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Cultura organizacional da família e sexualidade na adolescência

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Enquadramento: A adolescência é uma etapa da vida que se caracteriza pela progressiva aquisição de autonomia e mudanças nas relações familiares, mas também muitas vezes por imaturidade emocional e susceptibilidade à influência de pares que facilmente podem resultar na adoção de comportamentos e atitudes considerados de risco para a sua integridade. Objectivos: Analisar as relações entre as variáveis sociodemográficas e de contexto sexual, a cultura organizacional da família e as atitudes adotadas pelos adolescentes face a sexualidade. Método: Estudo observacional descritivo correlacional, efetuado em corte transversal. A amostra não probabilística de 1216 adolescentes que frequentam o 9º ano em escolas públicas do interior centro de Portugal realizado no âmbito do projecto MISIJ –FCTFPTDC/ CPE-CED/103313/2008. Foi aplicado o questionário sobre a caraterização sociodemográfica e de contexto sexual; o inventário da cultura organizacional da família de Nave (2007) e a escala de atitudes face à sexualidade de Nelas et al (2010). Resultados: A maioria (54.77%) é do sexo feminino e (45.23%) do sexo masculino, entre 14 e 18 anos. A média de idades foi de 14.69 anos; a maioria reside em aldeia (48.8%). 12.6% já iniciaram relações sexuais; entre os 10 e os 18 anos com média de 13,83 anos, os rapazes (15.1%) mais do que as raparigas (10.5%). Dos que fazem contraceção 39.4% são do sexo feminino e 60.6 % são do sexo masculino; 12,9% os rapazes não utilizam o preservativo em todas as relações, e o mesmo se verifica para 17,8% das raparigas. A maioria (48.1%) apresenta atitudes favoráveis face à sexualidade e 24.9% revelou atitudes desfavoráveis. Os rapazes (53.7%) apresentam atitudes mais favoráveis face à sexualidade no global do que as raparigas (46.3%), (X2=36.348, p=0.000 Existem diferenças estatisticamente significativas entre o sexo (p=0.000), a idade (p=0.004), a cultura organizacional da família (p<0.005), o diálogo sobre sexualidade com professores (p=0.000), com profissionais de saúde (p=0.000), e as atitudes dos adolescentes face à sexualidade. Conclusão: Família e sociedade devem assumir a importância da sexualidade como factor de equilíbrio do ser humano ao longo da vida e criar modelos de saúde e espaços de confiança que sustentem a educação sexual das crianças e adolescentes, tornando-os mais empoderados, saudáveis e felizes. PALAVRAS-CHAVE: adolescência, família, sexualidade, atitudes.
Autores principais:Grilo, Célia Maria Jesus Ferreira
Outros Autores:Ferreira, Manuela Maria Conceição, orient.; Duarte, João Carvalho, co-orient.
Assunto:Adolescente Atitude Cultura organizacional Família Pais Relações interpessoais Sexualidade Adolescent Attitude Family Interpersonal relations Parents Organizational culture Sexuality
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viseu
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu
Descrição
Resumo:Enquadramento: A adolescência é uma etapa da vida que se caracteriza pela progressiva aquisição de autonomia e mudanças nas relações familiares, mas também muitas vezes por imaturidade emocional e susceptibilidade à influência de pares que facilmente podem resultar na adoção de comportamentos e atitudes considerados de risco para a sua integridade. Objectivos: Analisar as relações entre as variáveis sociodemográficas e de contexto sexual, a cultura organizacional da família e as atitudes adotadas pelos adolescentes face a sexualidade. Método: Estudo observacional descritivo correlacional, efetuado em corte transversal. A amostra não probabilística de 1216 adolescentes que frequentam o 9º ano em escolas públicas do interior centro de Portugal realizado no âmbito do projecto MISIJ –FCTFPTDC/ CPE-CED/103313/2008. Foi aplicado o questionário sobre a caraterização sociodemográfica e de contexto sexual; o inventário da cultura organizacional da família de Nave (2007) e a escala de atitudes face à sexualidade de Nelas et al (2010). Resultados: A maioria (54.77%) é do sexo feminino e (45.23%) do sexo masculino, entre 14 e 18 anos. A média de idades foi de 14.69 anos; a maioria reside em aldeia (48.8%). 12.6% já iniciaram relações sexuais; entre os 10 e os 18 anos com média de 13,83 anos, os rapazes (15.1%) mais do que as raparigas (10.5%). Dos que fazem contraceção 39.4% são do sexo feminino e 60.6 % são do sexo masculino; 12,9% os rapazes não utilizam o preservativo em todas as relações, e o mesmo se verifica para 17,8% das raparigas. A maioria (48.1%) apresenta atitudes favoráveis face à sexualidade e 24.9% revelou atitudes desfavoráveis. Os rapazes (53.7%) apresentam atitudes mais favoráveis face à sexualidade no global do que as raparigas (46.3%), (X2=36.348, p=0.000 Existem diferenças estatisticamente significativas entre o sexo (p=0.000), a idade (p=0.004), a cultura organizacional da família (p<0.005), o diálogo sobre sexualidade com professores (p=0.000), com profissionais de saúde (p=0.000), e as atitudes dos adolescentes face à sexualidade. Conclusão: Família e sociedade devem assumir a importância da sexualidade como factor de equilíbrio do ser humano ao longo da vida e criar modelos de saúde e espaços de confiança que sustentem a educação sexual das crianças e adolescentes, tornando-os mais empoderados, saudáveis e felizes. PALAVRAS-CHAVE: adolescência, família, sexualidade, atitudes.