Publicação
Desidratação de produtos e subprodutos agrícolas para evitar desperdício
| Resumo: | O desperdício alimentar é uma das maiores preocupações mundiais. A procura de soluções sustentáveis tem vindo a aumentar nos últimos anos e a desidratação de produtos alimentares com recurso a energia solar parece der ser uma das opções mais atrativas. No presente trabalho foram efetuados diversos ensaios de secagem em diversos produtos em condições laboratoriais e em condições reais. Em laboratório foram realizados ensaios em câmara climática com dois produtos agro alimentares, nomeadamente mirtilos e framboesas, e com diferentes valores de temperatura (40, 50, 60ºC) e com uma humidade relativa do ar de 10%. O objetivo principal destes ensaios foi encontrar as condições de secagem ideais. Para tal, foram realizadas análises químicas aos produtos, antes e após a sua secagem, para comparar a perda de propriedades durante o processo. Destes ensaios retirou-se a conclusão de que os ensaios a 40ºC e 10% HR produziam os melhores resultados em termos do teor de humidade alcançado e da qualidade do produto final seco. Em condições reais realizaram-se ensaios num secador solar indireto e híbrido, da empresa Chatron, com vários produtos agro-alimentares, tendo sido analisados apenas os ensaios com couve-galega e bagaço de maçã. O objetivo principal destes ensaios foi determinar a contribuição da energia solar para o processo de secagem. Para tal, foi desenvolvido um balanço de energia ao secador que teve em conta os fluxos de energia do ar que entra e que sai, da água transferida do produto para o ar, a energia elétrica e as perdas térmicas. Estes ensaios revelaram que o balanço aplicado não é adequado ao período inicial transiente do processo, mas dá bons resultados no restante que corresponde à maior parte do tempo e energia envolvida. Sem considerar o regime transiente, concluiu-se que a contribuição da energia solar para o processo de secagem foi de 10,5%, no caso do ensaio realizado em condições de inverno, e de 27,2%, para o caso do ensaio realizado em condições de verão. |
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| Autores principais: | Castro, Alberto Daniel Cerejeira e |
| Assunto: | Secagem agro-alimentar Conservação agro-alimentar Desperdício agro-alimentar Subprodutos Secador Solar Avaliação energética Energia solar Energia renovável Sustentabilidade |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viseu |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu |
| Resumo: | O desperdício alimentar é uma das maiores preocupações mundiais. A procura de soluções sustentáveis tem vindo a aumentar nos últimos anos e a desidratação de produtos alimentares com recurso a energia solar parece der ser uma das opções mais atrativas. No presente trabalho foram efetuados diversos ensaios de secagem em diversos produtos em condições laboratoriais e em condições reais. Em laboratório foram realizados ensaios em câmara climática com dois produtos agro alimentares, nomeadamente mirtilos e framboesas, e com diferentes valores de temperatura (40, 50, 60ºC) e com uma humidade relativa do ar de 10%. O objetivo principal destes ensaios foi encontrar as condições de secagem ideais. Para tal, foram realizadas análises químicas aos produtos, antes e após a sua secagem, para comparar a perda de propriedades durante o processo. Destes ensaios retirou-se a conclusão de que os ensaios a 40ºC e 10% HR produziam os melhores resultados em termos do teor de humidade alcançado e da qualidade do produto final seco. Em condições reais realizaram-se ensaios num secador solar indireto e híbrido, da empresa Chatron, com vários produtos agro-alimentares, tendo sido analisados apenas os ensaios com couve-galega e bagaço de maçã. O objetivo principal destes ensaios foi determinar a contribuição da energia solar para o processo de secagem. Para tal, foi desenvolvido um balanço de energia ao secador que teve em conta os fluxos de energia do ar que entra e que sai, da água transferida do produto para o ar, a energia elétrica e as perdas térmicas. Estes ensaios revelaram que o balanço aplicado não é adequado ao período inicial transiente do processo, mas dá bons resultados no restante que corresponde à maior parte do tempo e energia envolvida. Sem considerar o regime transiente, concluiu-se que a contribuição da energia solar para o processo de secagem foi de 10,5%, no caso do ensaio realizado em condições de inverno, e de 27,2%, para o caso do ensaio realizado em condições de verão. |
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