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Auditoria energética : edifício da Escola Superior de Tecnologia e Gestão : caso de estudo

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Resumo:O aumento progressivo do consumo da energia no mundo atual e por conseguinte as emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE) tem provocado alterações climáticas por via do aquecimento global. Neste contexto, têm vindo a ser tomadas medidas previstas pelo Protocolo de Quioto que fixam valores máximos para as emissões de GEE. Os países que subscreveram o Protocolo vêm implementando medidas e políticas para a redução das referidas emissões. Assim, e no âmbito da diretiva do Parlamento Europeu e do Conselho 2010/31/CE, a União Europeia assumiu o compromisso de reduzir até 2020 as emissões globais de gases com efeito de estufa em pelo menos 20% em relação aos níveis de 1990 e Portugal através da Resolução do Conselho de Ministros n.º1 /2008 assumiu o compromisso de limitar o aumento das suas emissões de gases com efeito de estufa em 27%, no período de 2008-2012, relativamente a valores de 1990. No projeto em curso propõe-se a realização de uma auditoria energética à Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) que pertence ao Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC). Os principais objetivos do estudo são: efetuar a caracterização geral do edifício de um ponto de vista técnico, com identificação e caracterização das soluções construtivas da envolvente e dos seus impactos no comportamento térmico do mesmo, de um ponto de vista estritamente qualitativo, efetuar a identificação e a caracterização de equipamentos e sistemas energéticos, efetuar a discriminação dos gastos energéticos dos diferentes sistemas e equipamentos instalados e avaliar os seus impactos na faturação energética, e por fim avaliar um conjunto de medidas de melhoria da eficiência energética. A metodologia adotada para o trabalho consistiu na desagregação dos vários consumos de energia através das suas faturas. No terreno foi efetuada uma caracterização dos edifícios e dos sistemas energéticos instalados. No seguimento deste estudo foram efetuadas medições diretas através de dois analisadores de rede e de um analisador de gases. O projeto permitiu obter as seguintes conclusões: no período de referência (2012), o edifício da ESTG apresentou um consumo de energia final de 182,81 teps. Do consumo total de energia consumida, 74% foi de eletricidade, que corresponde ao triplo do consumo do gás natural que foi de 23%. O consumo de pellets apenas chegou aos 3%; o encargo com o consumo total de energia foi de 138 714€. Na eletricidade foram gastos 94 674€ que corresponde a 68% dos encargos. Com o gás natural obteve-se um gasto de 40 498€ e 3 542€ com as pellets. Na sequência do estudo de sensibilidade realizado, pode afirmar-se que com pequenas mudanças nos hábitos de consumo, são obtidas poupanças energéticas consideráveis. Os estudos técnico – económicos efetuados neste projeto apresentam soluções viáveis. Na substituição/reparação da bateria de condensadores obtemos um período de retorno de cerca de 2 meses, sendo que o lucro no final do ano ronda os 8 000€. O estudo de alteração da iluminação dos corredores da ESTG garante que todas as soluções analisadas são rentáveis: obtém-se uma maior rentabilidade com a substituição por balastros eletrónicos, já que têm um retorno num intervalo de tempo de 0,33 anos. No entanto, o benefício total dentro do período de análise (5 anos) é superior na solução de substituição por lâmpadas LED, com um benefício próximo de 9 000€ mais, obtido para todo o período de retorno do investimento comparativamente com os balastros eletrónicos.
Autores principais:Araújo, Ivo Jerónimo da Silva
Assunto:Auditoria energética Eficiência energética Edifícios de serviços Consumo de energia Energy audit Energy efficiency Services building's Energy consuption
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:O aumento progressivo do consumo da energia no mundo atual e por conseguinte as emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE) tem provocado alterações climáticas por via do aquecimento global. Neste contexto, têm vindo a ser tomadas medidas previstas pelo Protocolo de Quioto que fixam valores máximos para as emissões de GEE. Os países que subscreveram o Protocolo vêm implementando medidas e políticas para a redução das referidas emissões. Assim, e no âmbito da diretiva do Parlamento Europeu e do Conselho 2010/31/CE, a União Europeia assumiu o compromisso de reduzir até 2020 as emissões globais de gases com efeito de estufa em pelo menos 20% em relação aos níveis de 1990 e Portugal através da Resolução do Conselho de Ministros n.º1 /2008 assumiu o compromisso de limitar o aumento das suas emissões de gases com efeito de estufa em 27%, no período de 2008-2012, relativamente a valores de 1990. No projeto em curso propõe-se a realização de uma auditoria energética à Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) que pertence ao Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC). Os principais objetivos do estudo são: efetuar a caracterização geral do edifício de um ponto de vista técnico, com identificação e caracterização das soluções construtivas da envolvente e dos seus impactos no comportamento térmico do mesmo, de um ponto de vista estritamente qualitativo, efetuar a identificação e a caracterização de equipamentos e sistemas energéticos, efetuar a discriminação dos gastos energéticos dos diferentes sistemas e equipamentos instalados e avaliar os seus impactos na faturação energética, e por fim avaliar um conjunto de medidas de melhoria da eficiência energética. A metodologia adotada para o trabalho consistiu na desagregação dos vários consumos de energia através das suas faturas. No terreno foi efetuada uma caracterização dos edifícios e dos sistemas energéticos instalados. No seguimento deste estudo foram efetuadas medições diretas através de dois analisadores de rede e de um analisador de gases. O projeto permitiu obter as seguintes conclusões: no período de referência (2012), o edifício da ESTG apresentou um consumo de energia final de 182,81 teps. Do consumo total de energia consumida, 74% foi de eletricidade, que corresponde ao triplo do consumo do gás natural que foi de 23%. O consumo de pellets apenas chegou aos 3%; o encargo com o consumo total de energia foi de 138 714€. Na eletricidade foram gastos 94 674€ que corresponde a 68% dos encargos. Com o gás natural obteve-se um gasto de 40 498€ e 3 542€ com as pellets. Na sequência do estudo de sensibilidade realizado, pode afirmar-se que com pequenas mudanças nos hábitos de consumo, são obtidas poupanças energéticas consideráveis. Os estudos técnico – económicos efetuados neste projeto apresentam soluções viáveis. Na substituição/reparação da bateria de condensadores obtemos um período de retorno de cerca de 2 meses, sendo que o lucro no final do ano ronda os 8 000€. O estudo de alteração da iluminação dos corredores da ESTG garante que todas as soluções analisadas são rentáveis: obtém-se uma maior rentabilidade com a substituição por balastros eletrónicos, já que têm um retorno num intervalo de tempo de 0,33 anos. No entanto, o benefício total dentro do período de análise (5 anos) é superior na solução de substituição por lâmpadas LED, com um benefício próximo de 9 000€ mais, obtido para todo o período de retorno do investimento comparativamente com os balastros eletrónicos.