Publicação
Perceção dos Profissionais de Desporto sobre a importância da prática da Natação na promoção da Qualidade de Vida de crianças/jovens com Perturbação do Espectro de Autismo
| Resumo: | A qualidade de vida é um direito de todos, incluindo das crianças com perturbações do neurodesenvolvimento. O desporto é considerado como um fator de integração e igualdade social, sendo importante na estimulação física, psicológica e social da pessoa. A Natação é uma das modalidades desportivas assumida como um contexto útil e divertido para a melhoria da qualidade de vida em pessoas com perturbação do neurodesenvolvimento. O movimento livre proporcionado pelo meio aquático permite a experimentação de potencialidades e limitações, possibilitando o autoconhecimento e a descoberta da capacidade do movimento na água, sem auxílio. Isto faz com que a pessoa sinta prazer em desfrutar da água, aumentando a sua autoestima, a sua autoconfiança e a sua independência. A problemática em análise neste estudo é a Perturbação do Espectro do Autismo (PEA). Esta é uma perturbação crónica do neurodesenvolvimento definida por alterações presentes desde idades muito precoces, que se caracteriza por desvios qualitativos na comunicação, na interação social, no uso da imaginação e num padrão de comportamentos, interesses e atividades repetitivos e restritos. O principal objetivo é conhecer as perceções dos profissionais de desporto sobre a influência da prática da Natação na promoção da Qualidade de Vida de crianças/jovens com Perturbação do Espectro de Autismo. Foram inquiridos através de questionário 21 profissionais com uma idade média de 42,1±7,75 anos. Os participantes eram maioritariamente mulheres (62%), detentores de formação académica ao nível do Ensino Superior (95%) na área do Desporto e Educação Física (86%). A maioria tinha formação específica em Natação (90%) e na altura do estudo estavam a trabalhar nesta modalidade (81%). Todos os participantes tinham experiência na área da Natação com crianças/jovens com PEA. Os resultados permitem inferir que estes profissionais possuem conhecimentos e formação para trabalhar com estas crianças/jovens, e que estão cientes das dificuldades que enfrentam, mas também dos aspetos que poderão facilitar o seu trabalho. De um modo geral os participantes consideraram que a prática de natação pode contribuir para a promoção da qualidade de vida das crianças/jovens com PEA. |
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| Autores principais: | Gama, Salomé Batista |
| Assunto: | Qualidade de Vida Natação Perturbação do Espectro de Autismo Perceções de Profissionais Quality of Life Swimming Autism Spectrum Disorder Perceptions of Professionals |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viseu |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu |
| Resumo: | A qualidade de vida é um direito de todos, incluindo das crianças com perturbações do neurodesenvolvimento. O desporto é considerado como um fator de integração e igualdade social, sendo importante na estimulação física, psicológica e social da pessoa. A Natação é uma das modalidades desportivas assumida como um contexto útil e divertido para a melhoria da qualidade de vida em pessoas com perturbação do neurodesenvolvimento. O movimento livre proporcionado pelo meio aquático permite a experimentação de potencialidades e limitações, possibilitando o autoconhecimento e a descoberta da capacidade do movimento na água, sem auxílio. Isto faz com que a pessoa sinta prazer em desfrutar da água, aumentando a sua autoestima, a sua autoconfiança e a sua independência. A problemática em análise neste estudo é a Perturbação do Espectro do Autismo (PEA). Esta é uma perturbação crónica do neurodesenvolvimento definida por alterações presentes desde idades muito precoces, que se caracteriza por desvios qualitativos na comunicação, na interação social, no uso da imaginação e num padrão de comportamentos, interesses e atividades repetitivos e restritos. O principal objetivo é conhecer as perceções dos profissionais de desporto sobre a influência da prática da Natação na promoção da Qualidade de Vida de crianças/jovens com Perturbação do Espectro de Autismo. Foram inquiridos através de questionário 21 profissionais com uma idade média de 42,1±7,75 anos. Os participantes eram maioritariamente mulheres (62%), detentores de formação académica ao nível do Ensino Superior (95%) na área do Desporto e Educação Física (86%). A maioria tinha formação específica em Natação (90%) e na altura do estudo estavam a trabalhar nesta modalidade (81%). Todos os participantes tinham experiência na área da Natação com crianças/jovens com PEA. Os resultados permitem inferir que estes profissionais possuem conhecimentos e formação para trabalhar com estas crianças/jovens, e que estão cientes das dificuldades que enfrentam, mas também dos aspetos que poderão facilitar o seu trabalho. De um modo geral os participantes consideraram que a prática de natação pode contribuir para a promoção da qualidade de vida das crianças/jovens com PEA. |
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