Publicação
Caracterização genética por análise demográfica da raça Puro-sangue Lusitano
| Resumo: | A preservação dos Recursos Genéticos Animais, em especial das raças ameaçadas, como o Lusitano, é atualmente uma prioridade nacional. A raça Lusitana apresenta um aumento da sua dimensão e do número de nascimentos ao longo dos anos, apesar de algumas oscilações nos últimos tempos. Ainda que o número de nascimentos de machos e de fêmeas deva ser semelhante, evidencia-se alguma diferença nesta última década, que poderá indicar que nem todas as fêmeas nascidas terão sido registadas. Mais recentemente, com a estabilização dos efetivos e pela falta de necessidade de utilização de todos os animais disponíveis para reprodução, observa-se um aumento de várias pelagens em detrimento da pelagem mais comum (Ruça). Verificou-se um grande incremento do número de criadores ativos, porém o número médio de nascimentos por criador apresenta uma diminuição e, assim sendo, também a dimensão das explorações tende a diminuir. O Lusitano encontra-se numa fase de grande desenvolvimento e expansão territorial, com nascimentos em 39 países e uma grande intensificação da criação na região Centro-Sul de Portugal. Em termos do valor médio de consanguinidade individual, após décadas de aumento, encontra-se atualmente estabilizado (9-10%). O intervalo de gerações médio é bastante elevado (10,9±1,2 anos). A raça ultrapassou as 12 gerações conhecidas em animais nascidos em 2022 e apresenta indicadores genéticos e demográficos a que permitem considerar atualmente como em risco de erosão genética aceitável (FAO, 1998) sendo que ∆F/geração<1% e Ne>50. A Idade ao nascimento do 1º Filho e a Longevidade Produtiva mostraram uma grande dispersão de valores com coeficientes de variação muito elevados 50,02% nos garanhões e 44,26% nas éguas e com 90,88% nos garanhões e 74,38% nas éguas, respetivamente). A informação obtida através dos parâmetros estudados apresenta viabilidade para o desenvolvimento de um programa de melhoramento por seleção, que tenha em consideração a preservação da variabilidade da raça. |
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| Autores principais: | Peralta, S. |
| Outros Autores: | Vicente, António; Carolino, Nuno |
| Assunto: | Cavalo Lusitano Censo |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Santarém |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Santarém |
| Resumo: | A preservação dos Recursos Genéticos Animais, em especial das raças ameaçadas, como o Lusitano, é atualmente uma prioridade nacional. A raça Lusitana apresenta um aumento da sua dimensão e do número de nascimentos ao longo dos anos, apesar de algumas oscilações nos últimos tempos. Ainda que o número de nascimentos de machos e de fêmeas deva ser semelhante, evidencia-se alguma diferença nesta última década, que poderá indicar que nem todas as fêmeas nascidas terão sido registadas. Mais recentemente, com a estabilização dos efetivos e pela falta de necessidade de utilização de todos os animais disponíveis para reprodução, observa-se um aumento de várias pelagens em detrimento da pelagem mais comum (Ruça). Verificou-se um grande incremento do número de criadores ativos, porém o número médio de nascimentos por criador apresenta uma diminuição e, assim sendo, também a dimensão das explorações tende a diminuir. O Lusitano encontra-se numa fase de grande desenvolvimento e expansão territorial, com nascimentos em 39 países e uma grande intensificação da criação na região Centro-Sul de Portugal. Em termos do valor médio de consanguinidade individual, após décadas de aumento, encontra-se atualmente estabilizado (9-10%). O intervalo de gerações médio é bastante elevado (10,9±1,2 anos). A raça ultrapassou as 12 gerações conhecidas em animais nascidos em 2022 e apresenta indicadores genéticos e demográficos a que permitem considerar atualmente como em risco de erosão genética aceitável (FAO, 1998) sendo que ∆F/geração<1% e Ne>50. A Idade ao nascimento do 1º Filho e a Longevidade Produtiva mostraram uma grande dispersão de valores com coeficientes de variação muito elevados 50,02% nos garanhões e 44,26% nas éguas e com 90,88% nos garanhões e 74,38% nas éguas, respetivamente). A informação obtida através dos parâmetros estudados apresenta viabilidade para o desenvolvimento de um programa de melhoramento por seleção, que tenha em consideração a preservação da variabilidade da raça. |
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