Publicação
Precauções básicas do controlo da Infeção : conhecimento e adesão dos enfermeiros nos cuidados de saúde primários
| Resumo: | Enquadramento: As Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde (IACS) são atualmente uma epidemia silenciosa, sendo o seu evento adverso mais frequente ao nível da prestação de cuidados de saúde. Objetivo: Identificar o conhecimento e a adesão de precauções básicas do controlo da infeção (PBCI) por parte de enfermeiros a exercer em Cuidados de Saúde Primários da região centro de Portugal; conhecer a perceção dos enfermeiros face às PBCI. Métodos: Estudo quantitativo e descritivo (1) e qualitativo de análise de conteúdo (2). No estudo 1 utilizou-se o questionário como instrumento de recolha de dados, aplicado a 108 enfermeiros, maioritariamente do género feminino (82,4%), com uma idade média de 42,018,719 dp; no estudo 2 recorreu-se a uma entrevista semiestruturada, a uma amostra de 11 enfermeiros. Resultados: Estudo 1 – Os enfermeiros: com menos tempo de serviço revelaram mais conhecimento adequado e uma maior adesão às PBCI (recolha segura de resíduos; p=0,043); os que possuem mestrado higienizam com mais frequência as mãos, apresentam mais conhecimento sobre este procedimento e adotam com mais frequência os EPI’s (lavagem das mãos p=0,033; adoção de EPI’s p=0,027); os enfermeiros especialistas higienizam as mãos com mais frequência (recolha segura de resíduos X2=11,289; p=0,004); os muito motivados para realizar/seguir os protolocos de controlo das IACS apresentam conhecimento mais adequado e maior adesão das PBCI (adoção de EPI’s p=0,003; recolha segura de resíduos p=0,004); os que consideram a sua prática muito adequada evidenciam mais conhecimento e adesão das PBCI (lavagem das mãos p=0,001; adoção de EPI’s p=0,000; recolha segura de resíduos p=0,041). Estudo 2 - na generalidade, adotam as PBCI no seu quotidiano profissional; atribuíram importância às ações de formação sobre as IACS; sentem-se motivados para realizar/seguir os protocolos das IACS, no local de trabalho; avaliam a sua prática habitual de controlo das IACS como razoável; seguem as normas preconizadas pela DGS para a higienização das mãos; as PBCI adotadas no uso dos EPI’s são: bata, luvas, máscara cirúrgica, avental (descartável), calçado adequado e óculos de proteção em situações onde há o risco de salpicos. Conclusão: Deve existir um maior esclarecimento quanto aos possíveis perigos e riscos ambientais e de saúde, resultantes de práticas não adequadas face às PBCI. Palavras-chave: Infeção; Precauções Básicas; Conhecimento; Adesão, Enfermeiros. |
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| Autores principais: | Soares, Isabel Martins |
| Assunto: | Conhecimentos, atitudes e prática em saúde Controle da infecção Cuidados primários de saúde Enfermagem de cuidados primários Enfermeiros Infecção cruzada Precauções universais Cross infection Health knowledge, attitudes, practice Infection control Nurses Primary care nursing Primary health care Universal precautions |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viseu |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu |
| Resumo: | Enquadramento: As Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde (IACS) são atualmente uma epidemia silenciosa, sendo o seu evento adverso mais frequente ao nível da prestação de cuidados de saúde. Objetivo: Identificar o conhecimento e a adesão de precauções básicas do controlo da infeção (PBCI) por parte de enfermeiros a exercer em Cuidados de Saúde Primários da região centro de Portugal; conhecer a perceção dos enfermeiros face às PBCI. Métodos: Estudo quantitativo e descritivo (1) e qualitativo de análise de conteúdo (2). No estudo 1 utilizou-se o questionário como instrumento de recolha de dados, aplicado a 108 enfermeiros, maioritariamente do género feminino (82,4%), com uma idade média de 42,018,719 dp; no estudo 2 recorreu-se a uma entrevista semiestruturada, a uma amostra de 11 enfermeiros. Resultados: Estudo 1 – Os enfermeiros: com menos tempo de serviço revelaram mais conhecimento adequado e uma maior adesão às PBCI (recolha segura de resíduos; p=0,043); os que possuem mestrado higienizam com mais frequência as mãos, apresentam mais conhecimento sobre este procedimento e adotam com mais frequência os EPI’s (lavagem das mãos p=0,033; adoção de EPI’s p=0,027); os enfermeiros especialistas higienizam as mãos com mais frequência (recolha segura de resíduos X2=11,289; p=0,004); os muito motivados para realizar/seguir os protolocos de controlo das IACS apresentam conhecimento mais adequado e maior adesão das PBCI (adoção de EPI’s p=0,003; recolha segura de resíduos p=0,004); os que consideram a sua prática muito adequada evidenciam mais conhecimento e adesão das PBCI (lavagem das mãos p=0,001; adoção de EPI’s p=0,000; recolha segura de resíduos p=0,041). Estudo 2 - na generalidade, adotam as PBCI no seu quotidiano profissional; atribuíram importância às ações de formação sobre as IACS; sentem-se motivados para realizar/seguir os protocolos das IACS, no local de trabalho; avaliam a sua prática habitual de controlo das IACS como razoável; seguem as normas preconizadas pela DGS para a higienização das mãos; as PBCI adotadas no uso dos EPI’s são: bata, luvas, máscara cirúrgica, avental (descartável), calçado adequado e óculos de proteção em situações onde há o risco de salpicos. Conclusão: Deve existir um maior esclarecimento quanto aos possíveis perigos e riscos ambientais e de saúde, resultantes de práticas não adequadas face às PBCI. Palavras-chave: Infeção; Precauções Básicas; Conhecimento; Adesão, Enfermeiros. |
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