Publicação
Plano de ação para a década da agricultura familiar em Portugal 2028.
| Resumo: | De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), a Agricultura Familiar (AF) é a forma predominante de agricultura mesmo em países com diferentes níveis de desenvolvimento. Existem mais de 500 milhões de agricultores/as familiares no mundo, que gerem sistemas agrícolas diversificados, produzem alimentos tradicionais, e contribuem tanto para uma alimentação equilibrada como para a salvaguarda da agrobiodiversidade mundial. A nível global, a AF representa mais de 90% da agricultura mundial e produz 80% dos alimentos do mundo em termos de valor, a partir da heterogeneidade de sistemas, atividades e produtos atrás descrita. Também em termos geográficos se destaca a heterogeneidade da AF, enquanto retrato de diversas realidades regionais, nacionais e até locais. A AF concorre para ampliar a sustentabilidade ambiental, preservar a biodiversidade e os ecossistemas, ao mesmo tempo que fornece alimentos tradicionais e nutritivos que contribuem para dietas equilibradas e preservam o património cultural nas áreas rurais. Destaquese, ainda, a AF como promotora e facilitadora de sistemas alimentares sustentáveis. Aqueles que garantem a segurança alimentar e nutricional de todos, de forma a não comprometer as futuras gerações, implicando sustentabilidade económica, social e ambiental (Nguyen et al., 2018). Como assinalava o então Diretor-Geral da FAO, aquando da declaração de 2014 como Ano Internacional da Agricultura Familiar por parte da ONU, “nada se assemelha mais ao paradigma da produção alimentar sustentável que a agricultura familiar. Os agricultores familiares desenvolvem habitualmente atividades agrícolas não especializadas e diversificadas que lhes outorgam um papel fundamental na garantia da sustentabilidade do meio ambiente e na conservação da biodiversidade”. Porém, não obstante a importância da AF em termos económicos, sociais, ambientais, culturais e territoriais, das quais se destaca a segurança alimentar e nutricional, este sub-setor da produção alimentar tem sido sistematicamente discriminado no âmbito da criação de políticas para o acesso a recursos e serviços de apoio. |
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| Autores principais: | Costa, Cristina Amaro Da |
| Outros Autores: | Caetano, Fatima; Campos, Alfredo; Candeias, Sandra; Castiço, Fernanda; Pinto, Lucinda; Dias, Joana; Gomes, Diana; Henriques, E; Nunes, Ana; Pacheco, José Miguel; Rocha, Sara |
| Assunto: | Agricultura Familiar |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viseu |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu |
| Resumo: | De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), a Agricultura Familiar (AF) é a forma predominante de agricultura mesmo em países com diferentes níveis de desenvolvimento. Existem mais de 500 milhões de agricultores/as familiares no mundo, que gerem sistemas agrícolas diversificados, produzem alimentos tradicionais, e contribuem tanto para uma alimentação equilibrada como para a salvaguarda da agrobiodiversidade mundial. A nível global, a AF representa mais de 90% da agricultura mundial e produz 80% dos alimentos do mundo em termos de valor, a partir da heterogeneidade de sistemas, atividades e produtos atrás descrita. Também em termos geográficos se destaca a heterogeneidade da AF, enquanto retrato de diversas realidades regionais, nacionais e até locais. A AF concorre para ampliar a sustentabilidade ambiental, preservar a biodiversidade e os ecossistemas, ao mesmo tempo que fornece alimentos tradicionais e nutritivos que contribuem para dietas equilibradas e preservam o património cultural nas áreas rurais. Destaquese, ainda, a AF como promotora e facilitadora de sistemas alimentares sustentáveis. Aqueles que garantem a segurança alimentar e nutricional de todos, de forma a não comprometer as futuras gerações, implicando sustentabilidade económica, social e ambiental (Nguyen et al., 2018). Como assinalava o então Diretor-Geral da FAO, aquando da declaração de 2014 como Ano Internacional da Agricultura Familiar por parte da ONU, “nada se assemelha mais ao paradigma da produção alimentar sustentável que a agricultura familiar. Os agricultores familiares desenvolvem habitualmente atividades agrícolas não especializadas e diversificadas que lhes outorgam um papel fundamental na garantia da sustentabilidade do meio ambiente e na conservação da biodiversidade”. Porém, não obstante a importância da AF em termos económicos, sociais, ambientais, culturais e territoriais, das quais se destaca a segurança alimentar e nutricional, este sub-setor da produção alimentar tem sido sistematicamente discriminado no âmbito da criação de políticas para o acesso a recursos e serviços de apoio. |
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