Publicação
Avaliação de substratos com compostos de acácia e de hormona natural no enraizamento de alecrim e azereiro
| Resumo: | As plantas lenhosas invasoras, como as acácias e as mimosas, contribuem frequentemente para a proliferação dos fogos florestais em Portugal e para a diminuição da biodiversidade. Estas plantas poderão representar materiais alternativos, após compostagem, para a formulação de substratos de enraizamento de espécies importantes no modo de produção biológico, como as plantas aromáticas e medicinais. No presente trabalho, os cinco substratos utilizados na avaliação do enraizamento de estacas de Rosmarinus officinalis L. (alecrim) e Prunus lusitanica L. (azereiro) foram: o substrato comercial Siro Plant constituído por composto de casca de pinheiro e turfa, sem adubo (A0) e substratos com substituição do composto de casca de pinheiro, por quantidades crescentes de composto de acácia (A30, A60, A100). Como testemunha foi utilizado o substrato adequado ao enraizamento (Sc), recomendado pelo viveiro Raiz da Terra. O segundo fator estudado, num desenho experimental de blocos totalmente casualizados, foram três tratamentos com hormonas de enraizamento: sem hormona (H0), com hormona natural preparada através de uma infusão de cascas e ramos de salgueiro (HB) e com hormonas sintéticas (AIB e ANA) (HQ). As estacas herbáceas foram colocadas em tabuleiros de alvéolos, numa bancada de enraizamento com rega por nebulização, à temperatura de 22ºC. Ao fim de 55 dias, procedeu-se à avaliação do enraizamento através do comprimento das raízes, de uma escala (0 a 5) de avaliação da ramificação das raízes e da contagem e comprimento dos novos rebentos nas estacas. Para o alecrim, o substrato Sc e os substratos com e sem composto de acácia, comportaram-se de forma idêntica, nomeadamente na percentagem de enraizamento e no comprimento das raízes (em média 66,2% e 4,8 cm). No enraizamento do azereiro, o Sc foi comparável aos substratos A30 e A100, nomeadamente na % de enraizamento e o comprimento das raízes (em média 87,8% e 3,1 cm). Em síntese os substratos de enraizamento que contêm composto de acácia (A30, A60 e A100) poderão constituir uma boa alternativa aos substratos convencionais que contêm composto de casca de pinheiro e turfa (A0). O enraizamento das estacas de alecrim poderá ser efetuado sem aplicação de nenhuma hormona de enraizamento (82,0% de enraizamento), enquanto que com a hormona natural foi 34,7%. No azereiro a aplicação de hormonas sintéticas proporcionou melhores resultados (98,7%) em comparação com a não aplicação que foi idêntica à aplicação de hormona natural (74,0%). A hormona natural teve efeitos negativos ou não teve efeito no enraizamento das duas espécies alecrim e azereiro, provavelmente por não ter sido preparada ou aplicada de forma adequada. Devido ao seu potencial de utilização no MPB ou como substituto das hormonas sintéticas deverá de ser estudada e testada em condições laboratoriais e de campo. |
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| Autores principais: | Fernandes, João Miguel Valente Vieira de Sousa |
| Assunto: | Acácia Compostagem Enraizamento Hormona Substrato Composting Rooting Hormone Substrate |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico IPVC |
| Resumo: | As plantas lenhosas invasoras, como as acácias e as mimosas, contribuem frequentemente para a proliferação dos fogos florestais em Portugal e para a diminuição da biodiversidade. Estas plantas poderão representar materiais alternativos, após compostagem, para a formulação de substratos de enraizamento de espécies importantes no modo de produção biológico, como as plantas aromáticas e medicinais. No presente trabalho, os cinco substratos utilizados na avaliação do enraizamento de estacas de Rosmarinus officinalis L. (alecrim) e Prunus lusitanica L. (azereiro) foram: o substrato comercial Siro Plant constituído por composto de casca de pinheiro e turfa, sem adubo (A0) e substratos com substituição do composto de casca de pinheiro, por quantidades crescentes de composto de acácia (A30, A60, A100). Como testemunha foi utilizado o substrato adequado ao enraizamento (Sc), recomendado pelo viveiro Raiz da Terra. O segundo fator estudado, num desenho experimental de blocos totalmente casualizados, foram três tratamentos com hormonas de enraizamento: sem hormona (H0), com hormona natural preparada através de uma infusão de cascas e ramos de salgueiro (HB) e com hormonas sintéticas (AIB e ANA) (HQ). As estacas herbáceas foram colocadas em tabuleiros de alvéolos, numa bancada de enraizamento com rega por nebulização, à temperatura de 22ºC. Ao fim de 55 dias, procedeu-se à avaliação do enraizamento através do comprimento das raízes, de uma escala (0 a 5) de avaliação da ramificação das raízes e da contagem e comprimento dos novos rebentos nas estacas. Para o alecrim, o substrato Sc e os substratos com e sem composto de acácia, comportaram-se de forma idêntica, nomeadamente na percentagem de enraizamento e no comprimento das raízes (em média 66,2% e 4,8 cm). No enraizamento do azereiro, o Sc foi comparável aos substratos A30 e A100, nomeadamente na % de enraizamento e o comprimento das raízes (em média 87,8% e 3,1 cm). Em síntese os substratos de enraizamento que contêm composto de acácia (A30, A60 e A100) poderão constituir uma boa alternativa aos substratos convencionais que contêm composto de casca de pinheiro e turfa (A0). O enraizamento das estacas de alecrim poderá ser efetuado sem aplicação de nenhuma hormona de enraizamento (82,0% de enraizamento), enquanto que com a hormona natural foi 34,7%. No azereiro a aplicação de hormonas sintéticas proporcionou melhores resultados (98,7%) em comparação com a não aplicação que foi idêntica à aplicação de hormona natural (74,0%). A hormona natural teve efeitos negativos ou não teve efeito no enraizamento das duas espécies alecrim e azereiro, provavelmente por não ter sido preparada ou aplicada de forma adequada. Devido ao seu potencial de utilização no MPB ou como substituto das hormonas sintéticas deverá de ser estudada e testada em condições laboratoriais e de campo. |
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