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Avaliação de três métodos de poda em pereira cv. "Rocha"

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A cultura da pereira ‘Rocha’ (Pyrus communis L.) assume elevada relevância económica e social na Região Oeste de Portugal, sendo um dos principais produtos hortofrutícolas de exportação nacional. A motivação deste ensaio prendeu-se com a necessidade crescente de redução dos custos de produção, em particular os associados à poda, levando à avaliação do efeito de três métodos de poda mecânica, manual e mista sobre parâmetros morfológicos e produtivos da pereira ‘Rocha’. O ensaio foi realizado em 2021, num pomar comercial localizado no concelho das Caldas da Rainha, recorrendo a um delineamento experimental completamente casualizado, com três modalidades de poda e três repetições por modalidade. Foram avaliados o tempo de execução da poda, os custos por hectare, o número de gomos florais antes e após a poda, a percentagem de vingamento, a produção em número e peso de frutos, a distribuição por classes de calibre e o índice de área foliar (IAF). A poda mecânica apresentou o custo mais reduzido (125,64 €/ha), enquanto a poda manual registou os valores mais elevados (676,37 €/ha). A poda mista permitiu uma redução de custos de 238,78 €/ha face à poda manual. Relativamente à produção, a poda mista apresentou o maior número médio de frutos por árvore (249,5 frutos), seguida da poda mecânica (241,3 frutos) e da poda manual (237,4 frutos). Em termos de peso total, as produções foram semelhantes entre modalidades, com valores de 34 kg/árvore na poda mecânica e manual e 33 kg/árvore na poda mista. Os índices de área foliar foram ligeiramente superiores nas modalidades que incluíram poda mecânica (2,49 e 2,53), quando comparadas com a poda manual (2,35), embora sem diferenças estatisticamente significativas. Conclui-se que, no primeiro ano de aplicação, a poda mecânica constitui uma alternativa técnica e economicamente viável à poda manual, permitindo uma redução significativa do tempo e dos custos de execução, sem comprometer os níveis de produção.
Autores principais:Silva, Rodolfo Miguel Marcelino da
Assunto:pera "Rocha" poda mecânica poda manual poda mista índice de área foliar Rocha pear mechanical pruning manual pruning mixed pruning leaf area index
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Santarém
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Santarém
Descrição
Resumo:A cultura da pereira ‘Rocha’ (Pyrus communis L.) assume elevada relevância económica e social na Região Oeste de Portugal, sendo um dos principais produtos hortofrutícolas de exportação nacional. A motivação deste ensaio prendeu-se com a necessidade crescente de redução dos custos de produção, em particular os associados à poda, levando à avaliação do efeito de três métodos de poda mecânica, manual e mista sobre parâmetros morfológicos e produtivos da pereira ‘Rocha’. O ensaio foi realizado em 2021, num pomar comercial localizado no concelho das Caldas da Rainha, recorrendo a um delineamento experimental completamente casualizado, com três modalidades de poda e três repetições por modalidade. Foram avaliados o tempo de execução da poda, os custos por hectare, o número de gomos florais antes e após a poda, a percentagem de vingamento, a produção em número e peso de frutos, a distribuição por classes de calibre e o índice de área foliar (IAF). A poda mecânica apresentou o custo mais reduzido (125,64 €/ha), enquanto a poda manual registou os valores mais elevados (676,37 €/ha). A poda mista permitiu uma redução de custos de 238,78 €/ha face à poda manual. Relativamente à produção, a poda mista apresentou o maior número médio de frutos por árvore (249,5 frutos), seguida da poda mecânica (241,3 frutos) e da poda manual (237,4 frutos). Em termos de peso total, as produções foram semelhantes entre modalidades, com valores de 34 kg/árvore na poda mecânica e manual e 33 kg/árvore na poda mista. Os índices de área foliar foram ligeiramente superiores nas modalidades que incluíram poda mecânica (2,49 e 2,53), quando comparadas com a poda manual (2,35), embora sem diferenças estatisticamente significativas. Conclui-se que, no primeiro ano de aplicação, a poda mecânica constitui uma alternativa técnica e economicamente viável à poda manual, permitindo uma redução significativa do tempo e dos custos de execução, sem comprometer os níveis de produção.