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Inovação e novas tecnologias no enoturismo: estudo de comportamento do consumidor que visita a Região Demarcada do Douro

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A evolução tecnológica, aliada ao uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e outras tecnologias digitais mais sofisticadas, como Realidade Virtual (RA), IoT (internet das coisas), Beacons, Chatbots, entre outras, trouxeram mudanças significativas para a indústria do turismo, transformando o ciclo da experiência turística. O enoturismo, assumido como um importante ativo estratégico de desenvolvimento do país, deve adaptar-se a esta tendência, de forma, a agregar valor à experiência enoturística. Apesar dos benefícios significativos das tecnologias, poucos estudos exploraram o uso de tecnologias por enoturistas durante todas as fases de sua jornada de viagem e como podem aprimorar a sua experiência de enoturismo. Assim, este estudo preenche esta lacuna ao explorar como os enoturistas utilizam as tecnologias na sua viagem turística (antes, durante e depois da viagem) e como melhoram a sua experiência enoturística. Para obtenção dos resultados, foi aplicado um inquérito por questionário disponibilizado online em língua portuguesa, inglesa e francesa aos visitantes da Região Demarcada do Douro. A partir deste método foi obtida uma amostra de conveniência, constituída por 207 respostas válidas. Através da análise fatorial exploratória (AFE) foi possível dividir a utilização das TICs em três fatores: fator 1 – Utilização das tecnologias mais elaboradas/sofisticadas; fator 2– Utilização de tecnologias mais práticas/utilitárias e fator 3 – Utilização de tecnologias após experiência. Com o objetivo de compreender quais os fatores que mais contribuem para a satisfação, experiência memorável e lealdade ao destino, procede-se ao cálculo dos coeficientes de correlação, verificando-se uma relação linear positiva entre a utilização das TICs na experiência enoturística e os construtos em estudo. Quanto ao perfil sociodemográfico, a partir do teste ANOVA foi possível concluir que os enoturistas de diferentes faixas etárias e género não mostram diferenças significativas na utilização das novas tecnologias na experiência enoturística. No entanto, verifica-se uma relação significativa entre o uso das tecnologias com as variáveis, habilitações académicas e rendimento. As conclusões deste estudo são relevantes para que as regiões vitivinícolas e stakeholders redesenhem as suas estratégias, podendo-se tornar mais competitivos ao incluir novas tecnologias em todas as fases da jornada do enoturista.
Autores principais:Cardoso, Tânia Andreia Guedes
Assunto:Enoturismo Novas Tecnologias Satisfação Experiência memorável Lealdade ao destino
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viseu
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu
Descrição
Resumo:A evolução tecnológica, aliada ao uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e outras tecnologias digitais mais sofisticadas, como Realidade Virtual (RA), IoT (internet das coisas), Beacons, Chatbots, entre outras, trouxeram mudanças significativas para a indústria do turismo, transformando o ciclo da experiência turística. O enoturismo, assumido como um importante ativo estratégico de desenvolvimento do país, deve adaptar-se a esta tendência, de forma, a agregar valor à experiência enoturística. Apesar dos benefícios significativos das tecnologias, poucos estudos exploraram o uso de tecnologias por enoturistas durante todas as fases de sua jornada de viagem e como podem aprimorar a sua experiência de enoturismo. Assim, este estudo preenche esta lacuna ao explorar como os enoturistas utilizam as tecnologias na sua viagem turística (antes, durante e depois da viagem) e como melhoram a sua experiência enoturística. Para obtenção dos resultados, foi aplicado um inquérito por questionário disponibilizado online em língua portuguesa, inglesa e francesa aos visitantes da Região Demarcada do Douro. A partir deste método foi obtida uma amostra de conveniência, constituída por 207 respostas válidas. Através da análise fatorial exploratória (AFE) foi possível dividir a utilização das TICs em três fatores: fator 1 – Utilização das tecnologias mais elaboradas/sofisticadas; fator 2– Utilização de tecnologias mais práticas/utilitárias e fator 3 – Utilização de tecnologias após experiência. Com o objetivo de compreender quais os fatores que mais contribuem para a satisfação, experiência memorável e lealdade ao destino, procede-se ao cálculo dos coeficientes de correlação, verificando-se uma relação linear positiva entre a utilização das TICs na experiência enoturística e os construtos em estudo. Quanto ao perfil sociodemográfico, a partir do teste ANOVA foi possível concluir que os enoturistas de diferentes faixas etárias e género não mostram diferenças significativas na utilização das novas tecnologias na experiência enoturística. No entanto, verifica-se uma relação significativa entre o uso das tecnologias com as variáveis, habilitações académicas e rendimento. As conclusões deste estudo são relevantes para que as regiões vitivinícolas e stakeholders redesenhem as suas estratégias, podendo-se tornar mais competitivos ao incluir novas tecnologias em todas as fases da jornada do enoturista.