Publicação

Cânone: reminiscências de alunos e de professores

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A emergência de um cânone resulta da acção de forças diversas que, no dizer de Harold Bloom, transcendem, hoje em dia, a qualidade literária, único factor que deveria determinar a sua génese. Assim, afigura-se-nos legítimo questionar os argumentos de alguns críticos literários e academias, na defesa da canonização de este ou daquele escritor. A coluna dorsal de um corpo canónico não pode nem deve sucumbir a critérios de sustentação dúbia mas tão só ao primado da qualidade artística das obras literárias. Um cânone será sempre uma selecção que, ao incluir uns, terá de excluir outros. Em um processo desta natureza, persistem as naturais polémicas: porquê este escritor e não outro? Mas ele é necessário, se queremos fazer com que os melhores escritores (ou as melhores obras) sejam lidos. Daqui decorre, inexoravelmente, um outro conceito: o de “clássico”. E deste emerge um outro ponto de reflexão: “Só o clássico reúne as condições de ocupar um lugar no cânone/ensino da literatura”? A proposta que aqui se deixa consiste numa comunicação evocadora destas e outras problemáticas teóricas, com o claro propósito de demonstrar que a definição de um cânone, sendo um processo eternamente submisso a argumentos de inegável subjectividade, não deixa de constituir, na sua essencialidade, um consenso involuntário. Neste sentido, propomos cruzar percepções do leitor aluno e do leitor professor, construtores e representantes da perenidade ou efemeridade de um ou diversos cânones, plasmada em reminiscências partilhadas.
Autores principais:Coelho, Sandra
Outros Autores:Sillva, Ana Isabel
Assunto:Literatura Cânone literário Leitura Programas de língua portuguesa Plano nacional de leitura Aluno e professores leitores
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viseu
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu
Descrição
Resumo:A emergência de um cânone resulta da acção de forças diversas que, no dizer de Harold Bloom, transcendem, hoje em dia, a qualidade literária, único factor que deveria determinar a sua génese. Assim, afigura-se-nos legítimo questionar os argumentos de alguns críticos literários e academias, na defesa da canonização de este ou daquele escritor. A coluna dorsal de um corpo canónico não pode nem deve sucumbir a critérios de sustentação dúbia mas tão só ao primado da qualidade artística das obras literárias. Um cânone será sempre uma selecção que, ao incluir uns, terá de excluir outros. Em um processo desta natureza, persistem as naturais polémicas: porquê este escritor e não outro? Mas ele é necessário, se queremos fazer com que os melhores escritores (ou as melhores obras) sejam lidos. Daqui decorre, inexoravelmente, um outro conceito: o de “clássico”. E deste emerge um outro ponto de reflexão: “Só o clássico reúne as condições de ocupar um lugar no cânone/ensino da literatura”? A proposta que aqui se deixa consiste numa comunicação evocadora destas e outras problemáticas teóricas, com o claro propósito de demonstrar que a definição de um cânone, sendo um processo eternamente submisso a argumentos de inegável subjectividade, não deixa de constituir, na sua essencialidade, um consenso involuntário. Neste sentido, propomos cruzar percepções do leitor aluno e do leitor professor, construtores e representantes da perenidade ou efemeridade de um ou diversos cânones, plasmada em reminiscências partilhadas.