Publicação
Drosophila suzukii (Matsumura): que perspetivas de controlo desta praga à luz dos últimos conhecimentos?
| Resumo: | Até muito recentemente, as drosófilas ou moscas-do-vinagre eram habitualmente vistas como insetos-sentinela, alertando-nos para a presença de frutos “tocados” ou como insetos-modelo, em estudos de genética em laboratório. Contudo, em 2008, uma espécie, Drosophila suzukii, “spotted wing drosophila SWD” ou, em português, “drosófila-da-asa-manchada”, detetada em Espanha e quase simultaneamente nos EUA (parte continental), rapidamente se disseminou e começou a causar prejuízos a nível agrícola. Portugal, não foi exceção. Esta espécie tem preferência por se alimentar e realizar a postura em frutos sãos, as larvas alimentam-se dos frutos, e as feridas provocadas pelo oviscapto constituem portas de entrada para patogéneos. Entre os fatores que têm contribuído para o seu estatuto de praga contam-se: elevada fecundidade e ciclo de vida rápido (elevado número de gerações por ano), que promovem grande crescimento populacional; vasta gama de hospedeiros (com preferência por pequenos frutos), cultivados e espontâneos que propiciam a reinfestação; elevada tolerância térmica (baixas e altas temperaturas), que amplia a sua distribuição geográfica; inserção dos ovos no interior dos frutos, que oculta a primeira fase de infestação; aumento dos custos de produção; redução da “vida em prateleira” e efeito negativo nas exportações. Apesar da sua preferência por ambientes frescos e húmidos, a produção de pequenos frutos no sul da Europa tem sido muito afetada. O objetivo desta comunicação é apresentar os conhecimentos mais recentes para o desenvolvimento de estratégias de proteção das culturas mais eficazes, sob o compromisso de cumprimento dos princípios da proteção integrada. |
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| Autores principais: | Mateus, C. |
| Outros Autores: | Teixeira, R.; Godinho, Maria; Figueiredo, E. |
| Assunto: | Pequenos frutos Proteção integrada Drosophila suzuki |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Santarém |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Santarém |
| Resumo: | Até muito recentemente, as drosófilas ou moscas-do-vinagre eram habitualmente vistas como insetos-sentinela, alertando-nos para a presença de frutos “tocados” ou como insetos-modelo, em estudos de genética em laboratório. Contudo, em 2008, uma espécie, Drosophila suzukii, “spotted wing drosophila SWD” ou, em português, “drosófila-da-asa-manchada”, detetada em Espanha e quase simultaneamente nos EUA (parte continental), rapidamente se disseminou e começou a causar prejuízos a nível agrícola. Portugal, não foi exceção. Esta espécie tem preferência por se alimentar e realizar a postura em frutos sãos, as larvas alimentam-se dos frutos, e as feridas provocadas pelo oviscapto constituem portas de entrada para patogéneos. Entre os fatores que têm contribuído para o seu estatuto de praga contam-se: elevada fecundidade e ciclo de vida rápido (elevado número de gerações por ano), que promovem grande crescimento populacional; vasta gama de hospedeiros (com preferência por pequenos frutos), cultivados e espontâneos que propiciam a reinfestação; elevada tolerância térmica (baixas e altas temperaturas), que amplia a sua distribuição geográfica; inserção dos ovos no interior dos frutos, que oculta a primeira fase de infestação; aumento dos custos de produção; redução da “vida em prateleira” e efeito negativo nas exportações. Apesar da sua preferência por ambientes frescos e húmidos, a produção de pequenos frutos no sul da Europa tem sido muito afetada. O objetivo desta comunicação é apresentar os conhecimentos mais recentes para o desenvolvimento de estratégias de proteção das culturas mais eficazes, sob o compromisso de cumprimento dos princípios da proteção integrada. |
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