Publicação
Parentalidade, incapacidade e satisfação com o suporte social
| Resumo: | Introdução: No quadro das grandes questões sobre as pessoas adultas com incapacidade, constatamos que são escassos os estudos sobre a vida familiar e, especificamente, sobre as potencialidades e dificuldades no exercício da parentalidade, bem como a relevância do suporte social neste domínio. Objetivo: analisar os resultados da autoeficácia parental e do suporte social em progenitores com incapacidade, bem como as relações entre estas variáveis, com o intuito de delinear estratégias de intervenção familiar. Métodos: estudo exploratório e descritivo, tendo-se utilizado uma amostra não probabilística e de conveniência, composta por 30 progenitores com incapacidades sensoriais. Os instrumentos de recolha foram a “Escala de Autoeficácia parental” (Brites, 2010), a “Escala de Satisfação com o Suporte Social” (Ribeiro, 2011) e um questionário com questões de natureza sociodemográfica. Resultados: Em relação à autoeficácia dos progenitores e as suas dimensões, verificou-se que os resultados são mais baixos em comparação com os resultados obtidos em estudos com amostras de progenitores sem incapacidade. No que diz respeito à satisfação com o suporte social, os valores foram elevados, sobretudo, na dimensão de satisfação com o apoio da família. Também foram encontradas correlações positivas e significativas entre os resultados globais e parciais da autoeficácia e da satisfação com o suporte social. Conclusões: As análises apresentadas sugerem que esta linha de investigação sobre questões relativas ao direito de uma vida familiar plena necessita de um maior aprofundamento, nomeadamente, conhecer as barreiras e delinear estratégias de apoio socioeducativo para facilitar a autodeterminação das pessoas com incapacidade. |
|---|---|
| Autores principais: | Silveira, Rosana |
| Outros Autores: | Felizardo, Sara; Alves, Ana Berta |
| Assunto: | Incapacidade Parentalidade Suporte Social |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viseu |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu |
| Resumo: | Introdução: No quadro das grandes questões sobre as pessoas adultas com incapacidade, constatamos que são escassos os estudos sobre a vida familiar e, especificamente, sobre as potencialidades e dificuldades no exercício da parentalidade, bem como a relevância do suporte social neste domínio. Objetivo: analisar os resultados da autoeficácia parental e do suporte social em progenitores com incapacidade, bem como as relações entre estas variáveis, com o intuito de delinear estratégias de intervenção familiar. Métodos: estudo exploratório e descritivo, tendo-se utilizado uma amostra não probabilística e de conveniência, composta por 30 progenitores com incapacidades sensoriais. Os instrumentos de recolha foram a “Escala de Autoeficácia parental” (Brites, 2010), a “Escala de Satisfação com o Suporte Social” (Ribeiro, 2011) e um questionário com questões de natureza sociodemográfica. Resultados: Em relação à autoeficácia dos progenitores e as suas dimensões, verificou-se que os resultados são mais baixos em comparação com os resultados obtidos em estudos com amostras de progenitores sem incapacidade. No que diz respeito à satisfação com o suporte social, os valores foram elevados, sobretudo, na dimensão de satisfação com o apoio da família. Também foram encontradas correlações positivas e significativas entre os resultados globais e parciais da autoeficácia e da satisfação com o suporte social. Conclusões: As análises apresentadas sugerem que esta linha de investigação sobre questões relativas ao direito de uma vida familiar plena necessita de um maior aprofundamento, nomeadamente, conhecer as barreiras e delinear estratégias de apoio socioeducativo para facilitar a autodeterminação das pessoas com incapacidade. |
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