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Perceção da cultura de segurança pelos profissionais de saúde em obstetrícia e ginecologia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A segurança do doente, enquanto componente da qualidade dos cuidados de saúde, tem assumido grande relevância nas políticas de saúde. A notificação do erro deve ser encarada como uma oportunidade de melhoria. Também os desequilíbrios no bem-estar profissional interferem na qualidade dos serviços prestados. Objetivo: Descrever a perceção dos profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) sobre a cultura de segurança do doente no DOG. Metodologia: Estudo de natureza quantitativa, transversal e descritivo-correlacional. O instrumento de recolha de dados é constituído pelo questionário Hospital Survey on Patient Safety Culture (AHRQ, 2004), a Escala Satisfaction with life scale (Dinner et al., 1985) e questões sociodemográficas e profissionais, aplicado a uma amostra de 121 profissionais de saúde. Resultados: A amostra é constituída maioritariamente por profissionais de saúde do sexo feminino (90,9%), com a categoria profissional de enfermeiro (89,3%) e com o grau de licenciado (86,0%). Do total da amostra, 66,9% não notificou qualquer evento ou ocorrência nos últimos 12 meses, 50,4% considera o grau de segurança do doente como aceitável e 45,5% como muito bom. A dimensão “trabalho em equipa” foi a que obteve isoladamente o valor mais positivo, contudo não se evidencia como ponto forte. As dimensões consideradas problemáticas são: “Resposta ao erro não punitiva”, “Profissionais”, “Frequência da notificação de eventos” e “Apoio à segurança do doente pela gestão”, com necessidade de intervenção prioritária. A satisfação com a vida estabelece uma relação preditiva com a perceção da cultura de segurança, com maior significado para a dimensão “Resposta ao erro não punitiva”. Conclusões: A cultura de segurança do doente no Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, percecionada pelos participantes no estudo, caracteriza-se como uma cultura de receio de resposta punitiva ao erro. A segurança de qualquer organização deve ser uma preocupação central e vista como um processo evolutivo, permeável à implementação de medidas corretivas e influenciada por variáveis sociodemográficas, profissionais e pelo grau de satisfação com a vida dos profissionais de saúde. Palavras-chave: segurança do paciente; cultura; qualidade de assistência à saúde; erros médicos; saúde materna.
Autores principais:Sousa, Bebiana Borges de
Assunto:Atitude do pessoal de saúde Enfermeiros Erros médicos Gestão da segurança Médicos Pessoal de saúde Saúde materna Segurança do doente Attitude of health personnel Health personnel Maternal health Medical errors Nurses Patient safety Physicians Safety management
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viseu
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu
Descrição
Resumo:Introdução: A segurança do doente, enquanto componente da qualidade dos cuidados de saúde, tem assumido grande relevância nas políticas de saúde. A notificação do erro deve ser encarada como uma oportunidade de melhoria. Também os desequilíbrios no bem-estar profissional interferem na qualidade dos serviços prestados. Objetivo: Descrever a perceção dos profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) sobre a cultura de segurança do doente no DOG. Metodologia: Estudo de natureza quantitativa, transversal e descritivo-correlacional. O instrumento de recolha de dados é constituído pelo questionário Hospital Survey on Patient Safety Culture (AHRQ, 2004), a Escala Satisfaction with life scale (Dinner et al., 1985) e questões sociodemográficas e profissionais, aplicado a uma amostra de 121 profissionais de saúde. Resultados: A amostra é constituída maioritariamente por profissionais de saúde do sexo feminino (90,9%), com a categoria profissional de enfermeiro (89,3%) e com o grau de licenciado (86,0%). Do total da amostra, 66,9% não notificou qualquer evento ou ocorrência nos últimos 12 meses, 50,4% considera o grau de segurança do doente como aceitável e 45,5% como muito bom. A dimensão “trabalho em equipa” foi a que obteve isoladamente o valor mais positivo, contudo não se evidencia como ponto forte. As dimensões consideradas problemáticas são: “Resposta ao erro não punitiva”, “Profissionais”, “Frequência da notificação de eventos” e “Apoio à segurança do doente pela gestão”, com necessidade de intervenção prioritária. A satisfação com a vida estabelece uma relação preditiva com a perceção da cultura de segurança, com maior significado para a dimensão “Resposta ao erro não punitiva”. Conclusões: A cultura de segurança do doente no Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, percecionada pelos participantes no estudo, caracteriza-se como uma cultura de receio de resposta punitiva ao erro. A segurança de qualquer organização deve ser uma preocupação central e vista como um processo evolutivo, permeável à implementação de medidas corretivas e influenciada por variáveis sociodemográficas, profissionais e pelo grau de satisfação com a vida dos profissionais de saúde. Palavras-chave: segurança do paciente; cultura; qualidade de assistência à saúde; erros médicos; saúde materna.