Publicação
Fatores influenciadores da ansiedade, depressão e stress do cuidador informal da pessoa dependente
| Resumo: | Introdução: O cuidador informal da pessoa com dependência física e/ou declínio cognitivo experiencia, em muitos casos, ansiedade, depressão e/ou stress. Torna-se importante conhecer os fatores que influenciam os estados de ansiedade, depressão e stress para os poder prevenir ou mitigar. Objetivo: Determinar fatores preditores da ansiedade, depressão e stress do cuidador informal da pessoa dependente. Métodos: Estudo quantitativo, descritivo/correlacional e transversal, com amostra do tipo não probabilística, por redes, de 85 cuidadores informais. Foi utilizado um questionário de avaliação das características sociodemográficas do cuidador e da pessoa dependente e das características contextuais da prestação de cuidados, para além da Escala de Resiliência para Adultos, a Escala de sobrecarga do cuidador, o Índice de Esforço do Cuidador, a Escala de Ansiedade, Depressão e Stress, o Questionário de Apoio Social Funcional, o Índice de Barthel e o Informant Questionnaire on Cognitive Decline in the Elderly. Resultados: Os participantes têm uma idade média de 51.97 anos, com um desvio padrão de 15.02. São maioritariamente do sexo feminino, casados ou vivem em união de facto e com escolaridade até ao terceiro ciclo. Após análise multivariada determinámos que a relação interpessoal, enquanto dimensão de sobrecarga, é preditor de ansiedade, depressão e stress. A perceção de autoeficácia (dimensão de sobrecarga) e pertencer a família nuclear são preditores de ansiedade e depressão. A dimensão de sobrecarga, expectativas face ao cuidar é preditor de depressão e stress. As dimensões de resiliência, competências sociais e coesão familiar, o apoio social funcional e o estado cognitivo da pessoa dependente são preditores de ansiedade. Por outro lado, recursos sociais (dimensão de resiliência) e idade da pessoa dependente são preditores de depressão. Planeamento do futuro (dimensão de resiliência), impacto da prestação de cuidados (dimensão de sobrecarga), sexo do cuidador, prestar 5 ou menos horas diárias de cuidados e capacidade funcional, declínio cognitivo e sexo da pessoa dependente são preditores de stress. Conclusão: Os resultados apontam para a importância de algumas variáveis como determinantes da ansiedade, depressão e/ou stress do cuidador informal. Dado que alterações adversas no cuidador podem ter repercussões na pessoa dependente, é de extrema importância conhecer os fatores de risco para se poder intervir no sentido da prevenção e promoção da saúde mental dos cuidadores informais, cuidando também de quem cuida. Palavras-chave: Ansiedade, Depressão, Stress, Cuidador informal, Sobrecarga. |
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| Autores principais: | Silva, Marta Susana Martins da |
| Assunto: | Ansiedade Apoio social Depressão Efeitos psicossociais da doença Prestadores de cuidados Resiliência, psicológica Stresse psicológico Anxiety Caregivers Cost of illness Depression Resilience, psychological Social support Stress, psychological |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viseu |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu |
| Resumo: | Introdução: O cuidador informal da pessoa com dependência física e/ou declínio cognitivo experiencia, em muitos casos, ansiedade, depressão e/ou stress. Torna-se importante conhecer os fatores que influenciam os estados de ansiedade, depressão e stress para os poder prevenir ou mitigar. Objetivo: Determinar fatores preditores da ansiedade, depressão e stress do cuidador informal da pessoa dependente. Métodos: Estudo quantitativo, descritivo/correlacional e transversal, com amostra do tipo não probabilística, por redes, de 85 cuidadores informais. Foi utilizado um questionário de avaliação das características sociodemográficas do cuidador e da pessoa dependente e das características contextuais da prestação de cuidados, para além da Escala de Resiliência para Adultos, a Escala de sobrecarga do cuidador, o Índice de Esforço do Cuidador, a Escala de Ansiedade, Depressão e Stress, o Questionário de Apoio Social Funcional, o Índice de Barthel e o Informant Questionnaire on Cognitive Decline in the Elderly. Resultados: Os participantes têm uma idade média de 51.97 anos, com um desvio padrão de 15.02. São maioritariamente do sexo feminino, casados ou vivem em união de facto e com escolaridade até ao terceiro ciclo. Após análise multivariada determinámos que a relação interpessoal, enquanto dimensão de sobrecarga, é preditor de ansiedade, depressão e stress. A perceção de autoeficácia (dimensão de sobrecarga) e pertencer a família nuclear são preditores de ansiedade e depressão. A dimensão de sobrecarga, expectativas face ao cuidar é preditor de depressão e stress. As dimensões de resiliência, competências sociais e coesão familiar, o apoio social funcional e o estado cognitivo da pessoa dependente são preditores de ansiedade. Por outro lado, recursos sociais (dimensão de resiliência) e idade da pessoa dependente são preditores de depressão. Planeamento do futuro (dimensão de resiliência), impacto da prestação de cuidados (dimensão de sobrecarga), sexo do cuidador, prestar 5 ou menos horas diárias de cuidados e capacidade funcional, declínio cognitivo e sexo da pessoa dependente são preditores de stress. Conclusão: Os resultados apontam para a importância de algumas variáveis como determinantes da ansiedade, depressão e/ou stress do cuidador informal. Dado que alterações adversas no cuidador podem ter repercussões na pessoa dependente, é de extrema importância conhecer os fatores de risco para se poder intervir no sentido da prevenção e promoção da saúde mental dos cuidadores informais, cuidando também de quem cuida. Palavras-chave: Ansiedade, Depressão, Stress, Cuidador informal, Sobrecarga. |
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