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"Uma viagem pelas emoções" : projeto de um programa de estimulação de competências emocionais para crianças com incapacidade intelectual

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente projeto teve como principal objetivo a elaboração e construção de um programa de estimulação de competências emocionais para crianças com incapacidade intelectual. O programa tem a particularidade de estar a ser desenvolvido para dispositivos móveis, através do desenvolvimento de uma aplicação (app), uma vez que as novas tecnologias tendem a tornar as aprendizagens mais motivadoras e significativas, bem como as sessões terapêuticas mais atraentes e inovadoras, para além de estimularem o desenvolvimento da autoconfiança, autoestima e autonomia das crianças. De acordo com Bermejo (2006), existe uma grande tendência para se deixar para segundo plano ou até mesmo descurar as emoções e o ensino de formas socialmente adequadas para a expressão das mesmas destas crianças, ora porque se tem como premissa que são imunes às emoções dado o seu défice intelectual, ora porque as inadequadas expressões das emoções são vistas como parte do défice. Desta forma, o programa elaborado teve em consideração as componentes convergentes dos modelos de competências emocionais de Mayer e Salovey (1995), Goleman (2010) e Moreira (2009) e tem como pretensão promover o desenvolvimento e/ou aquisição das seguintes competências: desenvolvimento de vocabulário emocional; identificação e reconhecimento das próprias emoções; aquisição da linguagem verbal e não-verbal como meio de expressão emocional; reconhecimento das emoções nos outros; e gestão de relacionamentos. Tendo em consideração que a aplicação móvel, recurso através do qual o programa de estimulação emocional chegará às crianças, ainda se encontra na primeira fase de vida de um software (versão alfa), surgiu a necessidade de se avaliar a usabilidade da mesma, através da avaliação heurística (Nielson, 1995) com as crianças (sem e com incapacidade intelectual) no papel de especialistas, bem como através do método da verbalização do pensamento e observação direta. As conclusões preliminares são indicativas de que a aplicação móvel necessita de várias reformulações em termos da estrutura da interface, para que se torne, cada vez mais acessível às crianças que vão interagir com a mesma.
Autores principais:Rebelo, Aida Idalina Araújo
Assunto:Incapacidade intelectual Desenvolvimento emocional Estimulação emocional Aplicação.
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viseu
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu
Descrição
Resumo:O presente projeto teve como principal objetivo a elaboração e construção de um programa de estimulação de competências emocionais para crianças com incapacidade intelectual. O programa tem a particularidade de estar a ser desenvolvido para dispositivos móveis, através do desenvolvimento de uma aplicação (app), uma vez que as novas tecnologias tendem a tornar as aprendizagens mais motivadoras e significativas, bem como as sessões terapêuticas mais atraentes e inovadoras, para além de estimularem o desenvolvimento da autoconfiança, autoestima e autonomia das crianças. De acordo com Bermejo (2006), existe uma grande tendência para se deixar para segundo plano ou até mesmo descurar as emoções e o ensino de formas socialmente adequadas para a expressão das mesmas destas crianças, ora porque se tem como premissa que são imunes às emoções dado o seu défice intelectual, ora porque as inadequadas expressões das emoções são vistas como parte do défice. Desta forma, o programa elaborado teve em consideração as componentes convergentes dos modelos de competências emocionais de Mayer e Salovey (1995), Goleman (2010) e Moreira (2009) e tem como pretensão promover o desenvolvimento e/ou aquisição das seguintes competências: desenvolvimento de vocabulário emocional; identificação e reconhecimento das próprias emoções; aquisição da linguagem verbal e não-verbal como meio de expressão emocional; reconhecimento das emoções nos outros; e gestão de relacionamentos. Tendo em consideração que a aplicação móvel, recurso através do qual o programa de estimulação emocional chegará às crianças, ainda se encontra na primeira fase de vida de um software (versão alfa), surgiu a necessidade de se avaliar a usabilidade da mesma, através da avaliação heurística (Nielson, 1995) com as crianças (sem e com incapacidade intelectual) no papel de especialistas, bem como através do método da verbalização do pensamento e observação direta. As conclusões preliminares são indicativas de que a aplicação móvel necessita de várias reformulações em termos da estrutura da interface, para que se torne, cada vez mais acessível às crianças que vão interagir com a mesma.