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Dinâmicas enoturísticas transfronteiriças na Eurorregião Galiza-Norte de Portugal : diálogo(s) entre Monção, Melgaço, O Rosal e Condado do Tea

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Ultimamente, vários destinos têm atribuído maior importância ao Enoturismo, o qual desempenha um papel de destaque enquanto produto turístico emergente. E que efetivamente tem sido capaz de contribuir para a promoção de regiões remotas, combinando turismo e agricultura e permitindo a criação de novas oportunidades de desenvolvimento nos territórios envolvidos. A forte tradição vitivinícola que passou da produção de tintos para a supremacia de brancos, ainda se mantém muito presente na sub-região de Monção e Melgaço, no Alto Minho e nas subzonas transfronteiriças O Rosal e Condado do Tea, na Galiza. Estas regiões, caracterizadas por produtores experientes na produção de vinhos, elaborados com a reconhecida casta Alvarinho ou Albariño, têm vindo a ganhar, cada vez mais, visitantes e consumidores um pouco por todo o mundo. A perceção desta realidade conduziu à realização desta investigação, que tem como objetivo principal a apresentação de propostas que visem contribuir para potenciar e dinamizar o Enoturismo Transfronteiriço da Eurorregião Galiza-Norte de Portugal, nomeadamente na sub-região de Monção e Melgaço e nas subzonas O Rosal e Condado do Tea. O estudo desenvolveu-se de acordo com um paradigma de investigação qualitativo, através da realização de vinte entrevistas semiestruturadas a intervenientes relevantes da sub-região de Monção e Melgaço e das subzonas O Rosal e Condado do Tea. Por outro lado, recorreu-se à análise documental e de conteúdo, para a definição de temas, cruzando com a bibliografia e a observação participante. No final, verificou-se que os atores locais efetivamente observam o Enoturismo Transfronteiriço como um meio capaz de trazer maior riqueza para os territórios de fronteira. Contudo, o trabalho permitiu apurar que para isso é necessário deixar de lado certas questões burocráticas mas também trabalhar, planear e promover o Enoturismo Transfronteiriço de forma organizada, e investir na requalificação das experiências enoturísticas que vigoram nas regiões em estudo.
Autores principais:Monteiro, Sónia Cristina Rodrigues
Assunto:Enoturismo transfronteiriço Eurorregião Galiza-Norte de Portugal Dinâmicas enoturísticas Património vitivinícola Cross-border wine tourism Galicia-North Portugal Euroregion Wine tourism dynamics Wine heritage Enoturismo transfronterizo Euroregión Galicia-Norte de Portugal
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:Ultimamente, vários destinos têm atribuído maior importância ao Enoturismo, o qual desempenha um papel de destaque enquanto produto turístico emergente. E que efetivamente tem sido capaz de contribuir para a promoção de regiões remotas, combinando turismo e agricultura e permitindo a criação de novas oportunidades de desenvolvimento nos territórios envolvidos. A forte tradição vitivinícola que passou da produção de tintos para a supremacia de brancos, ainda se mantém muito presente na sub-região de Monção e Melgaço, no Alto Minho e nas subzonas transfronteiriças O Rosal e Condado do Tea, na Galiza. Estas regiões, caracterizadas por produtores experientes na produção de vinhos, elaborados com a reconhecida casta Alvarinho ou Albariño, têm vindo a ganhar, cada vez mais, visitantes e consumidores um pouco por todo o mundo. A perceção desta realidade conduziu à realização desta investigação, que tem como objetivo principal a apresentação de propostas que visem contribuir para potenciar e dinamizar o Enoturismo Transfronteiriço da Eurorregião Galiza-Norte de Portugal, nomeadamente na sub-região de Monção e Melgaço e nas subzonas O Rosal e Condado do Tea. O estudo desenvolveu-se de acordo com um paradigma de investigação qualitativo, através da realização de vinte entrevistas semiestruturadas a intervenientes relevantes da sub-região de Monção e Melgaço e das subzonas O Rosal e Condado do Tea. Por outro lado, recorreu-se à análise documental e de conteúdo, para a definição de temas, cruzando com a bibliografia e a observação participante. No final, verificou-se que os atores locais efetivamente observam o Enoturismo Transfronteiriço como um meio capaz de trazer maior riqueza para os territórios de fronteira. Contudo, o trabalho permitiu apurar que para isso é necessário deixar de lado certas questões burocráticas mas também trabalhar, planear e promover o Enoturismo Transfronteiriço de forma organizada, e investir na requalificação das experiências enoturísticas que vigoram nas regiões em estudo.