Publicação
Stress parental em pais de crianças hospitalizadas: influência de variáveis socio demográficas e clínicas
| Resumo: | A hospitalização de uma criança constitui uma experiência stressante, conduzindo muitas vezes a vivências de sofrimento por parte desta e dos pais, nas quais têm interferência diversos factores. Os objectivos deste estudo foram analisar a influência de variáveis clínicas da criança no nível de stress parental; determinar se a idade e sexo da criança hospitalizada influenciam o nível de stress parental e identificar a relação entre as variáveis sócio demográficas dos pais e os níveis de stress parental em pais de crianças hospitalizadas no CHTV-EPE. Trata-se de um estudo quantitativo de corte transversal, descritivo-correlacional, efectuado numa amostra não probabilística por conveniência de 125 Pais (96 mães e 29 pais), com uma média de idade de 32,74 anos, acompanhantes de crianças hospitalizadas. O protocolo de avaliação incluiu um instrumento de caracterização sócio demográfica da amostra e a Escala de stress parental de Mixão, Leal e Maroco (2010). Os resultados evidenciaram que as variáveis clínicas, nomeadamente a presença de doença crónica na criança, as experiências anteriores de recorrer à urgência, o tempo de internamento entre 8-15 dias e os pais que referiram ter poucas ou nenhumas oportunidades para cuidar dos seus filhos durante o internamento, se associavam a maiores níveis de stress parental, assim como os pais das crianças de idade inferior a 2 anos, nas dimensões medos e angústias e o stress parental total. Da mesma forma, os pais com ensino básico e 2º e 3º ciclo e com rendimento familiar baixo, apresentaram maiores níveis de stress nas dimensões preocupações, medos e angústias e stress total e de satisfação, os pais que assumem ter apoio social. Face aos resultados, conclui-se que o stress parental deve ser considerado um foco de atenção em enfermagem pediátrica, que vise escutar as preocupações dos pais, decorrentes da hospitalização da criança e definir estratégias de apoio adequado e da sua capacitação, em prol da autonomia parental e do saudável desenvolvimento das crianças. Palavra-chave: Pais, Parentalidade, Stress Parental, Criança Hospitalizada. |
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| Autores principais: | Rocha, Cristina Maria Sousa Figueirinha |
| Assunto: | Adaptação psicológica Criança Criança hospitalizada Enfermagem pediátrica Hospitalização Mãe Pai Pais Stresse psicológico Adaptation, psychological Child Child, hospitalized Coping Fathers Hospitalization Mothers Parents Pediatric nursing Stress, psychological |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viseu |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu |
| Resumo: | A hospitalização de uma criança constitui uma experiência stressante, conduzindo muitas vezes a vivências de sofrimento por parte desta e dos pais, nas quais têm interferência diversos factores. Os objectivos deste estudo foram analisar a influência de variáveis clínicas da criança no nível de stress parental; determinar se a idade e sexo da criança hospitalizada influenciam o nível de stress parental e identificar a relação entre as variáveis sócio demográficas dos pais e os níveis de stress parental em pais de crianças hospitalizadas no CHTV-EPE. Trata-se de um estudo quantitativo de corte transversal, descritivo-correlacional, efectuado numa amostra não probabilística por conveniência de 125 Pais (96 mães e 29 pais), com uma média de idade de 32,74 anos, acompanhantes de crianças hospitalizadas. O protocolo de avaliação incluiu um instrumento de caracterização sócio demográfica da amostra e a Escala de stress parental de Mixão, Leal e Maroco (2010). Os resultados evidenciaram que as variáveis clínicas, nomeadamente a presença de doença crónica na criança, as experiências anteriores de recorrer à urgência, o tempo de internamento entre 8-15 dias e os pais que referiram ter poucas ou nenhumas oportunidades para cuidar dos seus filhos durante o internamento, se associavam a maiores níveis de stress parental, assim como os pais das crianças de idade inferior a 2 anos, nas dimensões medos e angústias e o stress parental total. Da mesma forma, os pais com ensino básico e 2º e 3º ciclo e com rendimento familiar baixo, apresentaram maiores níveis de stress nas dimensões preocupações, medos e angústias e stress total e de satisfação, os pais que assumem ter apoio social. Face aos resultados, conclui-se que o stress parental deve ser considerado um foco de atenção em enfermagem pediátrica, que vise escutar as preocupações dos pais, decorrentes da hospitalização da criança e definir estratégias de apoio adequado e da sua capacitação, em prol da autonomia parental e do saudável desenvolvimento das crianças. Palavra-chave: Pais, Parentalidade, Stress Parental, Criança Hospitalizada. |
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