Publicação
Intervenção Precoce na Infância: da abordagem centrada na família às práticas
| Resumo: | Este trabalho de Projeto tem como tema a Intervenção Precoce na Infância (IPI) e pretende contribuir para o aprofundamento dos conhecimentos relativos à mesma em Portugal. Considera compreender se os conceitos de base devem ser assentes em modelos de promoção, capacitação, parceria baseados nas forças e recursos da família. Desejam-se conhecer as necessidades e prioridades designadas pelas Equipas Locais de Intervenção Precoce (ELI) e perceber se as práticas em IPI são realizadas numa abordagem centrada na família, explorando as estratégias utilizadas, procedimentos e agentes envolvidos neste processo. Para a realização desta investigação optou-se por um estudo de caso com uma metodologia qualitativa, tendo sido realizado um inquérito por QUESTIONÁRIO, composto por 10 questões maioritariamente com respostas numa escala de Likert numa readaptação da versão original “family focused intervention scale”, a partir de Pimentel (2005) e algumas perguntas abertas por nós idealizadas especificamente para este estudo. Constituem o caso os técnicos de uma ELI da região centro do país. Nas principais conclusões desta investigação, verifica-se que a Intervenção Precoce na infância é descrita na teoria como devendo ser centrada na família. Tal supõe que esta adquira competências de capacitação para promover o desenvolvimento da criança, evitando ficar totalmente dependente dos serviços. Verificamos através deste estudo que não estão reunidas todas as condições para que tal não aconteça na prática, uma vez que um conjunto de indicadores, a saber: i) informações direcionadas à família; ii) utilização dos recursos da comunidade e envolvimento parental; iii) apoio pessoal e familiar e iv) recursos formais e informais, apontem para que as práticas sejam orientadas para as famílias e não necessariamente para a implicação das mesmas nos processos, proporcionando-lhes ferramentas para a sua autonomia. |
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| Autores principais: | Esteves, Vera Lúcia Loureiro |
| Assunto: | Intervenção Precoce na Infância Equipa Local de Intervenção Famílias Inclusão Necessidades Educativas Especiais Early Childhood Intervention Children Families Inclusion Local Intervention Tea |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viseu |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu |
| Resumo: | Este trabalho de Projeto tem como tema a Intervenção Precoce na Infância (IPI) e pretende contribuir para o aprofundamento dos conhecimentos relativos à mesma em Portugal. Considera compreender se os conceitos de base devem ser assentes em modelos de promoção, capacitação, parceria baseados nas forças e recursos da família. Desejam-se conhecer as necessidades e prioridades designadas pelas Equipas Locais de Intervenção Precoce (ELI) e perceber se as práticas em IPI são realizadas numa abordagem centrada na família, explorando as estratégias utilizadas, procedimentos e agentes envolvidos neste processo. Para a realização desta investigação optou-se por um estudo de caso com uma metodologia qualitativa, tendo sido realizado um inquérito por QUESTIONÁRIO, composto por 10 questões maioritariamente com respostas numa escala de Likert numa readaptação da versão original “family focused intervention scale”, a partir de Pimentel (2005) e algumas perguntas abertas por nós idealizadas especificamente para este estudo. Constituem o caso os técnicos de uma ELI da região centro do país. Nas principais conclusões desta investigação, verifica-se que a Intervenção Precoce na infância é descrita na teoria como devendo ser centrada na família. Tal supõe que esta adquira competências de capacitação para promover o desenvolvimento da criança, evitando ficar totalmente dependente dos serviços. Verificamos através deste estudo que não estão reunidas todas as condições para que tal não aconteça na prática, uma vez que um conjunto de indicadores, a saber: i) informações direcionadas à família; ii) utilização dos recursos da comunidade e envolvimento parental; iii) apoio pessoal e familiar e iv) recursos formais e informais, apontem para que as práticas sejam orientadas para as famílias e não necessariamente para a implicação das mesmas nos processos, proporcionando-lhes ferramentas para a sua autonomia. |
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