ratio (LR). A consistência interna foi avaliada pelo Alfa de Cronbach. Resultados: A prevalência de IU entre os participantes foi de 28,1%, correspondendo a uma prevalência de 1,02% para a população de Seia, com uma associação significativa entre a paridade e a presença de IU tendo o valor de LR grande. A IU tem impacto na QdV das mulheres (59%), medida pelo Contilife (média 7,59 na QdV global), sendo que a IU mista foi o tipo que causou mais impacto (73,3%). Conclusão: A IU feminina tem impacto na qualidade de vida com valores estatisticamente significativos em todas as dimensões do Contilife, embora classificado como impacto baixo. A fisioterapia pode melhorar o bem-estar psicológico, físico e social destas mulheres, levando a uma melhor qualidade de vida tornando os fisioterapeutas como primeira linha de contacto, não só na quantificação destas mulheres como também na prevenção e tratamento desta condição. |
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