Publicação
Capacidade respiratória e funcional em idosos após COVID-19: um estudo transversal
| Resumo: | Introdução – A disseminação pandémica do SARS-CoV-2 levou a um surto de pneumonia viral sem precedentes. Apesar de a caracterização de sequelas pós-COVID-19 constituir o interesse atual da investigação mundial, um elevado grau de desconhecimento regista-se ao nível do impacto funcional que esta doença causa nos idosos que tenham apresentado manifestações moderadas, graves ou críticas. Objetivo – Identificar as principais sequelas na capacidade funcional e respiratória em idosos após o COVID-19. Método – Estudo transversal realizado na comunidade. Avaliou-se a capacidade aeróbia funcional (teste de step de 2 min), perceção da dispneia (modified Medical Research Council), força muscular respiratória e periférica (pressão inspiratória e expiratória máximas, força de preensão manual) e o Índice de Fragilidade (Escala de Fragilidade Clínica) em 25 indivíduos com idade ≥65 anos, residentes na comunidade, com diagnóstico de COVID-19 até seis meses, e em igual número de idosos com as mesmas características sem diagnóstico conhecido de COVID-19. Resultados – Os idosos com diagnóstico de COVID-19 até seis meses apresentaram uma diminuição nos valores de pressão inspiratória máxima (p<0,001), pressão expiratória máxima (p=0,015), na capacidade aeróbia (p<0,001), com presença significativa de dessaturação induzida pelo esforço (p<0,001), valores aumentados de perceção de dispneia (p<0,001) e níveis mais elevados de Índice de Fragilidade (p=0,026). Conclusão – Foram encontradas alterações significativas na capacidade respiratória e funcional em idosos com diagnóstico de COVID-19 até seis meses quando comparados com idosos com características idênticas sem diagnóstico prévio de COVID-19. Estes resultados podem ser um importante indicador na caracterização de sequelas após infeção pelo SARS-CoV-2. |
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| Autores principais: | Pereira, Filipe Alexandre |
| Outros Autores: | Tomás, Maria Teresa |
| Assunto: | COVID-19 Idosos Capacidade respiratória funcional Pressões respiratórias Força de preensão Elderly Functional respiratory capacity Respiratory pressures Handgrip strength |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | Introdução – A disseminação pandémica do SARS-CoV-2 levou a um surto de pneumonia viral sem precedentes. Apesar de a caracterização de sequelas pós-COVID-19 constituir o interesse atual da investigação mundial, um elevado grau de desconhecimento regista-se ao nível do impacto funcional que esta doença causa nos idosos que tenham apresentado manifestações moderadas, graves ou críticas. Objetivo – Identificar as principais sequelas na capacidade funcional e respiratória em idosos após o COVID-19. Método – Estudo transversal realizado na comunidade. Avaliou-se a capacidade aeróbia funcional (teste de step de 2 min), perceção da dispneia (modified Medical Research Council), força muscular respiratória e periférica (pressão inspiratória e expiratória máximas, força de preensão manual) e o Índice de Fragilidade (Escala de Fragilidade Clínica) em 25 indivíduos com idade ≥65 anos, residentes na comunidade, com diagnóstico de COVID-19 até seis meses, e em igual número de idosos com as mesmas características sem diagnóstico conhecido de COVID-19. Resultados – Os idosos com diagnóstico de COVID-19 até seis meses apresentaram uma diminuição nos valores de pressão inspiratória máxima (p<0,001), pressão expiratória máxima (p=0,015), na capacidade aeróbia (p<0,001), com presença significativa de dessaturação induzida pelo esforço (p<0,001), valores aumentados de perceção de dispneia (p<0,001) e níveis mais elevados de Índice de Fragilidade (p=0,026). Conclusão – Foram encontradas alterações significativas na capacidade respiratória e funcional em idosos com diagnóstico de COVID-19 até seis meses quando comparados com idosos com características idênticas sem diagnóstico prévio de COVID-19. Estes resultados podem ser um importante indicador na caracterização de sequelas após infeção pelo SARS-CoV-2. |
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