Publicação

A publicidade como veículo de diversidades

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nesta comunicação, procurarei evidenciar que, através da criatividade e inovação, a publicidade pode sensibilizar a opinião publica e entidades internacionais para questões que envolviam as relações sociais e a sua diversidade. Por norma, para que o recetor crie uma imagem de si, a publicidade, enquanto ampliador sociológico, apresenta ao destinatário imagens positivas da vida e, principalmente, de modelos ideais que funcionam como reflexo do próprio recetor. Ou seja, os publicitários, quando recorrem, entre outros instrumentos, aos diversos atributos corporais, procuram, refletir as aspirações sociais e tornar a publicidade num espelho dos “sonhos” do consumidor. Ora, tendo como exemplo a publicidade da Benetton dos anos 80 e 90, verificou-se que a empresa usava imagens sem uma aparente relação com uma empresa produtora e distribuidora de vestuário: • Imagens marcadas pela ausência de um texto • Imagens que não apresentavam personagens sedutoras e/ou quadros de sonho, não valorizavam os produtos, nem sequer sugerem a compra • Algumas campanhas apresentavam imagens reais, anteriormente publicadas em órgãos de informação Ao colocar imagens reais fora do contexto jornalístico, a Benetton sabia que iriam chocar, inquietar, incomodar, e revelar a nossa impotência na sociedade. Eram imagens que nos fizeram parar, reflectir, ao mesmo tempo que nos alertavam para a nossa posição na sociedade. Com o intuito de provocar e de romper com a formula discursiva da publicidade tradicional, a Benetton colocava a sociedade a falar dos problemas sociais que a publicidade revelava, simultaneamente que a Benetton transformou a publicidade em notícia.
Autores principais:Verissimo, Jorge
Assunto:Publicidade Diversidade Benetton Causas sociais
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:Nesta comunicação, procurarei evidenciar que, através da criatividade e inovação, a publicidade pode sensibilizar a opinião publica e entidades internacionais para questões que envolviam as relações sociais e a sua diversidade. Por norma, para que o recetor crie uma imagem de si, a publicidade, enquanto ampliador sociológico, apresenta ao destinatário imagens positivas da vida e, principalmente, de modelos ideais que funcionam como reflexo do próprio recetor. Ou seja, os publicitários, quando recorrem, entre outros instrumentos, aos diversos atributos corporais, procuram, refletir as aspirações sociais e tornar a publicidade num espelho dos “sonhos” do consumidor. Ora, tendo como exemplo a publicidade da Benetton dos anos 80 e 90, verificou-se que a empresa usava imagens sem uma aparente relação com uma empresa produtora e distribuidora de vestuário: • Imagens marcadas pela ausência de um texto • Imagens que não apresentavam personagens sedutoras e/ou quadros de sonho, não valorizavam os produtos, nem sequer sugerem a compra • Algumas campanhas apresentavam imagens reais, anteriormente publicadas em órgãos de informação Ao colocar imagens reais fora do contexto jornalístico, a Benetton sabia que iriam chocar, inquietar, incomodar, e revelar a nossa impotência na sociedade. Eram imagens que nos fizeram parar, reflectir, ao mesmo tempo que nos alertavam para a nossa posição na sociedade. Com o intuito de provocar e de romper com a formula discursiva da publicidade tradicional, a Benetton colocava a sociedade a falar dos problemas sociais que a publicidade revelava, simultaneamente que a Benetton transformou a publicidade em notícia.