Publicação

A dimensão física do ambiente educativo como promotor de aprendizagem de crianças/alunos: Perceções de Educadores de Infância e Professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O ambiente educativo, na sua dimensão física, desempenha um papel determinante no processo de ensino e aprendizagem, influenciando o bem-estar das crianças/alunos, as dinâmicas pedagógicas e as interações que nele se estabelecem. A organização do espaço, a acessibilidade dos materiais e a intencionalidade pedagógica da sua disposição assumem-se como fatores essenciais para a promoção de aprendizagens significativas e do desenvolvimento integral. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo conhecer as perceções dos Educadores de Infância e dos Professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico sobre a influência da organização do espaço físico na qualidade educativa e no envolvimento ativo das crianças/alunos no processo de aprendizagem. Adotou-se uma metodologia qualitativa, de natureza descritiva e interpretativa, recorrendo-se à entrevista semiestruturada como instrumento de recolha de dados. Participaram no estudo oito Educadores de Infância e oito Professores do 1.º CEB, tendo os dados sido tratados através de análise de conteúdo. Os resultados evidenciam diferenças significativas nas perceções dos dois grupos profissionais relativamente ao papel do espaço físico enquanto elemento pedagógico. Os Educadores de Infância concebem o espaço como um “terceiro educador”, valorizando uma abordagem flexível, intencional e centrada na criança, promotora da autonomia, do bem-estar e da aprendizagem ativa. Por sua vez, os Professores do 1.º CEB tendem a adotar uma visão mais funcional do espaço, condicionada por fatores estruturais e curriculares, embora reconheçam o seu potencial para favorecer a concentração, a cooperação e o comportamento dos alunos. Apesar das diferenças identificadas, ambos os grupos reconhecem o impacto do ambiente físico na qualidade das interações e das aprendizagens, salientando a necessidade de promover uma maior continuidade pedagógica entre os contextos educativos.
Autores principais:Martins, Jéssica Daniela Serra
Assunto:Ambiente educativo espaço físico Educação Pré-Escolar 1.º Ciclo do Ensino Básico perceções pedagógicas aprendizagem ativa Educational environment physical space early childhood education
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viseu
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu
Descrição
Resumo:O ambiente educativo, na sua dimensão física, desempenha um papel determinante no processo de ensino e aprendizagem, influenciando o bem-estar das crianças/alunos, as dinâmicas pedagógicas e as interações que nele se estabelecem. A organização do espaço, a acessibilidade dos materiais e a intencionalidade pedagógica da sua disposição assumem-se como fatores essenciais para a promoção de aprendizagens significativas e do desenvolvimento integral. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo conhecer as perceções dos Educadores de Infância e dos Professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico sobre a influência da organização do espaço físico na qualidade educativa e no envolvimento ativo das crianças/alunos no processo de aprendizagem. Adotou-se uma metodologia qualitativa, de natureza descritiva e interpretativa, recorrendo-se à entrevista semiestruturada como instrumento de recolha de dados. Participaram no estudo oito Educadores de Infância e oito Professores do 1.º CEB, tendo os dados sido tratados através de análise de conteúdo. Os resultados evidenciam diferenças significativas nas perceções dos dois grupos profissionais relativamente ao papel do espaço físico enquanto elemento pedagógico. Os Educadores de Infância concebem o espaço como um “terceiro educador”, valorizando uma abordagem flexível, intencional e centrada na criança, promotora da autonomia, do bem-estar e da aprendizagem ativa. Por sua vez, os Professores do 1.º CEB tendem a adotar uma visão mais funcional do espaço, condicionada por fatores estruturais e curriculares, embora reconheçam o seu potencial para favorecer a concentração, a cooperação e o comportamento dos alunos. Apesar das diferenças identificadas, ambos os grupos reconhecem o impacto do ambiente físico na qualidade das interações e das aprendizagens, salientando a necessidade de promover uma maior continuidade pedagógica entre os contextos educativos.