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Values and beliefs about sexuality, motherhood and abortion

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Resumo:Enquadramento: Os valores e as crenças dos adolescentes e jovens adultos sobre a sexualidade, maternidade e aborto são determinados por uma multiplicidade de fatores de natureza individual e de ordem sociocultural. Objetivos: Analisar se as variáveis sociodemográficas afectivas, sexuais e reprodutivas influenciam os valores e crenças sobre a sexualidade, maternidade e aborto nos estudantes do ensino superior. Metodologia: Estudo quantitativo, descritivo-correlacional e transversal, com uma amostra de 641 estudantes (idade média de 20.62, dp± 2.145 anos), maioritariamente feminina (64.9%), O protocolo de investigação foi o questionário que permitiu caracterizar a amostra sociodemográfica, afetiva, reprodutiva e sexualmente. Inclui ainda a escala de Valores e Crenças sobre Sexualidade, Maternidade/Paternidade e Aborto (Sereno, Leal & Maroco, 2009). Resultados: Os estudantes do sexo masculino manifestam mais crenças em termos de maternidade, reprodução. As estudantes revelam mais crenças em relação à afetividade, aborto e prazer. Os residentes em meio urbano manifestam mais crenças em relação à maternidade. Os residentes em meio rural têm mais valores e crenças face à reprodução, aborto. Os estudantes a frequentarem o 2.º ano manifestaram mais valores e crenças face à maternidade e reprodução; os do 1º ano pontuaram mais nos valores e crenças em relação à afetividade e no prazer; os do 3.º ano possuem mais valores e crenças perante o aborto. Os estudantes que namoram e que já iniciaram a vida sexual pontuaram mais em todas as dimensões, com destaque para os valores e crenças face ao prazer. Os que não utilizam algum método anticoncetivo apresentam valores mais elevados em relação à maternidade, reprodução, aborto e valores e crenças na globalidade, enquanto os que utilizam algum método contracetivo pontuaram mais na afetividade e no prazer. Conclusão: Os resultados sugerem necessidade de debater as questões relativas à maternidade, paternidade, aborto e sexualidade com jovens adultos, em contexto de ensino superior, no sentido de os capacitar para a tomada de decisão informada, contribuindo desta forma para a promoção da saúde sexual e reprodutiva.
Autores principais:Nelas, Paula
Outros Autores:Chaves, Cláudia; Coutinho, Emília; Amaral, Odete
Assunto:Valores Crenças Sexualidade Maternidade Aborto Estudantes do ensino superior
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viseu
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu
Descrição
Resumo:Enquadramento: Os valores e as crenças dos adolescentes e jovens adultos sobre a sexualidade, maternidade e aborto são determinados por uma multiplicidade de fatores de natureza individual e de ordem sociocultural. Objetivos: Analisar se as variáveis sociodemográficas afectivas, sexuais e reprodutivas influenciam os valores e crenças sobre a sexualidade, maternidade e aborto nos estudantes do ensino superior. Metodologia: Estudo quantitativo, descritivo-correlacional e transversal, com uma amostra de 641 estudantes (idade média de 20.62, dp± 2.145 anos), maioritariamente feminina (64.9%), O protocolo de investigação foi o questionário que permitiu caracterizar a amostra sociodemográfica, afetiva, reprodutiva e sexualmente. Inclui ainda a escala de Valores e Crenças sobre Sexualidade, Maternidade/Paternidade e Aborto (Sereno, Leal & Maroco, 2009). Resultados: Os estudantes do sexo masculino manifestam mais crenças em termos de maternidade, reprodução. As estudantes revelam mais crenças em relação à afetividade, aborto e prazer. Os residentes em meio urbano manifestam mais crenças em relação à maternidade. Os residentes em meio rural têm mais valores e crenças face à reprodução, aborto. Os estudantes a frequentarem o 2.º ano manifestaram mais valores e crenças face à maternidade e reprodução; os do 1º ano pontuaram mais nos valores e crenças em relação à afetividade e no prazer; os do 3.º ano possuem mais valores e crenças perante o aborto. Os estudantes que namoram e que já iniciaram a vida sexual pontuaram mais em todas as dimensões, com destaque para os valores e crenças face ao prazer. Os que não utilizam algum método anticoncetivo apresentam valores mais elevados em relação à maternidade, reprodução, aborto e valores e crenças na globalidade, enquanto os que utilizam algum método contracetivo pontuaram mais na afetividade e no prazer. Conclusão: Os resultados sugerem necessidade de debater as questões relativas à maternidade, paternidade, aborto e sexualidade com jovens adultos, em contexto de ensino superior, no sentido de os capacitar para a tomada de decisão informada, contribuindo desta forma para a promoção da saúde sexual e reprodutiva.