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Terapia espelho no doente com hemiparesia pós AVC : revisão sistemática da literatura

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O Acidente Vascular Cerebral é uma das principais causas de morte em Portugal e os doentes que sobrevivem a esta doença ficam frequentemente com hemiparesia e hemiplegia. Existem varias técnicas de reabilitação para recuperar a funcionalidade total ou parcial dos membros afetados, mas recentemente tem ganho destaque a técnica da terapia espelho. Objetivo: Avaliar níveis de recuperação da hemiparesia em doentes com acidente vascular cerebral após a aplicação da terapia espelho, e elaborar guidelines orientadoras na realização da terapia espelho. Metodologia: Trata-se de uma Revisão Sistemática da Literatura de acordo com o método Participantes, Intervenciones, Comparaciones y Outcome (Desenlaces), tendo como questão de investigação: “Qual será o potencial de recuperação ou melhoria da hemiparesia na doente vítima de AVC após implementação da terapia-espelho?” A partir da pesquisa das bases de dados eletrónicas foram incluídos seis artigos: Siusco et al. (2008), Dohle et al. (2008), Thieme et al. (2012), Invernizzi et al. (2012), Samuelkamaleshkumar et al. (2014), Colomer, Noé e Llorens (2016). Resultados: A terapia espelho diminui o grau de paresia apresentada pelos doentes permitindo obter: um grau de espasticidade ligeiramente menor, melhorias na capacidade funcional do membro superior afetado na recuperação motora e na destreza manual, na resistência ao movimento passivo dos flexores dos dedos, na recuperação da função motora distal, na postura global, na recuperação da sensibilidade superficial e na sensação táctil, e ainda na recuperação da heminegligência visuo-espacial. Conclusão: A terapia espelho em conjunto com a terapia convencional é uma prática na intervenção do Enfermeiro de reabilitação, que traz resultados benéficos aos doentes após acidente vascular cerebral. Trata-se de uma mais-valia na recuperação motora destes doentes, que tem a vantagem de ser uma técnica simples e sem muitos custos para o doente, promovendo assim também a sua autonomia. Palavras-chave: Doente; Acidente Vascular Cerebral; hemiparesia; terapia espelho.
Autores principais:Pereira, Catarina Isabel
Assunto:Acidente vascular cerebral Hemiplegia Parésia Reabilitação do acidente vascular cerebral Revisão Paresis Review Stroke Stroke rehabilitation
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viseu
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu
Descrição
Resumo:Introdução: O Acidente Vascular Cerebral é uma das principais causas de morte em Portugal e os doentes que sobrevivem a esta doença ficam frequentemente com hemiparesia e hemiplegia. Existem varias técnicas de reabilitação para recuperar a funcionalidade total ou parcial dos membros afetados, mas recentemente tem ganho destaque a técnica da terapia espelho. Objetivo: Avaliar níveis de recuperação da hemiparesia em doentes com acidente vascular cerebral após a aplicação da terapia espelho, e elaborar guidelines orientadoras na realização da terapia espelho. Metodologia: Trata-se de uma Revisão Sistemática da Literatura de acordo com o método Participantes, Intervenciones, Comparaciones y Outcome (Desenlaces), tendo como questão de investigação: “Qual será o potencial de recuperação ou melhoria da hemiparesia na doente vítima de AVC após implementação da terapia-espelho?” A partir da pesquisa das bases de dados eletrónicas foram incluídos seis artigos: Siusco et al. (2008), Dohle et al. (2008), Thieme et al. (2012), Invernizzi et al. (2012), Samuelkamaleshkumar et al. (2014), Colomer, Noé e Llorens (2016). Resultados: A terapia espelho diminui o grau de paresia apresentada pelos doentes permitindo obter: um grau de espasticidade ligeiramente menor, melhorias na capacidade funcional do membro superior afetado na recuperação motora e na destreza manual, na resistência ao movimento passivo dos flexores dos dedos, na recuperação da função motora distal, na postura global, na recuperação da sensibilidade superficial e na sensação táctil, e ainda na recuperação da heminegligência visuo-espacial. Conclusão: A terapia espelho em conjunto com a terapia convencional é uma prática na intervenção do Enfermeiro de reabilitação, que traz resultados benéficos aos doentes após acidente vascular cerebral. Trata-se de uma mais-valia na recuperação motora destes doentes, que tem a vantagem de ser uma técnica simples e sem muitos custos para o doente, promovendo assim também a sua autonomia. Palavras-chave: Doente; Acidente Vascular Cerebral; hemiparesia; terapia espelho.