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O perfil do enoturista da região vitivinícola do Dão

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Resumo:O Enoturismo é ainda uma atividade recente em Portugal, no entanto, considera-se que seja um país com fatores muito favoráveis ao desenvolvimento desse tipo de turismo, diminuindo a sazonalidade e contribuindo para o desenvolvimento das regiões menos turísticas ou com menos recursos e atrações para o turismo em geral. Nota-se que nos últimos anos, o vinho Português tem ganho prestígio, nome, corpo e alma. Hoje não será apenas o vinho do Douro e do Alentejo a fazer sucesso e a levar a qualidade dos vinhos portugueses além-fronteiras. Os vinhos do Dão, por exemplo, iniciam uma longa e cuidada viagem nesse sentido, obtendo já sucessos e trazendo à região o poder do Enoturismo. A Rota dos Vinhos do Dão, embora ainda jovem, começa finalmente a dar os primeiros passos certeiros na direção da boa oferta em serviços e em produtos. Aliando as atividades culturais à dinâmica do vinho, a promoção e visibilidade da marca Dão tem vindo a ganhar terreno. Este trabalho pretende reunir informações e diretrizes pertinentes para impulsionar o Enoturismo na região vitivinícola do Dão de uma forma coordenada e direcionada para o mercado correto. A oferta na direção da procura, gera procura na direção da oferta. Se o Enoturismo começa a fluir, trabalhemos então para que seja de máxima qualidade. Para que possamos ter diretrizes de desenvolvimento da região, é fundamental perceber qual o perfil do enoturista: quem é, o que pretende da região e o que nela desenvolve. Dessa forma, poderemos obter informações mais concisas para a avançar com planos estratégicos e de desenvolvimento para a região vitivinícola do Dão. As diretrizes baseiam-se no resultado dos inquéritos realizados, em que o público jovem feminino português surge no topo da procura da Rota dos Vinhos do Dão, e onde se apurou que as três motivações principais para a sua deslocação a este destino estão intimamente relacionadas com a riqueza histórica e cultural da região, com o relaxamento que o destino lhes transmite e pela autenticidade do local. As atividades mais praticadas passam pelos passeios a pé, a visita a espaços museológicos e as provas de produtos regionais do Dão, em que esta ultima atividade é a que representa um maior grau de satisfação pelo enoturista. Desta forma, entende-se que as conclusões reunidas serão um bom ponto de partida para reformular a oferta na região vitivinícola do Dão.
Autores principais:Carvalho, Lídia Maria Fernandes de
Assunto:Enoturista Enoturismo Vinhos do Dão Região Vitivinícola do Dão Motivação Satisfação
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viseu
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu
Descrição
Resumo:O Enoturismo é ainda uma atividade recente em Portugal, no entanto, considera-se que seja um país com fatores muito favoráveis ao desenvolvimento desse tipo de turismo, diminuindo a sazonalidade e contribuindo para o desenvolvimento das regiões menos turísticas ou com menos recursos e atrações para o turismo em geral. Nota-se que nos últimos anos, o vinho Português tem ganho prestígio, nome, corpo e alma. Hoje não será apenas o vinho do Douro e do Alentejo a fazer sucesso e a levar a qualidade dos vinhos portugueses além-fronteiras. Os vinhos do Dão, por exemplo, iniciam uma longa e cuidada viagem nesse sentido, obtendo já sucessos e trazendo à região o poder do Enoturismo. A Rota dos Vinhos do Dão, embora ainda jovem, começa finalmente a dar os primeiros passos certeiros na direção da boa oferta em serviços e em produtos. Aliando as atividades culturais à dinâmica do vinho, a promoção e visibilidade da marca Dão tem vindo a ganhar terreno. Este trabalho pretende reunir informações e diretrizes pertinentes para impulsionar o Enoturismo na região vitivinícola do Dão de uma forma coordenada e direcionada para o mercado correto. A oferta na direção da procura, gera procura na direção da oferta. Se o Enoturismo começa a fluir, trabalhemos então para que seja de máxima qualidade. Para que possamos ter diretrizes de desenvolvimento da região, é fundamental perceber qual o perfil do enoturista: quem é, o que pretende da região e o que nela desenvolve. Dessa forma, poderemos obter informações mais concisas para a avançar com planos estratégicos e de desenvolvimento para a região vitivinícola do Dão. As diretrizes baseiam-se no resultado dos inquéritos realizados, em que o público jovem feminino português surge no topo da procura da Rota dos Vinhos do Dão, e onde se apurou que as três motivações principais para a sua deslocação a este destino estão intimamente relacionadas com a riqueza histórica e cultural da região, com o relaxamento que o destino lhes transmite e pela autenticidade do local. As atividades mais praticadas passam pelos passeios a pé, a visita a espaços museológicos e as provas de produtos regionais do Dão, em que esta ultima atividade é a que representa um maior grau de satisfação pelo enoturista. Desta forma, entende-se que as conclusões reunidas serão um bom ponto de partida para reformular a oferta na região vitivinícola do Dão.