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Siphonaptera de roedores do Parque Natural das Lagoas de Cufada (Guiné-Bissau): dados preliminares

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Para além da espoliação e acção mecânica que exercem sobre o hospedeiro, os sifonápteros (INSECTA; SIPHONAPTERA) são vectores e reservatórios de numerosos agentes patogénicos, pelo que a identificação das espécies presentes têm uma grande importância epidemiológica nas relações que estabelecem com o mamífero hospedeiro e o meio ambiente, particularmente na identificação de potenciais focos de várias infecções transmissíveis ao Homem e a outros animais. Integrado no estudo da fauna parasitária do Parque Natural das Lagoas de Cufada (Guiné-Bissau), procedeu-se à pesquisa de sifonápteros em 32 roedores capturados por armadilhas tradicionais ou de guilhotina, 21 em Julho de 2007 e 11 em Abril de 2008, em sete (38,89%) das 18 povoações rurais (tabancas) consideradas. A colheita, preservação, montagem e identificação taxonómica efectuou-se de acordo com Hopkins & Rotchild (1953), Ribeiro (1974) e Beaucournu & Morel (1990). Estas primeiras observações permitiram recolher 60 sifonápteros em 12 (37,50%) roedores, dos quais 26 incluem-se em Echinophaga e as restantes em Xenopsylla - cinco exemplares pertencem a Xenopsylla aequisetosa, cinco a Xenopsylla do grupo cheopis e 24 a Xenopsylla do grupo braziliensis. A carga parasitária média por hospedeiro capturado foi de cinco exemplares e o valor mais elevado de 11 foi alcançado em roedores colhidos numa povoação associada à zona de floresta densa da região sudeste do Parque, no mês de Abril. Apenas em três hospedeiros se encontraram infecções duplas (Echinophaga sp. e Xenopsylla grupo cheopis) e triplas (Echinophaga sp. e Xenopsylla grupos cheopis e braziliensis). Salienta-se ainda a associação a Laelaps spp. em cinco hospedeiros e a Dermanyssus muris num único. O mês Abril revelou a maior abundância, enquanto que, em Julho, a diversidade específica foi superior.
Autores principais:Rosa, Fernanda
Outros Autores:Crespo, Maria Virgínia
Assunto:Ectoparasitas Insecta Siphonaptera Roedores Lagoas de Cufada Guiné-Bissau
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Santarém
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Santarém
Descrição
Resumo:Para além da espoliação e acção mecânica que exercem sobre o hospedeiro, os sifonápteros (INSECTA; SIPHONAPTERA) são vectores e reservatórios de numerosos agentes patogénicos, pelo que a identificação das espécies presentes têm uma grande importância epidemiológica nas relações que estabelecem com o mamífero hospedeiro e o meio ambiente, particularmente na identificação de potenciais focos de várias infecções transmissíveis ao Homem e a outros animais. Integrado no estudo da fauna parasitária do Parque Natural das Lagoas de Cufada (Guiné-Bissau), procedeu-se à pesquisa de sifonápteros em 32 roedores capturados por armadilhas tradicionais ou de guilhotina, 21 em Julho de 2007 e 11 em Abril de 2008, em sete (38,89%) das 18 povoações rurais (tabancas) consideradas. A colheita, preservação, montagem e identificação taxonómica efectuou-se de acordo com Hopkins & Rotchild (1953), Ribeiro (1974) e Beaucournu & Morel (1990). Estas primeiras observações permitiram recolher 60 sifonápteros em 12 (37,50%) roedores, dos quais 26 incluem-se em Echinophaga e as restantes em Xenopsylla - cinco exemplares pertencem a Xenopsylla aequisetosa, cinco a Xenopsylla do grupo cheopis e 24 a Xenopsylla do grupo braziliensis. A carga parasitária média por hospedeiro capturado foi de cinco exemplares e o valor mais elevado de 11 foi alcançado em roedores colhidos numa povoação associada à zona de floresta densa da região sudeste do Parque, no mês de Abril. Apenas em três hospedeiros se encontraram infecções duplas (Echinophaga sp. e Xenopsylla grupo cheopis) e triplas (Echinophaga sp. e Xenopsylla grupos cheopis e braziliensis). Salienta-se ainda a associação a Laelaps spp. em cinco hospedeiros e a Dermanyssus muris num único. O mês Abril revelou a maior abundância, enquanto que, em Julho, a diversidade específica foi superior.