Publicação
As Potencialidades da Musicoterapia na Perturbação do Espectro do Autismo: Um estudo de caso
| Resumo: | Este estudo pretende explorar os benefícios da Musicoterapia no desenvolvimento de competências comunicacionais, relacionais e comportamentais de uma criança com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA). É importante salientar que os indivíduos com PEA revelam especial interesse pela música, sendo este o principal motivo do sucesso das técnicas musicoterapêuticas na intervenção nesta perturbação (Freire, 2014). Ainda de acordo com este autor, a musicoterapia estimula as suas habilidades comunicacionais e/ou sociais, bem como promove a redução de comportamentos estereotipados. O presente estudo recorreu a uma metodologia qualitativa, especificamente ao estudo de caso único, em que o caso de investigação é uma criança com PEA, do sexo masculino, com 6 anos de idade. Para avaliar as suas capacidades e dificuldades, bem como a sua evolução ao frequentar as sessões musicoterapêuticas, foram realizadas entrevistas a dois técnicos que trabalham com a criança, o Musicoterapeuta e a Terapeuta da Fala, e à Encarregada de Educação. Para além das entrevistas, foram efetuadas oito observações naturalistas das sessões de musicoterapia. De forma a analisar todos os dados obtidos através destes instrumentos de investigação, recorreu-se à análise de conteúdo. Os resultados obtidos permitem concluir que, na perspetiva dos participantes, a Musicoterapia é fundamental para potenciar as capacidades e minimizar as dificuldades desta criança com PEA, principalmente ao nível da comunicação e da interação social. Através das sessões musicoterapêuticas observadas, também se verificaram estes benefícios. Ainda assim, revela-se fundamental continuar a acompanhar a evolução do caso, visto que será necessário mais tempo de intervenção para que estas mudanças se tornem mais significativas. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Ana Carolina Lemos |
| Assunto: | Musicoterapia Perturbação do Espectro do Autismo Comunicação Interação Social Comportamento Music Therapy Autism Spectrum Disorder Communication Social Interaction Behaviour |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viseu |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu |
| Resumo: | Este estudo pretende explorar os benefícios da Musicoterapia no desenvolvimento de competências comunicacionais, relacionais e comportamentais de uma criança com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA). É importante salientar que os indivíduos com PEA revelam especial interesse pela música, sendo este o principal motivo do sucesso das técnicas musicoterapêuticas na intervenção nesta perturbação (Freire, 2014). Ainda de acordo com este autor, a musicoterapia estimula as suas habilidades comunicacionais e/ou sociais, bem como promove a redução de comportamentos estereotipados. O presente estudo recorreu a uma metodologia qualitativa, especificamente ao estudo de caso único, em que o caso de investigação é uma criança com PEA, do sexo masculino, com 6 anos de idade. Para avaliar as suas capacidades e dificuldades, bem como a sua evolução ao frequentar as sessões musicoterapêuticas, foram realizadas entrevistas a dois técnicos que trabalham com a criança, o Musicoterapeuta e a Terapeuta da Fala, e à Encarregada de Educação. Para além das entrevistas, foram efetuadas oito observações naturalistas das sessões de musicoterapia. De forma a analisar todos os dados obtidos através destes instrumentos de investigação, recorreu-se à análise de conteúdo. Os resultados obtidos permitem concluir que, na perspetiva dos participantes, a Musicoterapia é fundamental para potenciar as capacidades e minimizar as dificuldades desta criança com PEA, principalmente ao nível da comunicação e da interação social. Através das sessões musicoterapêuticas observadas, também se verificaram estes benefícios. Ainda assim, revela-se fundamental continuar a acompanhar a evolução do caso, visto que será necessário mais tempo de intervenção para que estas mudanças se tornem mais significativas. |
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