Publicação
O repiso de tomate: conservação por ensilagem
| Resumo: | A utilização de coprodutos agro-industriais produzidos localmente pode ser uma alternativa interessante para a produção de alimentos para animais, uma vez que a maior parte dos alimentos compostos utilizados na produção animal consiste principalmente em matérias-primas importadas, sobretudo farinha de soja e cereais. Por conseguinte, quando os coprodutos são utilizados, tornam-se mais valiosos, promovendo a circularidade da economia e reduzindo a concorrência com os seres humanos pela alimentação. A indústria do tomate é muito importante em Portugal e gera uma grande quantidade de repiso, um coproduto de grande interesse para a alimentação animal. A produção de tomate em Portugal decorre entre julho e setembro, o que justifica a necessidade de conservar o repiso de tomate para poder ser utilizado fora de época. O objetivo deste estudo foi analisar diferentes formas de conservação do repiso de tomate (RT) sob a forma de silagem. Foram comparadas cinco silagens que incluíam repiso de tomate: 1) apenas RT; 2) 30 % de batata-doce (BD), 35% de RT, 15% de feno de luzerna e 20% de sêmea de trigo; 3) 30% de batata (BAT), 35% de RT, 15% de feno de luzerna e 20% de sêmea de trigo; 4) 30% de cenoura (CEN) e 35% de RT, 15% de feno de luzerna e 20% de sêmea de trigo; 5) 55% de forragem de milho e 45% de RT. Para avaliar as diferentes silagens, foram considerados os parâmetros químicos e de fermentação e o valor nutricional. Todas as silagens produzidas estavam bem conservadas e apresentavam um elevado valor nutritivo. O repiso de tomate pode ser ensilado sozinho, mas são de esperar perdas elevadas de compostos solúveis por lixiviação, uma vez que a matéria seca (MS) é muito inferior à das outras silagens. A combinação de RT com batata-doce, batata e cenoura deu origem a silagens semelhantes e de elevada qualidade. Por conseguinte, a escolha destes co-produtos para combinar com o RT depende sobretudo da disponibilidade e dos custos locais. A mistura de RT com milho forrageiro deu origem a uma silagem com um teor de proteínas mais elevado do que seria de esperar com o milho isolado. Globalmente, pode concluir-se que estes co-produtos permitiram obter silagens de elevada qualidade, reduzindo a dependência das importações, promovendo a sustentabilidade ambiental e reduzindo potencialmente os custos da alimentação animal. O trabalho foi realizado no Pólo de Santarém do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV - Fonte Boa), localizado na Quinta da Fonte Boa, Vale de Santarém, de janeiro a dezembro de 2023 |
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| Autores principais: | Silva, José Leandro Regedor da |
| Assunto: | repiso de tomate subproduto agro-industrial ensilagem tomato pomace agro-industrial by-products silage |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Santarém |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Santarém |
| Resumo: | A utilização de coprodutos agro-industriais produzidos localmente pode ser uma alternativa interessante para a produção de alimentos para animais, uma vez que a maior parte dos alimentos compostos utilizados na produção animal consiste principalmente em matérias-primas importadas, sobretudo farinha de soja e cereais. Por conseguinte, quando os coprodutos são utilizados, tornam-se mais valiosos, promovendo a circularidade da economia e reduzindo a concorrência com os seres humanos pela alimentação. A indústria do tomate é muito importante em Portugal e gera uma grande quantidade de repiso, um coproduto de grande interesse para a alimentação animal. A produção de tomate em Portugal decorre entre julho e setembro, o que justifica a necessidade de conservar o repiso de tomate para poder ser utilizado fora de época. O objetivo deste estudo foi analisar diferentes formas de conservação do repiso de tomate (RT) sob a forma de silagem. Foram comparadas cinco silagens que incluíam repiso de tomate: 1) apenas RT; 2) 30 % de batata-doce (BD), 35% de RT, 15% de feno de luzerna e 20% de sêmea de trigo; 3) 30% de batata (BAT), 35% de RT, 15% de feno de luzerna e 20% de sêmea de trigo; 4) 30% de cenoura (CEN) e 35% de RT, 15% de feno de luzerna e 20% de sêmea de trigo; 5) 55% de forragem de milho e 45% de RT. Para avaliar as diferentes silagens, foram considerados os parâmetros químicos e de fermentação e o valor nutricional. Todas as silagens produzidas estavam bem conservadas e apresentavam um elevado valor nutritivo. O repiso de tomate pode ser ensilado sozinho, mas são de esperar perdas elevadas de compostos solúveis por lixiviação, uma vez que a matéria seca (MS) é muito inferior à das outras silagens. A combinação de RT com batata-doce, batata e cenoura deu origem a silagens semelhantes e de elevada qualidade. Por conseguinte, a escolha destes co-produtos para combinar com o RT depende sobretudo da disponibilidade e dos custos locais. A mistura de RT com milho forrageiro deu origem a uma silagem com um teor de proteínas mais elevado do que seria de esperar com o milho isolado. Globalmente, pode concluir-se que estes co-produtos permitiram obter silagens de elevada qualidade, reduzindo a dependência das importações, promovendo a sustentabilidade ambiental e reduzindo potencialmente os custos da alimentação animal. O trabalho foi realizado no Pólo de Santarém do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV - Fonte Boa), localizado na Quinta da Fonte Boa, Vale de Santarém, de janeiro a dezembro de 2023 |
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