Publicação
Desafios da parentalidade em famílias de crianças com Perturbação do Espectro do Autismo: Construção e implementação do programa “No “PE” do Autismo"
| Resumo: | A Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) é uma das mais graves perturbações do desenvolvimento da criança, que resulta numa incapacidade ao nível da interação social, da aquisição e uso convencional da comunicação e da linguagem, pela restrita variedade de interesses e alterações de comportamento, que perdura durante toda a vida. Com o nascimento de uma criança com PEA, a dinâmica familiar obrigatoriamente é alterada, tornando o exercício da parentalidade difícil (Rodrigues, Fonseca & Silva, 2008). Assim, face ao impacto que a existência de uma criança com PEA pode ter na família e no tipo de relações que nela se estabelecem, torna-se relevante analisar esta temática. O presente estudo tem como propósito compreender em que medida a participação de pais/cuidadores de crianças com PEA num programa de formação/educação parental potencia comportamentos parentais positivos para o desenvolvimento linguístico e comportamental das crianças. A população-alvo foram pais/ cuidadores de crianças com PEA. O número de participantes foi de 19 pais/cuidadores de crianças com PEA, sendo que 8 pais/cuidadores participaram num programa de formação parental e 11 pais/cuidadores não fizeram parte desse programa. É um tipo de estudo misto porquanto envolve uma componente qualitativa e compreensiva das perceções dos pais e uma componente quantitativa, de natureza experimental. Para o efeito, recorreu-se a medidas de pré-teste e pós-teste através da aplicação de um questionário e duas escalas, com um grupo experimental e um grupo de controlo. Após a frequência do programa parental, “No “PE” do Autismo”, os pais foram unanimes ao dizerem ter sido muito importante participarem nesta formação, tendo reportado progressos na linguagem e no comportamento dos seus filhos. Apesar de não se verificarem diferenças estatisticamente significativas, os pais que participaram no programa parental revelaram melhorias nos resultados do sentimento de competência parental e na satisfação com a vida. |
|---|---|
| Autores principais: | Loureiro, Sandra Maria Pereira Fernandes Figueiredo |
| Assunto: | Perturbação do espetro do autismo Famílias Parentalidade Autism Spectrum Disorder Families Parenthood |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viseu |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu |
| Resumo: | A Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) é uma das mais graves perturbações do desenvolvimento da criança, que resulta numa incapacidade ao nível da interação social, da aquisição e uso convencional da comunicação e da linguagem, pela restrita variedade de interesses e alterações de comportamento, que perdura durante toda a vida. Com o nascimento de uma criança com PEA, a dinâmica familiar obrigatoriamente é alterada, tornando o exercício da parentalidade difícil (Rodrigues, Fonseca & Silva, 2008). Assim, face ao impacto que a existência de uma criança com PEA pode ter na família e no tipo de relações que nela se estabelecem, torna-se relevante analisar esta temática. O presente estudo tem como propósito compreender em que medida a participação de pais/cuidadores de crianças com PEA num programa de formação/educação parental potencia comportamentos parentais positivos para o desenvolvimento linguístico e comportamental das crianças. A população-alvo foram pais/ cuidadores de crianças com PEA. O número de participantes foi de 19 pais/cuidadores de crianças com PEA, sendo que 8 pais/cuidadores participaram num programa de formação parental e 11 pais/cuidadores não fizeram parte desse programa. É um tipo de estudo misto porquanto envolve uma componente qualitativa e compreensiva das perceções dos pais e uma componente quantitativa, de natureza experimental. Para o efeito, recorreu-se a medidas de pré-teste e pós-teste através da aplicação de um questionário e duas escalas, com um grupo experimental e um grupo de controlo. Após a frequência do programa parental, “No “PE” do Autismo”, os pais foram unanimes ao dizerem ter sido muito importante participarem nesta formação, tendo reportado progressos na linguagem e no comportamento dos seus filhos. Apesar de não se verificarem diferenças estatisticamente significativas, os pais que participaram no programa parental revelaram melhorias nos resultados do sentimento de competência parental e na satisfação com a vida. |
|---|