Publicação

Vivências dos enfermeiros no cuidar da pessoa em fim de vida e sua família numa Unidade de Cuidados Continuados

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Cuidar de uma pessoa em fim de vida é um desafio para os profissionais de saúde. Exige dos mesmos um esforço acrescido diariamente, para que consigam prestar os melhores cuidados, tendo em conta também, as suas necessidades e sentimentos. Para tal necessitam de um conjunto de competências técnicas científicas, humanas e também relacionais. O cuidar em fim de vida tem como principal objetivo o alívio de sofrimento, a manutenção da qualidade de vida que a pessoa considerar e a satisfação das suas necessidades. Assim surge a necessidade de realizar este estudo - Vivências dos Enfermeiros no Processo de Cuidar da Pessoa em Fim de Vida e sua Família. Tendo em conta a natureza da temática optou-se pela realização de um estudo de natureza qualitativo, do tipo exploratório-descritivo, com características fenomenológicas. Os participantes deste estudo são enfermeiros que trabalham numa unidade de cuidados continuados de longa duração, do concelho de Barcelos. Para a recolha de dados optamos pela entrevista semi-estruturada que foi realizada durante os meses de junho e julho de 2022. As referidas entrevistas foram analisadas segundo a técnica de análise de conteúdo de Laurence Bardin (2011). A maior parte dos entrevistados reconhece uma pessoa em fim de vida e as suas necessidades, destacando o conforto, o bem-estar e o controlo sintomático. No cuidar evidenciam essencialmente sentimentos de tristeza e impotência. Reconhecem que fatores como a aceitação do diagnóstico por parte da pessoa e família, assim como mantê-los a par de toda a situação clínica e o trabalho equipa, facilitam a sua intervenção. As estratégias de coping mais utilizadas por estes profissionais são a partilha de experiências e o distanciamento. Mais de metade dos profissionais refere que o cuidar de uma pessoa em fim de vida não tem impacto quer a nível pessoal, quer profissional. Uma parte refere existir implicações pessoais, familiares, mas também profissionais tais como a insegurança, o levar o trabalho para casa e ainda o desgaste sentimental e psicológico. Como sugestões para contribuir para uma melhor prestação de cuidados, quase todos os profissionais referem a necessidade de se investir na formação nesta área.
Autores principais:Gaspar, Juliana Esteves
Assunto:Cuidados de enfermagem Pessoa em fim de vida Família Cuidados paliativos Nursing care End-of-life Family Palliative care
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:Cuidar de uma pessoa em fim de vida é um desafio para os profissionais de saúde. Exige dos mesmos um esforço acrescido diariamente, para que consigam prestar os melhores cuidados, tendo em conta também, as suas necessidades e sentimentos. Para tal necessitam de um conjunto de competências técnicas científicas, humanas e também relacionais. O cuidar em fim de vida tem como principal objetivo o alívio de sofrimento, a manutenção da qualidade de vida que a pessoa considerar e a satisfação das suas necessidades. Assim surge a necessidade de realizar este estudo - Vivências dos Enfermeiros no Processo de Cuidar da Pessoa em Fim de Vida e sua Família. Tendo em conta a natureza da temática optou-se pela realização de um estudo de natureza qualitativo, do tipo exploratório-descritivo, com características fenomenológicas. Os participantes deste estudo são enfermeiros que trabalham numa unidade de cuidados continuados de longa duração, do concelho de Barcelos. Para a recolha de dados optamos pela entrevista semi-estruturada que foi realizada durante os meses de junho e julho de 2022. As referidas entrevistas foram analisadas segundo a técnica de análise de conteúdo de Laurence Bardin (2011). A maior parte dos entrevistados reconhece uma pessoa em fim de vida e as suas necessidades, destacando o conforto, o bem-estar e o controlo sintomático. No cuidar evidenciam essencialmente sentimentos de tristeza e impotência. Reconhecem que fatores como a aceitação do diagnóstico por parte da pessoa e família, assim como mantê-los a par de toda a situação clínica e o trabalho equipa, facilitam a sua intervenção. As estratégias de coping mais utilizadas por estes profissionais são a partilha de experiências e o distanciamento. Mais de metade dos profissionais refere que o cuidar de uma pessoa em fim de vida não tem impacto quer a nível pessoal, quer profissional. Uma parte refere existir implicações pessoais, familiares, mas também profissionais tais como a insegurança, o levar o trabalho para casa e ainda o desgaste sentimental e psicológico. Como sugestões para contribuir para uma melhor prestação de cuidados, quase todos os profissionais referem a necessidade de se investir na formação nesta área.